Shavuot a Festa das Semanas

A Festa das Semanas é chamada Shavuot ou também conhecido como Pentecostes.

A contagem do Omer começa no primeiro domingo (o primeiro dia depois do sábado) após o sacrifício da Páscoa.

Peregrinação
A Peregrinação de Shavuot

Como está escrito na Torá em Levítico 23:15

Vayikrá (Lev)23:15

 טו וספרתם לכם ממחרת השבת מיום הביאכם את עמר התנופה שבע שבתות תמימת תהיינה
 15- Depois para vós contareis desde o dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão.

Desde o primeiro dia do ‘Omer, sete semanas são contadas e o Festival de Shavuot será celebrado no domingo (um dia depois do sábado) na oitava semana.

Para cada semana existe um texto especial que deve ser lido, em memória deste grandioso evento!

Veja abaixo os textos de leitura:

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SHAVUOT – LEITURA DA TORA

  1. Semana da travessia do mar vermelho – Shemot(Êx) 14:26 até 15:21
  2. Semana da troca das águas de Mara.  – Shemot(Êx) 15:22-26
  3. Semana de elim , onde encontraram doze fontes de água e setenta Palmeiras. – Shemot(Êx) 15:27-16.3
  4. Semana do maná , que caiu sobre eles a partir céus no deserto.  -Shemot(Êx)16:4-36
  5. Semana da welling fora da água da rocha. – Shemot(Êx)17:1-7
  6. Semana das batalhas contra ‘Amaleq’. – Shemot(Êx) 17:8-17
  7. Semana de pé no Monte Sinai.  – Shemot(Êx) 19:1ss.

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A quarta-feira que antecede a festa da outorga “Shavuot”, é também um dia honrado.

Este dia é chamado mqrth ywm ou seja, o ‘Dia da Escritura’ ou ywm m’md hr Syny, o ‘Dia da Pé sobre o monte Sinai’.

O serviço na sinagoga neste dia é especial, ele tem a duração de dezoito horas.

A Segunda Peregrinação
A Segunda Peregrinação
No dia de Shavuot uma segunda peregrinação é feita até o pico do Monte Gerizim.

O primeiro dia do sétimo mês

O primeiro dia do sétimo mês não é considerado para ser um dia de Ano Novo.

Este dia é chamado de “sabbat asarat yumi asseliyyot.”

O dia é especificado na Torah de Levítico 23:24

Vayikrá (Lev)23:24

כד דבר אל בני ישראל לאמר בחדש השביעי באחד לחדש יהיה לכם שבתון–זכרון תרועה מקרא קדש

24- Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação.

Indo ao topo do Monte Santo, o Monte Gerizim
Indo ao topo do Monte Santo, o Monte Gerizim. 

Atualmente embora a trombeta ou shofar não sejam usadas por não existir o Tabernáculo de pé, ainda assim tocamos desta vez por ser um memorial, uma lembrança a ser observada.

Fonte: http://shomron0.tripod.com/educationalguide.pdf

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Abraços e Shalom.

Dibbuk – Reencarnação

NAS RELIGIÕES DA SUMÉRIA, BABILÔNIA E ACADIANAS.

A Mesopotâmia é a denominação de um planalto de origem vulcânica localizado no Oriente Médio, delimitado entre os vales dos rios Tigre e Eufrates, ocupado pelo atual território do Iraque e terras próximas.

O Chacal - Egipcio
O Chacal Egípcio (me-su) 

Civilizações que datam de 6.000 a 4.000 a. C, já ensinavam como algo muito natural, a ideia da reencarnação, na Suméria e na Babilônia ela era generalizada, assim como a prática da mediunidade.

A perspectiva desta ideia no Egito antigo porém, teve um outro desenvolvimento, no livro dos mortos há as etapas de passagem de uma alma após a morte para a sua vida subsequente, mas não implicitamente sobre a retomada de um novo corpo, tendo em vista todos os preparos funerários pela mumificação.

