Façamos o homem…

Afinal, o que significa realmente a palavra Elowweem ?

Vemos na Torá:

Bereshit(Gên) 1:1

    בְּרֵאשִׁ֖ית בָּרָ֣א אֱלֹהִ֑ים אֵ֥ת הַשָּׁמַ֖יִם וְאֵ֥ת הָאָֽרֶץ׃

Bereshit bara Elowweem et hashamayim veet haarets.

1- No princípio criou Elowweem o céu e a terra.

Muito interessante notar o termo que utilizado designar o Criador seja “Elowweem” em hebraico.

Na Torá Samaritana, como também em em todas as outras “versões” da Torá conhecidas utilizam a mesma palavra.

Podemos ver até mesmo na Torá no Códice de Leningrado, a palavra  אֱלֹהִ֑ים , “Elowweem“.

Portanto é preciso conhecer mais a palavra Elowweem.

Elowweem é um substantivo que se refere ao Criador, largamente utilizado tanto em textos da língua hebraica moderna como também no hebraico antigo.

Elowweem  אלהים é o plural da palavra Eloah אלוה  um plural majestático pluralis majestatis.

Também conhecido como um plural de excelência pluralis excellentiæ que expressa grande dignidade, e pode ser traduzido por “Elevadíssimo” ou “Altíssimo”.

Mas traduzir isso como “plural” significa admitir que a tradução “deuses” corresponderia não a um deus único, mas vários deuses.

E admitir isso é admitir o politeísmo.

A ideia de “deuses” para Elowweem é negada por toda a Torá!

Pois o critério linguístico a essa palavra nega o politeísmo.

Esta palavra se refere ao Deus de Israel, e ela aparece mais de 2 mil vezes nas escrituras!

E é incrível que, em apenas 4 palavras o termo que acompanha a palavra esteja também no plural.

Em todas as outras milhares de vezes, tanto os verbos, os pronomes e os adjetivos estão no singular.

Vamos agora mergulhar no primeiro livro da Torá:

BERESHIT

Bereshit(Gn) 1.1

בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים

(Breshit bará Elowweem).

Bará” (בָּרָא) é o verbo CRIAR e está na 3ª pessoa do singular, CRIOU.

A afirmação que o Elowweem que fez o céu e a terra é Shehmaa.

E é também visto em Bereshit(Gn) 2:4

בְּיֹום עֲשֹׂות יְהוָה אֱלֹהִים אֶרֶץ וְשָׁמָיִם

4- no dia em que Shehmaa Elowweem fez a terra e os céus.

Uma vez aplicado o verbo singular “FEZ” confirmando o entendimento que Shehmaa é um e não mais que isto.

Vejamos o texto áureo da Torá.

Devarim(Dt) 6.4

4 -Ouve, Israel, Shehmaa nosso Elowweem, Shehmaa é UM.

Aqui Shehmaa não é “um dos nossos Elowweem”…

Mas sim, o “nosso Elowweem”!

O texto no original está simplesmente “יְהוָה אֶחָד” (Shehmaa echad). אֶחָד (echad) é uma palavra hebraica para o cardinal UM.

A palavra Elowweem aplicada ao Deus Eterno tem sentido singular é também confirmada em outro importante texto.

Bereshit(Gn) 35.11

וַיֹּאמֶר לֹו אֱלֹהִים אֲנִי אֵל שַׁדַּי

vayyo’mer lo Elowweem aniy êl shadday

“E disse Elowweem: Eu sou El Todo-Poderoso”.

Este verso mostra que Elowweem (um plural) tem significado de EL (um singular) quando se refere ao Altíssimo.

Hebraico Bíblico não tem uma forma particular, e tão abrangente de formar o GRAU SUPERLATIVO, que “ocorre quando a qualidade de um ser é intensificada em relação a um conjunto de seres“.

Vamos comparar:

humilde humílimo
jovem juveníssimo
livre libérrimo
magnífico magnificentíssimo

Como o Hebraico não utiliza sufixos como no exemplo de magnífico para magnificent+“íssimo“.

o Hebraico portanto tem outras características usadas para designar um ser.

O PLURAL MAJESTÁTICO.

Veja o que Jeff Benner escreveu sobre esse assunto no seu Ancient Hebrew Lexicon of the Bible: 

A Gramática Gesenius também explica o plural qualitativo:

De forma nenhuma o plural é usado em Hebraico somente para expressar um número de indivíduos ou objetos separados, mas também os denota coletivamente…

  • um foco mais ou menos  intensivo das características inerentes as famílias de palavras plurais abstratos…
  • the pluralis excellentiae or pluralis maiestatis.

Além disso, o termo Elowweem foi aplicado na Bíblia para outros personagens de forma a descrever e acentuar a qualidade de suas funções.

Vejamos o emprego da palavra Elowweem  com Mooshe:

Shemot(Êx) 7:1

Então disse o Shehmaa a Mooshe: Eis que te tenho posto por deus (Elowweem) sobre Faraó.

    וַיֹּ֤אמֶר יְהוָה֙ אֶל־מֹשֶׁ֔ה רְאֵ֛ה נְתַתִּ֥יךָ אֱלֹהִ֖ים לְפַרְעֹ֑ה

Vaiomer Shehmaa el Mooshe reeh netaticha elohim lepharô

Vejamos agora o emprego da palavra Elowweem  para Juízes:

Então seu senhor o levará aos juízes (Elowweem), e o fará chegar à porta Shemot(Êx) 21:6

  וְהִגִּישֹׁ֤ו אֲדֹנָיו֙ אֶל־הָ֣אֱלֹהִ֔ים וְהִגִּישֹׁו֙ אֶל־הַדֶּ֔לֶת

Vachigishô adonav el haElowweem vechigishô el hadelet

Não se pode ignorar o que o verbo de Bereshit(Gên) 1:1 é בָּרָ֣א “Bará” ou seja, “Criou”, e ele está no singular, na 3ª pessoa do masculino, que significa simplesmente – Ele e não “eles“.

Então no entendimento do uso da palavra Elowweem, passamos a compreender que:

Elowweem é uma palavra que expressa a ideia de “qualitativo” e pode ser substituído, em tese, por um pronome singular para acompanhar o verbo que está conjugado no singular.

A pluralidade em Elowweem só surge no inicio do Cristianismo, que

politeísmo
politeísmo

só defendeu a natureza divina de Jesus, nos concílios do primeiro séculos da era cristã que decretou isso como sua doutrina.

A palavra Elowweem não expressa “politeísmo” na Torá.

Ela é usada também a demônios Devarim(Dt) 32.17 e até mesmo homens Shemot(Ex)4.16, e sabemos que nem um nem outro são seres pluralizados ou coletivos.

Outro detalhe importante sobre a palavra אֱלֹהִים “Elowweem” dentro da Torá é sempre traduzida pela palavra “Elowweem”, ou seja, uma palavra singular e não pelo seu equivalente imediato, esta palavra é associada sempre a um único ser ou ente, e não a um plural ou a uma pluralidade, mas a um ser singular, único.

A palavra “Elowweem” não é um termo exclusivo ao Eterno, somente isso já elimina a ideia plural aplicada a um único ente ou ser.

Muitos buscam em Bereshit(Gn) 1:26, Bereshit(Gn) 3:22, Bereshit(Gn) 11:7, como provas de que Elowweem de que realmente seria plural para varias pessoas na Deidade.

Mas existem penas 4 ocorrências dentre as mais de 2 mil aparições dessa palavra tanto na Torá como em toda a literatura do Canon na bíblia hebraica!

E somente 4 vezes são apresentados como plurais.

Há quem ache 10 plurais, mas destes outros 6 não teriam sido vertidos para nossa língua.

Importante

Ao tratar este assunto é preciso admitir que existem 4 raros usos a palavra “Elowweem” como “plurais”

Portanto não se pode sair aplicando o conceito de 4 palavras a todas  outras 2 mil vezes que ocorre a palavra “Elowweem” em textos da Torá e da literatura hebraicas (tanach)!

Não se pode generalizar o uso dela no sentido ‘plural’.

Vejamos apenas alguns exemplos e o que eles significam.

Bereshit(Gn) 3:22-24

“Então disse Shehmaa Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente … E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.”

Agora compare com esse outro texto onde a mesma palavra aparece na literatura judaica do período babilônico.

Esdras 7:21-24

“E por mim mesmo, o rei Artaxerxes, se decreta a todos os tesoureiros que estão dalém do rio que tudo quanto vos pedir o sacerdote Esdras, escriba da lei do Deus dos céus, prontamente se faça … Também vos fazemos saber acerca de todos os sacerdotes e levitas, cantores, porteiros, servidores do templo e ministros desta casa de Deus, que não será lícito impor-lhes, nem tributo, nem contribuição, nem renda.”

O termo “um de nós” usado em Bereshit(Gn) 3, e mais à frente, na mesma narrativa, encontramos “pôs” ao invés de “puseram”, analogamente em Esdras há expressão semelhante, mostrando que essa não é uma construção de indicativo de pluralidade em um único ser, como se costuma requerer.

O rei Artaxerxes disse “E por mim mesmo … vos fazemos”, no entanto, ele não era mais de UM homem.

Também podemos ver em Bereshit(Gn) 1:26

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”

Mas Bereshit(Gn) 1:26 não mostra qualquer pluralidade do ente falante quando usou o plural em suas expressões.

Quando falamos de nós mesmos, usamos tanto o “eu” como também  o “nós”, e essa forma de expressão também não é estranha à Bíblia.

Existem nas escrituras hebraicas, milhares de ocorrências com o uso de Elowweem, se referindo ao Criador expressando a ideia de que o Eterno é Único e Um Só, e não um ser composto ou plural!

Portanto afirmar que o Criador é plural (ou trindade) através de Bereshit(Gn) 1:26 apenas demonstra o total desconhecimento do idioma hebraico e suas regras linguísticas.

“O doutor William Smith da Universidade de Londres, a um século atrás, foi reconhecido como o ‘mais eminente lexicógrafo do mundo de língua Inglesa’. – “A Dictionary of the Bible” Philadelphia: American B.Publication Society, 1863, pág.. 216

Interessante observar a afirmação feita em um Dicionário Bíblico que o doutor Smith editou:

“A forma plural Elowweem tem dado origem à muita discussão.

A ideia fantasiosa de que refere-se à trindade de pessoas na Divindade, dificilmente encontra agora algum partidário entre eruditos.

Ou é o que os gramáticos chamam “plural de majestade” ou então denota a plenitude da força divina, a soma de poderes revelados por Deus”

Participe do curso gratuito de hebraico, clique aqui.

O zodiaco pagão nas sinagogas judaicas

Em Dezembro de 1928, uma equipa de trabalho do kibbutz Beth Alpha estava a cavar um canal de drenagem quando alguns pedaços de um mosaico começaram a aparecer nas cargas das suas pás.

No painel quadrado do mosaico Alpha Beth tem uma roda do zodíaco com os 12 símbolos e nomes do zodíaco, rodeados por quatro figuras femininas nos cantos, identificando as estações do ano.

 

Muitos dos símbolos incluídos no painel de mosaico superior reafirmam a natureza judaica da sinagoga de Beth Alpha: a Arca da Aliança no centro (Aron Kodesh), luz eterna (ner tamid), dois candelabros de sete braços (menorot; plural , menorah), fronda da palma (lulav), cidra(etrog), e uma pá de incenso (Mahta). Estas imagens formam uma espécie de painel identificativa da sinagoga.
Muitos dos símbolos incluídos no painel de mosaico superior reafirmam a natureza judaica da sinagoga de Beth Alpha: a Arca da Aliança no centro (Aron Kodesh), luz eterna (ner tamid), dois candelabros de sete braços (menorot; plural , menorah), fronda da palma (lulav), cidra(etrog), e uma pá de incenso (Mahta). Estas imagens formam uma espécie de painel identificativa da sinagoga.

 

Na parte inferior do painel retangular, mais perto da porta, a história familiar de Gênesis 22 é representada no mosaico. Abraão está se preparando para sacrificar seu filho Isaac (à direita)como a mão de D’us  o alcança do céu para o impedir de concluir o ato.. Perto está um carneiro que é apanhado pelos seus chifres num matagal, na extrema-esquerda é um servo que espera com o burro. Este tipo de cena é conhecido como um painel dos antepassados​​justos e é encontrada em vários mosaicos de outras sinagogas

 

Outro impressionante mosaico foi descoberto na sinagoga de Tiberíades Hamate. Este contém uma roda do Zodíaco lindamente executada (interrompida por uma parede mais tarde colocada em cima da mesma) e um painel de sinagoga, mas não se refere a nenhum tema dos antepassados ​​justos.

 

No painel de mosaico de Tiberíades Hamate, está dentro de um quadrado, a roda do Zodíaco e os quatro cantos são marcados com representações das quatro do ano, como pode ser visto aqui.

 

A sinagoga de Ein Gedi contém um mosaico que é ainda mais completo do que os de Beth Alpha e Tiberíades Hamate, embora relativamente simples na decoração. Todos os elementos usuais são atuais, e alguns  novos, mas na forma escrita, em vez de representações figurativas.

 

Inscrições, em vez de imagens, cobrem o chão do mosaico da sinagoga Ein Gedi.

 

Todos os signos do Zodíaco estão listados (e pela primeira vez com os meses correspondentes do calendário hebraico), bem como uma longa lista de antepassados ​​justos, desde Adão, Seth e Enos, a Abraão,Isaac e Jacó, Hananias, Misael e Azarias.

 

A sinagoga de Zippori (Séforis), tem a mais recente das descobertas de mosaicos do zodíaco, embora, infelizmente, não esteja bem preservado. No centro da roda do zodíaco, Helios, a dirigir a sua carruagem de quatro cavalos, mas mais do que a figura de um homem, D’us é descrito como o próprio sol.

 

  

Na sinagoga de Ziporri, Ein Gedi, cada signo do  Zodíaco está associado com o mês correspondente do calendário hebraico e escrito em hebraico. Na imagem superior esquerda,vimos uma parte do painel com um Escorpião e com o respectivo mês de Heshvan (acima), na imagem superior da direita, vimos um Sagitário que está relacionado com o mês de Kislev

 

  

Estas duas imagens mostram as estações do ano nos cantos, como temos visto em outros lugares, mas aqui eles têm inscrições em grego e em hebraico. 

Apesar de mal conservado, o mosaico da sinagoga Zippori num dos painéis podemos ver claramente a passagem do sacrifício de Isaac a completar o tema dos antepassados ​​justos. Tudo o que resta são fragmentos que mostram os servos segurando o burro (acima) e do carneiro preso no mato.

Ao contrário da maior parte do resto do mosaico Zippori, o painel da sinagoga que está dividido em três secções, esta parte está muito bem preservada. No flanco, dois candelabros, a Arca da Aliança com o chifre de carneiro, palma frondes e cidra, e pá incenso um pouco mais abaixo.

Aqui podemos ver o pouco que resta da sinagoga em Na’aran, e que foi descoberto quando um projétil de artilharia turca caiu no local durante a I Guerra Mundial, revelando omosaico. Grande parte do mosaico ficou destruído, mas o que resta é suficiente para sugerir a presença da roda do Zodíaco, incluindo Helios no seu carro (só uma roda permanece), as quatro estações nos cantos, e a Arca ladeada por candelabros.

  

O mosaico em Na’aran foi bastante danificado, como já mencionamos, mas ainda se conseguem perceber as patas do Câncer na roda do zodíaco (esquerda) e uma das quatro estações no canto do painel quadrado (direita).

O edifício Sussiya foi identificado como uma sinagoga porque o chamado painel do mosaico da sinagoga ainda era bem visível, contendo a Arca ladeado por dois candelabros.

A sinagoga de Sussiya foi muito bem construída e por esse facto durou por muito tempo, mas agora já podemos ver a deterioração de alguns de seus mosaicos. Como os gostos iam mudando, novos pisos de mosaico foram pavimentados sobre os antigos. Ainda assim, existem vislumbres dos elementos tradicionais, tais como o círculo interior (agora preenchido com uma roseta) e uma porção do arco exterior da roda  Zodíaco ( visíveis a alguns pés abaixo do círculo interior).

Apenas um pormenor do painel da coleção “antepassados ​​justos” permanece em Sussiya, mas a cauda de um leão e no final uma inscrição em hebraico -el” é suficiente para reconstruir a cena de Daniel na cova dos leões.

 

 

O último exemplo de um mosaico do Zodíaco na  sinagoga consiste em apenas alguns fragmentos. Este canto do painel quadrado mostra a cara a sorrir da uma das estações no canto, bem como as arestas de dois segmentos do Zodíaco, uma das quais podem ser identificadas como Câncer.

Fonte: https://www.biblicalarchaeology.org/daily/ancient-cultures/ancient-israel/jewish-worship-pagan-symbols/

Vemos

a´penas uma desculpa para justificar a grande mistura do misticismo pagão junto ao judaísmo!
 
Qual a justificativa para seguirem o zodíaco do mês ?
 
A cabala usa “letra do mês” seguindo o zodíaco… qualquer cabalista confirma isso!
 
Eles chamam isso de “a força do mês” de acordo com o simbolo zodiacal!
 
O paganismo está estampado em suas sinagogas ainda hoje em dia!
 
O judaísmo acredita na influência dos astros sobre as pessoas e as criaturas em geral?
 
O judaísmo não duvida que há um sistema inteiro de constelações, astros e planetas que exercem influência sobre as criaturas.
 

Aliás, o Talmud nos diz:

“Malchuta deará ke’en malchuta derakiá”.

 

“O reinado aqui é um reflexo do Reinado Celeste”

Eles aludem que da mesma forma que um rei possui ministros e tem a sua corte, assim também funciona nas alturas.

 
Então, não há dúvida de que os habitantes da “mansão Celeste” têm influência.
 
O Talmud, no Tratado Shabat, ensina que o mazal, o astro, exerce influência sobre a pessoa.
 
Rabi Chanina disse que o mazal pode tornar a pessoa mais rica ou mais sábia.
 