Mas como em todos os povos e religiões encontramos as dissidências, alguns apontamentos contrários encontram evidências na figura do Chacal, seu nome era Me-su, que significa “Nascer”!

Os egípcios usavam totens de animais como símbolos para os fenômenos naturais, e a figura do Chacal estava relacionada ao processo da morte e do nascimento.

Dessa forma, a simbologia de três peles de chacais consecutivas representaria múltiplas reencarnações ou renascimentos, segundo sugere um estudo publicado na obra (FROM LIGHT INTO DARKNESS, DE STEPHEN S. MEHLER — ADVENTURES UNLIMITED PRESS: KEMPTON, IL, 2005— P. 109, 146.)

Ba
Ba

Os conceitos de Ba e Ka também sugerem a reencarnação na crença egípcia.

O termo Ba aparenta implicar em um fenômeno como a transcendência da alma (Espírito), descrita no mesmo livro citado anteriormente.

O conceito de Ka aparenta ser uma abstração do conceito de Ba, como uma espécie de ligação entre a alma e o corpo, como na encarnação (seria o perispírito?).

Ankh
Ankh

Por fim, o conceito de Ankh, tem sido interpretado de forma a significar a imortalidade da alma.

Como podemos ver, a reencarnação também estava presente na cultura suméria, babilônia e egípcia.

Ka
Ka

Hieróglifo é um termo originário de duas palavras gregas: ἱερός (hierós) “sagrado”, e γλύφειν (glýphein) “escrita”.

Apenas os sacerdotes, membros da realeza, altos cargos, e escribas conheciam a arte de ler e escrever esses sinais “sagrados”.

NO HINDUÍSMO

Terceiro dos três períodos da religião indiana, caracterizado por um extremo pluralismo de cultos, deuses e seitas; neobramanismo, neo-hinduísmo [Estendendo-se do sVI a.C. aos dias atuais, o hinduísmo sofre o impacto de religiões estrangeiras (cristianismo, islamismo), religiões indianas heterodoxas (budismo, jainismo, siquismo), escolas filosóficas e místicas (dársanas e sufismo); na mistura de monoteísmo, politeísmo e panteísmo, intensifica-se o caráter pluralista e sincrético que está na origem da própria religião indiana.].

Em seu corpo de ensino o hinduísmo deixa claro que a alma sobrevive a morte do corpo, e o indivíduo, passa um tempo mais ou menos longo em outras esferas, para então retomar um novo corpo.

Este corpo poderá ser do sexo oposto ao da última encarnação, e em certos casos a alma pode tomar o corpo de um animal.

Ele introduz o conceito de Karma, ou seja, a ideia de que as condições em que se nasce varia de acordo com a conduta adotada nas suas existências pretéritas.

A vida na terra é considerada de modo geral como indesejada e punitiva, pela natureza material e moralmente inferior.

A alma deve passar por muitas encarnações neste globo, até que se purifique e tome características cada vez menos individuais até integrar-se em no todo, ou por outra, integrar-se ao Espírito Infinito, Grande Espírito ou, como queiramos chamar Deus, através do ápice da pureza, denominada Nirvana.

Em interessante descrição, encontramos um trecho no Bhagavad Gita, diálogo entre o Krishna e Arjuna, no campo de batalha.

…Os sábios não lamentam nem os vivos nem os mortos. Nunca houve nenhum tempo em que Eu fosse inexistente, nem você, e nem haverá futuro em que não existiremos. Como a alma que se encarna passa sucessivamente, no mesmo corpo, da infância à juventude e à velhice, o mesmo se dá pela transmigração de um corpo a outro. E os sábios não se perturbam com isso. Oh, Arjuna, somente pela interação dos sentidos existe frio, calor, prazer e dor. Essas coisas são temporárias, surgindo e desaparecendo.

Então tente tolerar isso.

Ó valoroso entre os homens, saiba que quem mantém um sábio julgamento na tristeza ou na alegria, e em ambas se mantém imperturbável, é digno da liberação (Nirvana).