Os sábios judeus dizem que não se deve tirar sangue de uma pessoa na terça-feira, pois este dia recebe influência do planeta Marte (o planeta vermelho), astro ligado a assuntos de guerra, sangue, pragas e desastres.
 
A influência dos astros sobre o mundo mineral e vegetal é óbvia.
 
As marés e até o ciclo menstrual dependem dos planetas.
 
O Talmud afirma que não há grama que cresça sem que o seu astro a influencie.
 
Aliás, um dos sinais da Galut é que os fluxos e energia divina passem por um encadeamento do qual fazem parte as constelações, os astros e os anjos padrões que influenciam todas as criaturas físicas.
 
Existe, sim, uma influência celeste sobre todas as criaturas, desde os minerais até os seres humanos.
 
Rabi Isaac Luria, o Arizal, disse que o embrião só se torna perfeito a partir do sétimo mês, quando já passou pela influência de sete planetas principais e importantes.
 
Até lá, pode faltar algo no desenvolvimento do embrião.
 
Rabi Avraham Ibn Ezra diz que cada povo e cada lugar físico é dependente do seu astro.
 
Por exemplo, o povo de Yishmael (os árabes) depende de escorpião.
 
Já os persas são influenciados por sagitário, os romanos por libra, e assim por diante.
 

O Talmud ensina que:

Aquele que nasce na terça-feira, dia sob a influência do planeta Marte (Marte em hebraico é maadim, que se origina da palavra dam, sangue ou o planeta vermelho), terá um caráter sanguinário e apreciará o sangue de tal maneira que poderá chegar a ser um assassino.

 
Dizem os nossos sábios que, para o seu bem, ele deveria tornar-se um mohel ou um shochet; em outras palavras, deveria canalizar essa tendência.
 

O Zohar, livro básico da Cabalá, menciona algo muito interessante:

 

“O povo de Israel ficou sob a influência dos astros até a outorga da Torá no Monte Sinai. A partir do momento em que recebeu a Torá, o povo deixou de depender das estrelas e constelações. Obviamente, quando alguém se afasta dos caminhos da Torá, volta a receber esta influência natural dos astros.”
 
Isto fica claro nas palavras:
 
“Ein mazal leIsrael”…
 
Ou seja, o povo de Israel não depende do mazal e das constelações.
 
Cada um continua com o seu livre-arbítrio.
 
Através da oração e dos bons atos é possível modificar o mazal (influência astral) para o bem.
 
Ou seja… o paganismo babilônico muito influenciou o pensamento judaico…
 
E isso está estampado em todos lugares, e nem ao menos as paredes de suas sinagogas escaparam disso.
 
Como se pode ver, as palavras de Jeremias que viveu na Babilônia e viu a forte influência dos signos celestiais (zodíaco) sob o povo judeu… mas suas palavras sendo “palavras comuns” sem qualquer poder profético não puderam impedir que os judeus ficassem fascinados com o horóscopo do zodiacal.
 
Suas palavras cairam no esquecimento:
 
Jeremias (10:2) diz: “Assim, disse o Eterno, (…) não se deixem impressionar perante os signos celestiais porque as nações se deixam impressionar perante eles.”

 

 

Diferenças entre sinagogas samaritanas e judaicas

Quatro fatores

Escavações arqueológicas em Israel e nos países vizinhos revelam que, durante os períodos helenístico, romano e Bizantino, comunidades Samaritanos e judaicas, por vezes, viviam lado a lado.

Isso levanta a pergunta:

Como podemos distinguir as antigas sinagogas samaritanas das sinagogas judaicas?

Existem 4 diferenças que ajudam a distinguir e a identificar os restos de uma sinagoga, e, portanto, o bairro ou aldeia, como judeu ou samaritana.

Os quatro fatores são:

  1. Orientação
  2. Localização
  3. Estilo de Decoração
  4. Idade

1- Orientação das sinagogas

As sinagogas samaritanas tem sua face voltada para o único lugar sagrado dos samaritanos israelitas, o monte Gerizim.

Isso vale para todas as Sinagogas Samaritanas, independentemente de onde tenham sido construídas.

Podemos confirmar isso examinando as sinagogas samaritanas em Damasco, Cairo, Gaza, Sal, Beit Shean, Ilhas no Mar Vermelho, Tessalônica, Tome, Delos, Creta, Sicília, Haifa, Cesareia, Ramleh, Yavneh e em outros lugares.

Em seguida, descobrimos que a face de uma sinagoga samaritana voltada para o monte Gerizim.

Em contraste, as sinagogas judaicas tem a face voltada para Jerusalém.

 

2- Localização das sinagogas

Resultado de imagem para sinagoga samaritana

No entanto, em alguns casos, a posição (orientação) da Sinagoga não ajuda a identificação.

Isto acontece porque tanto o templo no monte em Jerusalém e o Monte Gerizim em Samaria situam-se perto da mesma linha de longitude. O Monte Gerizim está aproximadamente 40 milhas (64 quilômetros) ao norte do monte do templo.

Consequentemente, temos dificuldade em identificar as sinagogas que se encontram ao sul do Monte do Templo ou
ao norte do monte Gerizim, porque não há quase nenhuma diferença em sua orientação.

Neste caso, a localização da sinagoga pode ser o guia mais útil.

Quando encontramos a sinagoga fora da área do bairro ou vila, é muito provável que seja samaritana.

Em contraste, as sinagogas judaicas eram tipicamente construídas centralmente, dentro do bairro ou vila.

Podemos ver a colocação de sinagogas samaritanas fora do centro dos bairros em Chirbet Samara, Zur Nathan, El Chibehm Sechem (Nablus), a cimeira do Monte Gerizim, Salónica, Sicília, e recentemente em Beit Shean.

A prática surgiu a partir deles mandamento, obedecido por samaritanos, para construir o local de culto fora do local de sua vida comum (além da área da vida no campo).

Êxodo 33: 7

ז ומשה יקח את האהל ונטה לו מחוץ למחנה הרחק מן המחנה וקרא לו אהל מועד והיה כל מבקש יהוה יצא אל אהל מועד אשר מחוץ למחנה

E tomou Mooshe a tenda, e a estendeu para si fora do arraial, desviada longe do arraial, e chamou-lhe a tenda da congregação. E aconteceu que todo aquele que buscava Shehmaa (o Todo-Poderoso) saía à tenda da congregação, que estava fora do arraial.

Antonius de Placentia, um peregrino cristão que visitou aldeias Samaritanas em 570 CE, registrou que no sábado os samaritanos vestidos de branco e saíram de sua aldeia para ir rezar na sinagoga, onde um patriarca recebia visitantes.

Tremor de terra

A prática de construir fora do bairro continuou até os tempos modernos.

O terremoto de 1927 em Nablus devastou muitas casas, Incluindo a dos samaritanos.

Resultado de imagem para synagogue samaritan

Conseqüentemente, os samaritanos deixaram o jasmim, seu bairro na cidade velha.

Alguns anos mais tarde, em 1933 eles se mudaram para um novo bairro a oeste de Nablus.

Eles construíram uma nova sinagoga ao lado deste bairro em 1947.

Os Israelitas Samaritanos também estabeleceram um centro de população fora de Nablus, em Holon israel, em 1955.

Lá, entre 1959 e 1963, eles construíram sua primeira sinagoga no Estado de Israel.

Novamente, eles sentaram sua sinagoga fora do bairro.

Mais tarde, a população cresceu, e espaço limitado os forçou a construir novas casas em três lados do pátio da sinagoga.

Quando as comunidades Holon e Nablus construíram uma sinagoga comum no Monte Gerizim em 1964, construíram a sinagoga fora do bairro de lucia Kiriat.

Desde então, o bairro expandiu-se e chegando a ficar muito próximo da sinagoga,

Novamente devido ao espaço limitado do edifício.

3- Decoração de sinagogas

    Zodiaco pagãoZodíaco pagão no mozaico da sinagoga Beith Alfa, próximo a Beith Shean – Israel

O terceiro fator distintivo entre sinagogas judaicas e samaritanas é o estilo de decoração de interiores, particularmente nos mosaicos no chão

Influenciados por culturas estrangeiras, os judeus empregavam símbolos pagãos em alguns mosaicos sinagogísticos, por exemplo, o Zodíaco e as cabeças de animais impuros, como leões e tigres.

Nas sinagogas samaritanas, mesmo os mosaicos mais complicados são livres de qualquer símbolo pagão.

Os artistas samaritanos tiveram o cuidado de usar apenas os símbolos mencionados na Torá.

Assim, encontramos os utensílios do tabernáculo, particularmente a Menorah (candelabro de sete ramos), o Shofar (ramshorn), trombetas.

Encontramos também as cabeças de pássaros e animais puros, como pombas, ovelhas e cabras.

Conseqüentemente, quando ao nível do solo, o interior de uma sinagoga samaritana tem uma aparência simples e modesta.

4- Idade das sinagogas

Em geral, as sinagogas samaritanas foram construídas muito mais cedo do que as judaicas.

Até 70 EC os judeus ainda tinham seu Templo em Jerusalém.

Nessa época, os samaritanos israelitas não tinham um templo central, pois consideravam o Templo de Moisés (O Tabernáculo) o único templo verdadeiro consagrado.

A mais antiga evidência de um local samaritano, pelas orações e o estilo de cantar poemas e hinos em sinagogas, data do período helenístico.

Antes daquela época, as pessoas provavelmente se reuniam em lugares públicos para orar, como faziam todos os anos no monte Gerizim durante a Páscoa e as peregrinações.

 

Azazel, o bode livre!

Vemos na Torá a palavra “Azazel” escrita no livro de levíticos, nos termos que tratam sobre o dia de Yom haKippurim.
Levíticos 16:8
וְנָתַ֧ן אַהֲרֹ֛ן עַל־שְׁנֵ֥י הַשְּׂעִירִ֖ם גֹּורָלֹ֑ות גֹּורָ֤ל אֶחָד֙ לַיהוָ֔ה וְגֹורָ֥ל אֶחָ֖ד לַעֲזָאזֵֽל׃
8 E Arão lançará sortes sobre os dois bodes; uma pelo Senhor, e a outra pelo bode emissário.
Levíticos 16:10
וְהַשָּׂעִ֗יר אֲשֶׁר֩ עָלָ֨ה עָלָ֤יו הַגֹּורָל֙ לַעֲזָאזֵ֔ל יָֽעֳמַד־חַ֛י לִפְנֵ֥י יְהוָ֖ה לְכַפֵּ֣ר עָלָ֑יו לְשַׁלַּ֥ח אֹתֹ֛ו לַעֲזָאזֵ֖ל הַמִּדְבָּֽרָה׃
10 Mas o bode, sobre que cair a sorte para ser bode emissário, apresentar-se-á vivo perante o Shehmaa, para fazer expiação com ele, a fim de enviá-lo ao deserto como bode emissário.
Levíticos 16:26
וְהַֽמְשַׁלֵּ֤חַ אֶת־הַשָּׂעִיר֙ לַֽעֲזָאזֵ֔ל יְכַבֵּ֣ס בְּגָדָ֔יו וְרָחַ֥ץ אֶת־בְּשָׂרֹ֖ו בַּמָּ֑יִם וְאַחֲרֵי־כֵ֖ן יָבֹ֥וא אֶל־הַֽמַּחֲנֶֽה׃
26 E aquele que tiver levado o bode emissário lavará as suas vestes, e banhará a sua carne em água; e depois entrará no arraial.
Esta palavra exemplifica e demonstra como a Torá judaica foi adulterada.
Azazel no texto massorético hebraico, é escrita como “aza“-“zél” ou seja, a junção de dois radicais.
Temos portanto “aza” que significa “bode” e “zel” que significa “desaparecer”.
Conclui-se portanto que seu significado seja, “o bode que desaparece”.
Cientes entretanto que tenha ocorrido uma transposição de duas consoantes, teríamos agora outro significado para “azazel” que seria simplesmente “Força de ‘El’ ”.
Temos aqui um junção de ל + עזאזל que gera לַעֲזָאזֵל la’aza’zel, uma palavra que no hebraico moderno pode também ser traduzido como uma expressão que signifique “para o inferno”, muito embora “inferno” não exista dentro da cultura Israelita!
Talvez também seja uma prova da corrupção do hebraico moderno em face a valores religiosos de outros povos.
A palavra עֲזָאזֵל ‘aza’zel no hebraico antigo é uma referência a um local, um lugar para onde se enviava o bode expiatório no Yom haKippurim, ou seja, no dia do perdão.
Na versão da Torá chamada “vulgata latinaazazel é simplesmente traduzida como “caper emissarius” que significaria o “bode emissário” ou “bode expiatório”.
A mesma expressão usada no grego na versão da Torá Septuaginta indica… “aquele que leva embora (afasta) o mal”.
Vemos que dois bodes (ainda cabritinhos) eram obtidos da assembléia dos Ben Israel (filhos de Israel) pelo Sumo Sacerdote para uso no anual Yom haKippurim (dia do perdão).
Lançavam a sorte, e um bode era designado como oferta “para Shehmaa”, e o outro para sacrifício “para Azazel”.
Depois de se sacrificar o novilho para o sumo sacerdote e sua casa (sem dúvida, incluindo todos os levitas), sacrificava-se o bode para Shehmaa como oferta pelo pecado.
Mas o bode Azazel era mantido vivo por algum tempo “perante Shehmaa para fazer expiação por ele, a fim de ser enviado ao deserto para Azazel”.
Vaikrá (Lev.) 16:5
וּמֵאֵ֗ת עֲדַת֙ בְּנֵ֣י יִשְׂרָאֵ֔ל יִקַּ֛ח שְׁנֵֽי־שְׂעִירֵ֥י עִזִּ֖ים לְחַטָּ֑את וְאַ֥יִל אֶחָ֖ד לְעֹלָֽה׃
5 E da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes para expiação do pecado e um carneiro para holocausto.
Vaikrá (Lev.) 16:7-10
וְלָקַ֖ח אֶת־שְׁנֵ֣י הַשְּׂעִירִ֑ם וְהֶעֱמִ֤יד אֹתָם֙ לִפְנֵ֣י יְהוָ֔ה פֶּ֖תַח אֹ֥הֶל מֹועֵֽד׃
וְנָתַ֧ן אַהֲרֹ֛ן עַל־שְׁנֵ֥י הַשְּׂעִירִ֖ם גֹּורָלֹ֑ות גֹּורָ֤ל אֶחָד֙ לַיהוָ֔ה וְגֹורָ֥ל אֶחָ֖ד לַעֲזָאזֵֽל׃
וְהִקְרִ֤יב אַהֲרֹן֙ אֶת־הַשָּׂעִ֔יר אֲשֶׁ֨ר עָלָ֥ה עָלָ֛יו הַגֹּורָ֖ל לַיהוָ֑ה וְעָשָׂ֖הוּ חַטָּֽאת׃
וְהַשָּׂעִ֗יר אֲשֶׁר֩ עָלָ֨ה עָלָ֤יו הַגֹּורָל֙ לַעֲזָאזֵ֔ל יָֽעֳמַד־חַ֛י לִפְנֵ֥י יְהוָ֖ה לְכַפֵּ֣ר עָלָ֑יו לְשַׁלַּ֥ח אֹתֹ֛ו לַעֲזָאזֵ֖ל הַמִּדְבָּֽרָה׃
7 Também tomará ambos os bodes, e os porá perante o Shehmaa, à porta da tenda da congregação.
8 E Aharon lançará sortes sobre os dois bodes; uma pelo Shehmaa, e a outra pelo bode emissário.
9 Então Aharon fará chegar o bode, sobre o qual cair a sorte pelo Shehmaa, e o oferecerá para expiação do pecado.
10 Mas o bode, sobre que cair a sorte para ser bode emissário, apresentar-se-á vivo perante o Shehmaa, para fazer expiação com ele, a fim de enviá-lo ao deserto como bode emissário.
A expiação para este bode vivo procedia do sangue do bode para Shehmaa, bode que acabara de ser morto como oferta pelo pecado, visto que a vida da carne está no sangue.
Vaikrá (Lev.) 17:11
11 כִּ֣י נֶ֣פֶשׁ הַבָּשָׂר֮ בַּדָּ֣ם הִוא֒ וַאֲנִ֞י נְתַתִּ֤יו לָכֶם֙ עַל־הַמִּזְבֵּ֔חַ לְכַפֵּ֖ר עַל־נַפְשֹׁתֵיכֶ֑ם כִּֽי־הַדָּ֥ם ה֖וּא בַּנֶּ֥פֶשׁ יְכַפֵּֽר׃
11 Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma.
O valor do sangue, ou valor da vida, do bode morto era assim transferido para o bode vivo, ou o bode para Azazel.
Assim, embora não fosse morto pelo sacerdote, este bode vivo levava sobre si um mérito expiatório de pecados ou um valor de vida.
Sim… é o bode vivo que era usado como pagamento pelos pecados!
Afinal era ele apresentado perante Shehmaa que reconhecia o ato expiatório.
Vemos algo semelhante quando um israelita que ficara curado da lepra, ou a purificação duma casa curada desta praga.
Para isso, mergulha-se uma ave viva no sangue duma ave que fora morta.
Por sua vez, a ave viva saí voando, levando consigo o pecado.
Vaikrá (Lev.) 14:1-8
וַיְדַבֵּ֥ר יְהוָ֖ה אֶל־מֹשֶׁ֥ה לֵּאמֹֽר׃
זֹ֤את תִּֽהְיֶה֙ תֹּורַ֣ת הַמְּצֹרָ֔ע בְּיֹ֖ום טָהֳרָתֹ֑ו וְהוּבָ֖א אֶל־הַכֹּהֵֽן׃
וְיָצָא֙ הַכֹּהֵ֔ן אֶל־מִח֖וּץ לַֽמַּחֲנֶ֑ה וְרָאָה֙ הַכֹּהֵ֔ן וְהִנֵּ֛ה נִרְפָּ֥א נֶֽגַע־הַצָּרַ֖עַת מִן־הַצָּרֽוּעַ׃