Os sabedores da Verdade concluíram, estudando a natureza dos dois: no irreal não há duração, e no real não há cessação.

Aquilo que pelo corpo se espalha é de natureza eterna.

Ninguém pode destruir a nossa alma imperecível.

Só o corpo material certamente morrerá, mas a alma é eterna em existência, indestrutível e infinita. (…)

Quem pensa que a alma (ayam) pode matar ou morrer não entende a realidade, mas quem tem conhecimento sabe que a alma não mata e não pode ser morta.

Nem nascimento nem morte pode acontecer a alma. Ela existe eternamente, e nunca é destruída quando o corpo perece.

Oh, Arjuna, como pode alguém que sabe que a alma é eterna, não-nascida e indestrutível e imperecível causar a morte de alguma pessoa?

E a quem ele mata?

Como quem muda de roupa e abandona as roupas velhas, a alma aceita um novo corpo descartando o corpo inútil.

Ninguém pode ferir a alma com nenhuma espécie de arma; não há fogo que a queime; a água não pode molhá-la nem pode o vento secá-la.

Nossa alma individual sendo imóvel e imutável, insolúvel, inquebrável e primordial.

Sabendo, pois, que a alma é imperceptível, inconcebível e imutável, é impróprio pra você se lamentar.

(Bhagavad Gita cap. 2; 11-25)

O hinduísmo também possui vertentes, cada vertente procura explicar os detalhes pelo qual se processam estes estágios da alma até o nirvana, variam em suas formas e detalhes porém preservam no fundo os mesmos ensinos primordiais.

BUDISMO

(páli/sânscrito: बौद्ध धर्म Buddha Dharma) é uma filosofia ou religião não teísta que abrange diversas tradições, crenças e práticas geralmente baseadas nos ensinamentos de Buda.

Engloba escolas como o Teravada, Zen,Terra Pura e o budismo tibetano, se espalhou mais pelo Tibete, China e Japão.

Várias fontes colocam o número de budistas no mundo entre 230 milhões e 500 milhões, sendo assim a quinta maior religião do mundo.

Compartilha alguns conceitos do Hinduísmo, mas possui consideráveis diferenças, também entre suas vertentes.

O budismo Theravada largamente encontrado no sudoeste da Ásia, ensina que nenhuma personalidade individual persiste após a morte do corpo, como a chama de uma vela quase extinta pode ser utilizada para alimentar uma nova chama.

Após a morte, esta “chama” ficaria em estado latente no mundo espiritual, até ser reutilizada para ingressar novamente no terreno material. Como no hinduísmo o Karma é que determinará a nova natureza da existência que esta nova existência irá habitar.

E o conceito de reencarnação é antes substituído pelo termo renascimento.

Nesta vertente do budismo a lei do Karma é vista como natural, ou seja, como as leis da Física, embora as circunstâncias deste novo renascimento não sejam vistas como compensações ou castigos controlados por um Deus, mas simplesmente uma consequência das boas ou más ações no campo terrestre.

Também, o ciclo de renascimentos objetiva a purificação do ser, poder-se-á realizar em uma inumerável diversidade de corpos humanos ou não, na terra ou em outros planos do universo.

Implica inevitavelmente na experiência através do sofrimento até o alcance da purificação, estágio também exprimido por nirvana.

GRÉCIA ANTIGA

Termo geralmente usado para descrever o mundo antigo grego e áreas próximas (tais como Chipre, Anatólia, sul da Itália, da França e costa do mar Egeu, além de assentamentos gregos no litoral de outros países, como o Egito)

Berço dos maiores desenvolvimentos sobre a ideia da reencarnação, os gregos, profundos filósofos e conhecedores do assunto, o desenvolveram ao ponto torná-lo um corpo de ensino, hoje classificado como uma doutrina completa.

Os primeiros registros são do legendário Orpheus apontado como sendo somente um conto da mitologia, porém foi com Pitágoras que a ideia tornou-se um ensino escrito, em seguida Sócrates, pelo desenvolvimento, seguido por seu leal apóstolo, Platão, que por sua vez foi seguido por Aristóteles o pai da metafísica, e sucedido por Theophrastus.