וְצִוָּה֙ הַכֹּהֵ֔ן וְלָקַ֧ח לַמִּטַּהֵ֛ר שְׁתֵּֽי־צִפֳּרִ֥ים חַיֹּ֖ות טְהֹרֹ֑ות וְעֵ֣ץ אֶ֔רֶז וּשְׁנִ֥י תֹולַ֖עַת וְאֵזֹֽב׃
וְצִוָּה֙ הַכֹּהֵ֔ן וְשָׁחַ֖ט אֶת־הַצִּפֹּ֣ור הָאֶחָ֑ת אֶל־כְּלִי־חֶ֖רֶשׂ עַל־מַ֥יִם חַיִּֽים׃
אֶת־הַצִּפֹּ֤ר הַֽחַיָּה֙ יִקַּ֣ח אֹתָ֔הּ וְאֶת־עֵ֥ץ הָאֶ֛רֶז וְאֶת־שְׁנִ֥י הַתֹּולַ֖עַת וְאֶת־הָאֵזֹ֑ב וְטָבַ֨ל אֹותָ֜ם וְאֵ֣ת ׀ הַצִּפֹּ֣ר הַֽחַיָּ֗ה בְּדַם֙ הַצִּפֹּ֣ר הַשְּׁחֻטָ֔ה עַ֖ל הַמַּ֥יִם הַֽחַיִּֽים׃
וְהִזָּ֗ה עַ֧ל הַמִּטַּהֵ֛ר מִן־הַצָּרַ֖עַת שֶׁ֣בַע פְּעָמִ֑ים וְטִ֣הֲרֹ֔ו וְשִׁלַּ֛ח אֶת־הַצִּפֹּ֥ר הַֽחַיָּ֖ה עַל־פְּנֵ֥י הַשָּׂדֶֽה׃
וְכִבֶּס֩ הַמִּטַּהֵ֨ר אֶת־בְּגָדָ֜יו וְגִלַּ֣ח אֶת־כָּל־שְׂעָרֹ֗ו וְרָחַ֤ץ בַּמַּ֙יִם֙ וְטָהֵ֔ר וְאַחַ֖ר יָבֹ֣וא אֶל־הַֽמַּחֲנֶ֑ה וְיָשַׁ֛ב מִח֥וּץ לְאָהֳלֹ֖ו שִׁבְעַ֥ת יָמִֽים׃
1 Depois falou o Shehmaa a Mooshe, dizendo:
2 Esta será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao sacerdote,
3 E o sacerdote sairá fora do arraial, e o examinará, e eis que, se a praga da lepra do leproso for sarada,
4 Então o sacerdote ordenará que por aquele que se houver de purificar se tomem duas aves vivas e limpas, e pau de cedro, e carmesim, e hissopo.
5 Mandará também o sacerdote que se degole uma ave num vaso de barro sobre águas vivas,
6 E tomará a ave viva, e o pau de cedro, e o carmesim, e o hissopo, e os molhará, com a ave viva, no sangue da ave que foi degolada sobre as águas correntes.
7 E sobre aquele que há de purificar-se da lepra espargirá sete vezes; então o declarará por limpo, e soltará a ave viva sobre a face do campo.
8 E aquele que tem de purificar-se lavará as suas vestes, e rapará todo o seu pêlo, e se lavará com água; assim será limpo; e depois entrará no arraial, porém, ficará fora da sua tenda por sete dias;
Os dois bodes deviam ser imaculados, sadios e o mais parecidos possível entre si.
Antes de se lançar a sorte sobre eles, qualquer um dos dois bodes poderia ser usado como oferta a Shehmaa.
Depois de sacrificar o bode para Shehmaa, então o Sumo Sacerdote, o Cohen haGadol colocava suas mãos sobre a cabeça do bode vivo e confessava os pecados do povo sobre este bode.
Ele então era levado embora, sendo levado ao deserto por “um homem preparado”.
Vaikrá (Lev.) 14:49-53.
וְלָקַ֛ח לְחַטֵּ֥א אֶת־הַבַּ֖יִת שְׁתֵּ֣י צִפֳּרִ֑ים וְעֵ֣ץ אֶ֔רֶז וּשְׁנִ֥י תֹולַ֖עַת וְאֵזֹֽב׃
וְשָׁחַ֖ט אֶת־הַצִּפֹּ֣ר הָאֶחָ֑ת אֶל־כְּלִי־חֶ֖רֶשׂ עַל־מַ֥יִם חַיִּֽים׃
וְלָקַ֣ח אֶת־עֵֽץ־הָ֠אֶרֶז וְאֶת־הָ֨אֵזֹ֜ב וְאֵ֣ת ׀ שְׁנִ֣י הַתֹּולַ֗עַת וְאֵת֮ הַצִּפֹּ֣ר הַֽחַיָּה֒ וְטָבַ֣ל אֹתָ֗ם בְּדַם֙ הַצִּפֹּ֣ר הַשְּׁחוּטָ֔ה וּבַמַּ֖יִם הַֽחַיִּ֑ים וְהִזָּ֥ה אֶל־הַבַּ֖יִת שֶׁ֥בַע פְּעָמִֽים׃
וְחִטֵּ֣א אֶת־הַבַּ֔יִת בְּדַם֙ הַצִּפֹּ֔ור וּבַמַּ֖יִם הַֽחַיִּ֑ים וּבַצִּפֹּ֣ר הַחַיָּ֗ה וּבְעֵ֥ץ הָאֶ֛רֶז וּבָאֵזֹ֖ב וּבִשְׁנִ֥י הַתֹּולָֽעַת׃
וְשִׁלַּ֞ח אֶת־הַצִּפֹּ֧ר הַֽחַיָּ֛ה אֶל־מִח֥וּץ לָעִ֖יר אֶל־פְּנֵ֣י הַשָּׂדֶ֑ה וְכִפֶּ֥ר עַל־הַבַּ֖יִת וְטָהֵֽר׃
49 Depois tomará, para expiar a casa, duas aves, e pau de cedro, e carmesim e hissopo;
50 E degolará uma ave num vaso de barro sobre águas correntes;
51 Então tomará pau de cedro, e o hissopo, e o carmesim, e a ave viva, e os molhará no sangue da ave degolada e nas águas correntes, e espargirá a casa sete vezes;
52 Assim expiará aquela casa com o sangue da ave, e com as águas correntes, e com a ave viva, e com o pau de cedro, e com o hissopo, e com o carmesim.
53 Então soltará a ave viva para fora da cidade, sobre a face do campo; assim fará expiação pela casa, e será limpa.
Vaikrá (Lev.) 16:20-22.
20 וְכִלָּה֙ מִכַּפֵּ֣ר אֶת־הַקֹּ֔דֶשׁ וְאֶת־אֹ֥הֶל מֹועֵ֖ד וְאֶת־הַמִּזְבֵּ֑חַ וְהִקְרִ֖יב אֶת־הַשָּׂעִ֥יר הֶחָֽי׃
21 וְסָמַ֨ךְ אַהֲרֹ֜ן אֶת־שְׁתֵּ֣י [יָדֹו כ] (יָדָ֗יו ק) עַ֨ל רֹ֣אשׁ הַשָּׂעִיר֮ הַחַי֒ וְהִתְוַדָּ֣ה עָלָ֗יו אֶת־כָּל־עֲוֹנֹת֙ בְּנֵ֣י יִשְׂרָאֵ֔ל וְאֶת־כָּל־פִּשְׁעֵיהֶ֖ם לְכָל־חַטֹּאתָ֑ם וְנָתַ֤ן אֹתָם֙ עַל־רֹ֣אשׁ הַשָּׂעִ֔יר וְשִׁלַּ֛ח בְּיַד־אִ֥ישׁ עִתִּ֖י הַמִּדְבָּֽרָה׃
22 וְנָשָׂ֨א הַשָּׂעִ֥יר עָלָ֛יו אֶת־כָּל־עֲוֹנֹתָ֖ם אֶל־אֶ֣רֶץ גְּזֵרָ֑ה וְשִׁלַּ֥ח אֶת־הַשָּׂעִ֖יר בַּמִּדְבָּֽר׃
20 Havendo, pois, acabado de fazer expiação pelo santuário, e pela tenda da congregação, e pelo altar, então fará chegar o bode vivo.
21 E Aharon ão porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem designado para isso.
22 Assim aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles à terra solitária; e deixará o bode no deserto.
É assim que o bode para Azazel simbolicamente levava embora os pecados do povo, do ano que passou, desaparecendo com eles no deserto.
É importante comentar que os dois bodes eram classificados como uma só oferta pelo pecado.
Vaikrá (Lev.) 16:5
וּמֵאֵ֗ת עֲדַת֙ בְּנֵ֣י יִשְׂרָאֵ֔ל יִקַּ֛ח שְׁנֵֽי־שְׂעִירֵ֥י עִזִּ֖ים לְחַטָּ֑את וְאַ֥יִל אֶחָ֖ד לְעֹלָֽה׃
5 E da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes para expiação do pecado e um carneiro para holocausto.
O primeiro bode era sacrificado.
O segundo, era o bode que recebia a confissão dos pecados do povo e que era enviado ao deserto, mostrando assim que o perdão de Shehmaa era concedido a quem tivesse se arrependido.
O texto exposto na Torá, não se trata de “tradição” mas sim de uma mitsvah, ou seja, de um mandamento!
É um bode vivo (Azazel) que leva sobre si os pecados do povo, e ele é solto no deserto, ele não é morto.
Isso é muito significativo, pois impossibilita doutrinas cristãs posteriores que tentem apontar um homem como sendo um suposto “cordeiro humano morto e sacrificado”.
Quem leva os pecados do povo é o bode solto no deserto, isso não é simbólico, isso é real e muito significativo.
Vaikrá (Lev.) 16:21.
כא וסמך אהרן את שתי ידו על ראש השעיר החי והתודה עליו את כל עונת בני ישראל ואת כל פשעיהם לכל חטאתם ונתן אתם על ראש השעיר ושלח ביד איש עתי המדברה
21- E Aharon porá ambas as suas mãos sobre a cabeça do bode vivo, e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem designado para isso.

COMO PRATICAR ISSO ATUALMENTE.

O arrependimento sincero inspira o perdão divino.
As palavras são um atributo divino e somente o ser humano pode usar elas.
PORTANTO NINGUÉM VAI FICAR SOLTANDO BODES NO DESERTO OU SACRIFICANDO HOJE EM DIA!

Como tratamos o pecado.

O pecado é uma “transgressão a lei”, é o erro, ou “quebra de mandamento”, “quebra de mitsvah” (quebra de uma lei).
Ao errar, é importante reconhecer o erro e demonstrar o arrependimento sincero, e escolher não errar novamente, escolher NÃO ERRAR.
Quem intencionalmente escolhe novamente errar, demonstra que não teve qualquer arrependimento.
Quem ninguém confunda “remorso” com arrependimento!
ENTENDENDO O QUE É TRANSGRESSÃO Algumas palavras no hebraico servem para compreender esse assunto.
A palavra AVEIRÁ עבירה – esta palavra indica uma transgressão de um limite moral, ou uma ofensa intencional e planejada, onde o transgressor está ciente das consequências de sua transgressão, mas que ainda assim aceita a soberania de D’us.
Bamidbar(Núm) 18:22Resultado de imagem para yom kippur purim samaritan
velo-yikrevu od bene yisrael el-ohel moed laset CHET lamut:
כב ולא יקרבו עוד בני ישראל אל אהל מועד לשאת חטא למות
22- E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado, e morram.
A palavra CHET ou “CHATÁ” חטא – esta palavra indica “errar” sem a intenção, por não ignorância, por esquecimento, distração ou engano.
Shemot(Êx) 32:33Resultado de imagem para yom kippur purim samaritan
vayomer Shehmaa el-mooshe mi asher hhata-li emhhenu misifri.
ויאמר יהוה אל משה מי אשר חטא לי אמחנו מספרי
33- Então disse o Shehmaa a Mooshe: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro.

A palavra Avon עוון – ela classifica a transgressão sendo uma perversidade, depravação, iniquidade.

Samuel o coatita sem o óleo da unção

Qualquer pessoa pode usar o “azeite da unção” ?

Qualquer pessoa teria acesso a este especial “azeite” ?

O Azeite da unção era utilizado para ungir “sumo sacerdote” dentro do seu oficio.

Mas na literatura judaica encontramos um estranho relato onde Samuel usou um “óleo” para ungir como rei “Shaul” e tempos depois também ungir ao rei “David”!

Questionamos…

Como ele pode fazer isso, se ele não poderia nem tocar nesse azeite?

Segundo a literatura judaica Samuel era filho de Elcana com Ana.

Mas será que Samuel era de fato um “levita” ?

Qual a verdadeira origem de Samuel ?

De acordo com 1 Cronicas 6, e ele viveu na região de Efraim…

1 Crônicas 6: 22-28

22 – E os filhos de Coate foram: Aminadabe, seu filho; Corá, seu filho; Assir seu filho;

23 – Elcana, seu filho; Ebiasafe, seu filho; Assir seu filho;

24 – Taat seu filho; Uriel, seu filho; Uzias, seu filho; E Saul, seu filho.

25 E os filhos de Elcana: Amasai e Aymoth.

26 E Elcana: os filhos de Elcana foram Zofai, seu filho; E seu filho Naate.

27 E seu filho Eliabe, seu filho Jeroão, e seu filho Elcana.

28 E os filhos de Samuel: Joel, seu primogênito, e o segundo, Abias.

Sendo Samuel um “Coatita”, não era portanto um “Levita”,  e também não era “da casa de Aharon”!

Samuel não era da casta sacerdotal, ele não tinha acesso a entrar junto a Arca da aliança ou qualquer outro mobiliário santo dentro do Santuário, baseado nas instruções do Eterno a Mooshe e Aharon!

Números 4: 17-20.

17- E falou o Senhor a Mooshe e a Aharon, dizendo:

18- Não deixarás a tribo das famílias dos coatitas dentre os levitas.

19- Mas isto lhes fareis, para que vivam e não morram, quando se aproximarem das coisas santíssimas. Aharon e seus filhos virão, e cada um porá à sua guarda,

20- Mas eles não verão quando eles cobrem o santuário, para que não morram.

Caso um Coatita entrasse junto as coisas santíssimas, eles morreriam! É o que alerta a Torá no livro de Números 4:19

Números 4:19

19- Mas isto lhes fareis, para que vivam e não morram, quando se aproximarem das coisas santíssimas. Aharon e seus filhos virão, e cada um porá à sua guarda,

Mas então, qual era o trabalho dos Coatitas?

O ofício dos Coatitas.

Números 4: 1-20

1- Disse mais o Senhor a Mooshe e a Aharon:

2- Fazei a soma dos filhos de Coate, dos filhos de Levi, segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais;

3- De trinta anos para cima, até a idade de cinqüenta anos, cada um que entra neste serviço, para fazer a obra na tenda da congregação.

4- Este será o ministério dos filhos de Coate na tenda da revelação, nas coisas santíssimas.

5- E acontecerá que, quando o acampamento se disser, Aharon e seus filhos virão, e tirarão o véu da tenda, e Resultado de imagem para cortinas do tabernaculocobrirão a arca do testemunho com ele;

6- E colocarão sobre ele uma coberta de peles de texugos, e sobre ela espalharão um pano todo azul, e sobre ele põem os varais.

7- E na mesa da proposição espalharão um pano azul; E farão pratos, e colheres, e frascos, e os frascos para a oferta de libação; Também o pão contínuo estará sobre ele.

8- E estenderão sobre eles um pano de escarlate, e o cobrirão de peles de texugos, e vestiram as suas varas.

9- E tomarão um pano azul, e cobrirão o candelabro da lâmpada, e as suas lâmpadas, e as suas esporas, e as suas colunas, e todos os seus utensílios de óleo, com que o ministram.

10- E envolverão ele e todos os seus utensílios na cobertura de peles de texugos; E colocá-lo sobre as varas.

11- E sobre o altar de ouro estenderão um pano azul, e o cobrirão de peles de texugos, e o cobrirão, e porão as Resultado de imagem para cortinas do tabernaculosuas varas nela.

12- E tomarão todos os utensílios do serviço que servem no santuário; Coloque-os sobre um pano azul e cubra-os com uma cobertura de peles de texugos, e coloque-os sobre as varas.

13- E tirarão as cinzas do altar, e estenderão sobre ela um manto de púrpura.

14- E colocarão todos os seus instrumentos com que servem: os seus braseiros, os seus garfos, as suas pás e as suas coatitabacias; Todos os pertences do altar; E estenderão sobre ele uma coberta de peles de texugos, e lhe porão os varais.

15- E Aharon e seus filhos, saindo do arraial, cobriram o santuário, e todos os utensílios do santuário, e os filhos de Coate vieram carregá-lo. Mas não tocarão no santuário, para que não morram; Esta é a ordem dos filhos de Coate no tabernáculo da congregação.

16- Mas o prêmio de Eleazar, filho de Aharon, o sacerdote, será o azeite da lâmpada, e o doce incenso, e a contínua oferta de manjares, e o azeite da unção, e a carga de todo o tabernáculo, e tudo o que é O santuário e seus utensílios.

17- Disse mais o Senhor a Moisés e a Aharon:

18- Não deixarás a tribo das famílias dos coatitas do meio dos levitas.

19- Mas isto lhes fareis, para que vivam e não morram, quando se aproximarem das coisas santíssimas. Aharon e seus filhos virão, e cada um porá ao seu serviço e ministério,

20- Mas eles não verão quando eles cobrem o santuário, para que não morram.

Ficou claro que a tarefa dos Coatitas não era junto das coisas santíssimas conforme ficou claro no verso 19.

Mas quem então poderia manipular o azeite no santuário ?

O verso 16 mostra que somente os descendentes de Eleazar poderiam manipular o azeite!Resultado de imagem para chifre unção messias

Números 4

16- Porém o cargo de Eleazar, filho de Aharon, o sacerdote, será o azeite da luminária e o incenso aromático, e a contínua oferta dos alimentos, e o azeite da unção, o cargo de todo o tabernáculo, e de tudo que nele há, o santuário e os seus utensílios.