Os gregos deram a esta ideia, forma, características e analogias que podiam ser compreendidas e assimiladas facilmente, pela lógica e pela razão, tão fortemente invocadas quando tratamos sobre as revelações dadas pelos espíritos através da prática mediúnica.

MULÇUMANOS XIITAS

Os xiitas (em árabe: شيعة , Shīʿah, abreviatura de شيعة علي, Shīʻatu ʻAlī, “partido de Ali”) são o segundo maior ramo de crentes do Islã, constituindo 16% do total dos muçulmanos (o maior ramo é o dos muçulmanos sunitas, que são 84% da totalidade dos muçulmanos).

Um número de grupos desta vertente religiosa, encontrada abundantemente no oeste da Ásia, baseia-se na teoria da reencarnação, com algumas ressalvas.

Os Drusos no Líbano e na Síria, e os Alevis na Turquia, preservam o ensino da reencarnação sem o conceito de Karma, como no Hinduísmo e no Budismo.

Ao invés, eles acreditam que quem determina a natureza da existência futura é Deus, quando Ele envia as almas para o inferno ou o céu de acordo com as qualidades morais que cultivem durante as existências terrenas.

Os Drusos em especial acreditam que a reencarnação se dá imediatamente após a morte corporal e em em famílias distintas, mas dentro do seu povo, portanto não havendo qualquer tempo para se porem em relação no mundo espiritual.

Os Alevis por sua vez, acreditam que a reencarnação pode ocorrer também em corpos não humanos, os Drusos não, para estes últimos a reencarnação só se dará entre seu próprio povo.

Nenhum deles porém, acredita ser possível reencarnar aleatoriamente com corpos masculinos ou femininos.

JUDAÍSMO

Em hebraico: יהדות, Yahadút é uma das três principais religiões abraâmicas, definida como “religião, filosofia e modo de vida” do povo judeu.

Originário da Torá Escrita e da Bíblia Hebraica (também conhecida como Tanakh) e explorado em textos posteriores, como o Talmud, é considerado pelos judeus religiosos como a expressão do relacionamento e da aliança desenvolvida entre Deus com os Filhos de Israel.

Embora a reencarnação não seja caraterística das principais vertentes do Judaísmo e do Cristianismo, ela é encontrada em diversos grupos dissidentes.

No Judaísmo a Kabalah e seu corpo de ensino é baseado em uma interpretação esotérica das escrituras dos hebreus, inclui a reencarnação como explicação para Justiça Divina.

No Judaísmo Hassídico, também encontramos em seu corpo de ensino a reencarnação, embora com algumas ressalvas.

Usando a Kabalah, tentam esclarecer temas como a criação do mundo, caminhos e modos da ação divina no mundo material, influências dos mundos espirituais sobre o mesmo, bem como outras questões espirituais em geral e temas relacionados à transmigração da alma (reencarnação), sobre a qual há grande divergência no modo de pensar judaico especialmente entre aqueles que aderem à ciência kabalística.

Sua segunda divisão, reprovada por muitos rabinos, mesmo tratando-se dos que aderem aos estudos kabalísticos, chamada “kabalá ma’assit” – inclui sistemas de ações semelhantes às utilizadas nos antigos povos do Oriente, como os de Aram Soba, que criam que por meio de ações humanas conseguiam mover a seu favor a “vontade e a energia cósmica”, ou seja, similar à conhecida magia (branca e negra).