Veja … Versículos 18-20 mostram que os coatitas não podiam nem “ver” o óleo. Nem sequer podiam eles entrar no santuário, caso fizessem isso, certamente morreriam!

Números 4:18-20

18- Não deixarás a tribo das famílias dos coatitas do meio dos levitas.

19- Mas isto lhes fareis, para que vivam e não morram, quando se aproximarem das coisas santíssimas. Aharon e seus filhos virão, e cada um porá ao seu serviço e ministério,

20- Mas eles não verão quando eles cobrem o santuário, para que não morram.

Agora estava claro que os coatitas eram os “ajudantes” dos levitas …

Eles não podiam em nenhuma circunstância tocar em coisas sagradas!

Isto é, certas coisas ficaram nas mãos do Sumo Sacerdote descendente de Aharon!

Então eu pergunto,

Como Samuel teve nas mãos o óleo de oliva para desculpar DAVID como REI DE ISRAEL?

A resposta é simples …

Ele não tinha o óleo da unção do Tabernáculo, pois se ele tivesse entrado ali, sendo Coatita, teria morrido!

Ele fez uso de falso azeite!  Unção falsa!  Falso Sacerdote!  Falso Profeta!  Gerado um rei falso!

Vêem … Samuel estava tão longe do Eterno que escolheu um descendente de um Moabita!

Rute foi proibida de entrar na Congregação de Israel para sempre!

Deuteronômio 23:3

3- Nenhum amonita ou moabita entrará na congregação do Senhor; Nem a sua décima geração entrará na congregação do Senhor para sempre.

Rute era um antepassado (bisavó) de David … um Moabita, proibido para a conversão …

E ele vai e unge a David?

Que tipo de “profeta” era aquele que não “via” isso?

Quem lhe deu o óleo?

A história de Samuel é uma história cheia de remendos e buracos, mas sem nenhum óleo de unção!

Muito além da parábola – Genética

Muito mais que apenas uma parábola:

– A história genética dos samaritanos

História Genética dos Samaritanos

cabeça

Joseph (Jossi) Hillel

Joseph (Jossi) Hillel

Tel:                             +972 77 701-4324
Fax:                           +972 8 935-4833
Fax para o correio:   +972 153-777-014-324
Celular:                     +972 54 882-0169
Skype:                       voicemail4723
E-mail:                       joseph.hillel@mail.huji.ac.il

Biografia

Professor emérito da Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel.

População e geneticista quantitativa com experiência em projetos de mapeamento de genes.

Esses projetos foram direcionados para a detecção de genes (QTLs) controlando complexos traços complexos.

Nos últimos anos, esforços foram feitos para usar tecnologias de Sequenciamento Profundo para detecção de QTLs e estudos de biodiversidade.

Os QTLs detectados foram utilizados para produzir microarrays personalizados como ferramentas em programas de melhoramento baseado na Genomic Selection.

Desenvolveu recentemente planos sofisticados para melhorar geneticamente a cannabis medicinal.

Para o melhor conhecimento, estas ferramentas bem aprovadas nunca foram utilizadas para a criação de cannabis em qualquer lugar.

Prevê-se que duas populações-alvo principais beneficiem destas atividades; Indústria farmacêutica e pequenos produtores.
Fonte: http://departments.agri.huji.ac.il/plantscience/people/Jossi_Hillel/newindex.php


História Genética dos Samaritanos

Genética e história dos samaritanos: micro satélites cromossômicos Y e afinidade genética entre samaritanos e cohanim

Biologia Humana, Volume 85, Número 6, Dezembro de 2013, pp. 825-857 (Artigo)

Os samaritanos são um grupo de cerca de 750 povos indígenas do Oriente Médio, cerca de metade dos quais vivem em Holon, um subúrbio de Tel Aviv, e a outra metade perto de Nablus.

Acredita-se que a população samaritana teve mais de um milhão de pessoas durante nos períodos romanos, mas estava reduzida a menos de 150 pessoas em 1917.

A ascendência dos samaritanos tem sido alvo de controvérsia desde os tempos bíblicos tardios até o presente.

Neste estudo utilizou-se cromatografia líquida-ionização por electro pulverização com espectrometria de massas de armadilha de íons quadrupolo para allelótipo 13 cromossomas Y e 15 micros satélites autossômicos em uma amostra de 12 samaritanos escolhidos para ter o menor nível de relacionamento possível e 461 judeus e não-judeus.

A estimativa das distâncias genéticas entre os samaritanos e sete judeus e três populações não judaicas de Israel, bem como as populações de África, Paquistão, Turquia e Europa, revelou que os samaritanos são intimamente relacionados com os Cohanim.

Este resultado apóia a posição dos samaritanos de que eles são realmente descendentes das tribos de Israel que datam de antes do exílio assírio em 722-720 antes da era comum.

Em concordância com os haplótipos de polimorfismo de um único nucleótido publicados anteriormente, cada família samaritana, com excepção da linhagem Samaritana Cohen, possui um haplótipo de repetição tandem curto em cromossoma Y distinto que não é mais do que uma mutação removida do marcador de seis Cohen haplótipo modal.

Samaritanos, marcando, Páscoa, monte, Gerizim, Cisjordânia - 20060418
Samaritanos marcando a Páscoa no Monte Gerizim, Edward Kaprov
Fonte: http://departments.agri.huji.ac.il/plantscience/people/Jossi_Hillel/samaritans.php

A Vaca Vermelha

Qual é o seu significado?

Números 19:1-2

א וידבר יהוה אל משה ואל אהרן לאמר
ב זאת חקת התורה אשר צוה יהוה לאמר דבר אל בני ישראל ויקחו אליך פרה אדמה תמימה אשר אין בה מום אשר לא עלה עליה על

1- Falou mais o Shehmaa a Mooshe e a Aharon dizendo:

2- Este é o estatuto da lei, que o Shehmaa ordenou, dizendo: Dize aos filhos de Israel que te tragam uma novilha ruiva, que não tenha defeito, e sobre a qual não tenha sido posto jugo.

A vaca vermelha era um dos elementos essenciais de purificação do Tabernáculo.

Mas…por que uma vaca vermelha?

A vaca vermelha פרה אדומה Parah Adumá é usada no sacrifício e suas cinzas são usadas para a purificação ritual de um antigo israelita que entrou em contato com um cadáver. Resultado de imagem para jews cow red

Este animal é extramente raro, todos seus pelos devem ser vermelhos, sem exceção, e não pode ter carregamento um fardo nenhuma vez em sua vida.

Quando uma vaca como esta era encontrada, era sacrificada próximo ao tabernáculo, e suas cinzas, misturadas em água e outros ingredientes, eram usadas para purificar pessoas que ficavam ritualmente impuras, aquele sobre o qual a água era jogada ficava puro, porém aquele que jogava ficava impuro, e teria que passar por um processo de purificação.

Existem preceitos que cumpriríamos de qualquer maneira por serem racionais, mas o mandamento da “vaca vermelha” foge a todo raciocínio direto e a lógica.

Uma vez que todos os homens doaram dinheiro para a feitura do bezerro de ouro, requer-se de todos eles que contribuam para a aquisição da Vaca Vermelha.

Por isso todo Israel faz doação de um dinheiro, uma contribuição anual do meio-shekel.

O Eterno ordenou que a primeira vaca vermelha fosse queimada por Eleazar, filho de Aharon, em vez do próprio Aharon, pois Aharon participara do pecado do bezerro de ouro.

A vaca deve totalmente vermelha, a cor sempre tipifica sangue e pecado, e a cor branca tipifica pureza.

Ao olhar a vaca vermelha, os israelita recordavam-se de seus pecados mais ainda, o ouro tem um reflexo avermelhado.

A vaca vermelha expia o ouro que o povo doou para fazer o ídolo em forma de bezerro de ouro.

Ela deve ser perfeita, pois os israelitas antes do pecado do bezerro de ouro, eram perfeitos, afinal haviam acabado de receber a Torá.

Entretanto quando pecaram, perderam essa perfeição.

A vaca queimada nos faz recordar o bezerro de ouro, queimado por Mooshe.

O enigma da Vaca Vermelha- por quê purifica e impurifica ao mesmo tempo possui uma profunda lição:Resultado de imagem para abraão recebe anjos

Recebemos esta Mitzvah da vaca vermelha pelos méritos de Abraahm.

Pois quando os três mensageiros o visitaram, ele correu e abateu uma vaca.

Como recompensa, seus filhos receberam a Mitzvah de utilizar uma vaca.

No mesmo evento, Abraahm implorou para que Shehmaa não destruísse os perversos habitantes de Sodoma!

Na verdade, Abraahm sabia que não tinha autoridade para discutir com Shehmaa a respeito do destino dos habitantes daquela cidade… ele sabia que o homem é apenas pó e cinzas.

Abraahm tinha esse nível de consciência de fisicamente o corpo humano é pó e cinzas.

Mas mesmo assim, Abraahm pleite-ou os méritos da misericórdia divina.

Da mesma forma que Abraahm trouxe água para lavar vossos pés, deu Shehmaa a seus descendentes a Mitzvah das cinzas da vaca vermelha misturadas a água.

Sabemos que três recipientes eram necessários.

Sabemos também que hoje, não temos as cinzas da Vaca Vermelha, e que não podemos purificar o homem impuro por ter tocado em um cadáver.

No entanto, futuramente, o profeta (o Taheb) nos devolverá três recipiente:

  1. O recipiente onde Mooshe colocou o maná, para lembrar os filhos os israelita como o Eterno os alimentou no deserto por quarenta anos.
  2. O recipiente contendo as cinzas da Vaca Vermelha.
  3. E o tabernáculo.

A Torah nos ordena a utilizar as cinzas do Adumah, para mudar o estado de impureza de um homem que tocou um cadáver em “pureza”.

Qualquer contaminação ocorrida de outras formas é purificada pelos métodos adequados previstos na Torá, mas não através dessas cinzas.

Esta Mitzvah foi ordenada a Israel no mesmo dia em que o Tabernáculo foi erguido e utilizado pela primeira vez.

Além disso, esta Mitzvah foi um meio de reparação diante da idolatria que fizeram com o bezerro de ouro.


Shehmaa reconciliou o povo de Israel e lhes ordenou a construção de um Santuário, o tabernáculo onde Ele habitaria.
Shehmaa determinou esta Mitzvah para remover todos vestígios de impureza e idolatria, que haviam se impregnado em Israel com o episódio da idolatria do bezerro de ouro.Assim, as cinzas da Novilha Vermelha trazem a purificação grave pecado de idolatria, pois a idolatria tem o mesmo grau de impureza ritual que possui alguém que entrou em contato com os mortos, e nessa purificação todo vestígio de impureza é removida.
Fomos criados para sermos seres eternos, e a 
 morte não foi incluída no manual de instruções originais.

Não fomos instruídos para lidar com a morte, tanto que a primeira sensação que temos é de que nunca iremos morrer.

Adam, o primeiro homem foi criado para viver para sempre… mas por conta de sua transgressão, ele precisava para experimentar a morte, vivenciar o ato de morrer…

Durante a entrega da Torá no Monte Sinai, houve uma inversão do mal de mortalidade… agora a morte se torna desnecessária, pois o anjo da morte no sinai foi derrotado.

Mas infelizmente, nosso povo desejou o bezerro de ouro… e com isso desejou ardentemente a morte.

A inevitabilidade da morte mais uma vez tornou-se uma realidade para o Israel.

Essa é a importância da Mitzvah Pará Adumah.

Ela é uma Mitsvah projetada para purificar Israel do contato com a morte!Resultado de imagem para Vaca Vermelha

Até hoje nenhum ser humano pode conceber o conceito da “morte” e compreender plenamente o ato de morrer e suas consequências na alma e na eternidade.

Da mesma forma, até mesmo sua retificação plena permanece além de nossa compreensão.

Sim… é verdade, não compreendemos plenamente a morte, mas sabemos que a vida não acaba ali.

Vemos a morte de muitas maneiras… a mortes na história humana, entre pessoas distantes, nas guerras, na vida comum e a morte na vida familiar…

Mas a morte continua a provocar perguntas sem respostas…

A morte realmente é algo que nos gera incerteza.

Uma certeza entretanto a Torá nos dá… que as cinzas da vaca vermelha nos purifica da contaminação da morte.

Possa o Todo-Poderoso nos conceder a redenção final, nos purificar e dar término a todos problemas.

 

 

Pentateuco Samaritano do início do século XII

[tabs slidertype=”top tabs”] [tabcontainer]
[tabtext] Pentateuco Samaritano (MS Add.1846)[/tabtext]
[tabtext] Página 53r [/tabtext]
[tabtext]Página 103r[/tabtext]
[tabtext]Página 188v[/tabtext]
[tabtext]Página 137v[/tabtext]
[tabtext]Página 147r[/tabtext]
[tabtext]Informações[/tabtext]
[tabtext]O livro[/tabtext]
[/tabcontainer] [tabcontent] [tab]

O Pentateuco Samaritano contém o texto da Torá, os cinco primeiros livros da Bíblia hebraica, escritos na escrita
consonantal samaritana, um desenvolvimento a partir da escrita Paleo-hebraico. Add.1846 acredita-se ser o manuscrito existente mais antigo do Pentateuco Samaritano da era comum no início do século XII. Epígrafes e comentários gramaticais no samaritano Hebraico / aramaico e árabe seguem ao final de cada livro bíblico. Eles foram escritos por várias mãos. Também a cópia do próprio livro é um produto de cinco mãos diferentes. Veja nas demais guias apresentaremos algumas características notáveis ​​deste manuscrito.

[/tab] [tab]

53r
Página 53r: Uma epígrafe no final do livro de Gênesis afirma que o códice foi de propriedade (e restaurado) por Mešalma b. Abi Beraḵata, c. 1275, cuja filha vendeu o manuscrito no 14 º c.

[/tab] [tab]

103r
Página 103r: Uma epígrafe no final do livro do Êxodo registra a compra do códice por Miṯpaṣia b. Meṯuḥia de seu irmão por 25 shekels, no ano 5752 do Êxodo, 544 da regra de Ishmael = 1149-50 CE.

[/tab] [tab]

188v
Página 188v: Um scholium marginal no final do livro de Números sugere pouco convincente que este manuscrito foi salvo do fogo no tempo do Rei de Babilônia, na presença de Zorobabel, o judeu (daí, Codex Zurbil).

[/tab] [tab]

137v
Página 137v: Uma epígrafe no final do livro de Levítico explica como este manuscrito foi salvo de um incêndio que estourou em um armazém manuscrito (um Samaritan Genizah?) Em 1201 CE.

[/tab] [tab]

bencao
Página 147r: Há uma mancha de gordura marcada em f. 147r, onde os adoradores beijaram a Bênção Sacerdotal, Números 6: 24-26.

[/tab] [tab]
Informação sobre este documento

Localização: Cambridge University Library
Classmark: MS Add.1846
Título (s) alternativo (s): The Burnt Codex; Codex Zurbil
Assunto (s): Manuscritos, Samaritano
Lugar de Origem: Nablus
Data da Criação: Escrito c. 1100 (até 1149 CE).
Idioma (s): Hebraico (samaritano)
Extensão: 227 ff. Altura da folha: 270 mm, largura: 210 mm.
Material: Vellum
Formato: Códice

[/tab] [tab]
Condição: O livro apresenta alguns pequenos buracos; Margens cortadas; Coloração ocasional; Algumas folhas mal desbotadas e / ou esfregadas;
LivroVárias folhas perdidas no início e no fim, algumas sendo substituídas por folhas em uma mão diferente. Neste livro o início do livro de Gênesis (até 1:28) e o fim de Deuteronômio (após 33: 1) estão perdidos. Alguns textos apagados e algumas correções. Pricked em margens exteriores; Governado Foliadas, mas algumas folhas têm uma foliação alternativa.

Proveniência: Adquirida em 1895; Examinado anteriormente em Jerusalém (1864). Escrito c. 1100 (o mais tardar até 1149 CE), provavelmente em Nablus.

Autor (es) do registro: Ben Outhwaite
Bibliografia: Descrições do manuscrito

Girón Blanc, Luis-Fernando, Pentateuco hebreo-samaritano: Gênesis: edição crítica sobre a base de manuscritos inéditos, Textos e estudos Cardenal Cisneros vol. 15 (Madrid: Conselho Superior de Investigações Científicas, 1976).

O conteúdo do livro está disponível integralmente em : http://cudl.lib.cam.ac.uk/view/MS-ADD-01846/17

[/tab] [/tabcontent] [/tabs]

Genética comprova a verdade sobre os Israelitas Samaritanos

A genética comprova a verdade sobre os Israelitas Samaritanos

De acordo com um estudo genético de 2004, o haplogrupo J presente nos samaritanos é aquele pertencente ao dos Cohen (sacerdotes judeus), o que indica ser essa linhagem a israelita original antes da destruição do reino de Israel pelos assírios.

Fonte – http://evolutsioon.ut.ee/publications/Shen2004.pdf

E também um estudo genético de 2013 também identificou os samaritanos como tendo origem no reino de Israel:

“Os samaritanos são um grupo de […] nativos do Oriente Médio, metade dos quais vive em Holon, subúrbio de Tel Aviv, e a outra metade em Nablus.

[…] A ancestralidade dos samaritanos tem sido objeto de controvérsia desde os tempos bíblicos tardios até o presente.

Neste estudo foram analisados […] o cromossomo y e 15 marcadores autossômicos em uma amostra de 12 samaritanos pouco relacionados entre si, e 461 judeus e não judeus.

Estimativas de distâncias genéticas entre os samaritanos e sete populações judaicas e três populações judaicas de Israel, assim como populações da África, Paquistão, Turquia, e Europa, revelaram que os samaritanos estão intimamente relacionados aos Cohen.

Esse resultado apóia a posição samaritana de que descendem das tribos de Israel que existiam antes do exílio promovido pelos assírios em 722-720 antes da era comum”.

Fonte – http://digitalcommons.wayne.edu/cgi/viewcontent.cgi…