Aos que desejam iniciar-se nos conhecimentos cabalísticos, aconselha-se que façam-no através dos livros de Rabi Mochê Haiim Luzzatto, começando com o livro intitulado “Derekh Ha-Shem” (O caminho de Deus), após o qual segue-se uma série de escritos do mesmo autor, como “Adir ba-Marom” (“O Poderoso no Alto”), “Os Cento e Trinta e Oito Portais da Sabedoria”, “O Conhecimento das Compreensões, “Os Novos Carmas”, “Os segredos Ocultos e “Os Setenta Carmas”, “Portais de Rabi M. H. Luzzatto”, “Segredos de R. M. H. Luzzato” e o “Livro das Regras” – e só depois adentrar os escritos de Rabi Mochê Cordovero e Isaac Luria, bem como o Zôhar e demais obras desta classe.

 

CRISTIANISMO

(do grego Xριστός, “Christós”, messias) é uma religião abraâmica monoteísta centrada na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré, tais como são apresentados no Novo Testamento.

A fé cristã acredita essencialmente em Jesus como o Cristo, Filho de Deus, Salvador e Senhor.

No Cristianismo alguns grupos, como os Gnósticos, acreditam na reencarnação.

É possível, que os cristãos dos tempos das catacumbas, onde viviam as escondidas da ira romana, também baseavam-se na reencarnação como a exemplificação prática da Justiça Divina sobre as sociedades, tal como a prática da mediunidade curativa.

No Sudeste da Europa, os cristãos mantinham o ensino da reencarnação até o conselho de Constantinopla ocorrida em 553 a.C.

Alguns cristãos alegavam encontrar este ensinamento na passagem do Novo Testamento no livro de Mateus quando Jesus afirma que João Batista, era o próprio profeta Elias, renascido.

Há muitas outras referências sobre a reencarnação nos Evangelhos de Jesus, porém muitos foram escritos muitos anos após seu ensino público.

Porém, mesmo após muitas revisões “oficiais” da Igreja, pelas versões em Aramaico, Grego e Latim, os textos continuam com os mesmos apontamentos. Apesar da tentativa de suprimi-los em detrimento de interesses nem sempre nobres.

Para o desenvolvimento deste cenário apresentado, recomendamos um artigo de J. Herculano Pires, profundo conhecedor do assunto, intitulado Visão Espírita da Bíblia.

Onde apresenta passagens da bíblia à luz dos ensinos espíritas, com a chave que a Doutrina dá para o entendimento desta obra.

ENTRE ALGUNS POVOS

TAOÍSMO – na cultura chinesa, doutrina mística e filosófica formulada no s. VI a.C. por Lao Tsé e desenvolvida a partir de então por inúmeros epígonos, que enfatiza a integração do ser humano à realidade cósmica primordial, o tau, por meio de uma existência natural, espontânea e serena [Seu caráter contemplativo, na vida religiosa chinesa, é o principal rival do racionalismo pragmático que caracteriza o confucianismo. ].

Antigos textos chineses não falam muito a respeito, embora o I Ching de aproximadamente 2500 a. C. refere-se aos eternos ciclos de vida e desenvolvimento multidimensional que poderia envolver muitas existências.

Aproximadamente 200 anos depois de Buda, os conceitos do budismo como apresentados anteriormente neste artigo, foram incorporados no Taoismo chinês.

Muitos acadêmicos referem-se aos Teutões, Celtas e Gauleses como povos que aceitavam a realidade da reencarnação.

Outras referências históricas incluem as sagas dos homens do norte da Bretanha, também os Druidas, os Eskimós, os Sioux, Zunis e os Incas, além das lendas dos povos do Pacífico, Havaí, Austrália e dos mares ao Sul. No oriente, incluindo o Japão e a Rússia oriental, e tais histórias são detalhadas e persuasivas. Entre os nativos sul-americanos temos os Incas, os Maias e os Aztecas.

NO ESPIRITUALISMO MODERNO

Após os episódios em Hydesville, e pouco tempo depois em Rochester na América do Norte, o mundo teve contato de forma ostensiva com a fenomenologia mediúnica que rapidamente se verificou em várias partes do mundo, o que antes era restrito a círculos restritos de seitas e doutrinas secretas. Os Espíritos, ou antes, a alma dos homens que viveram sobre a terra, vieram nos ensinar sobre a realidade espiritual, exprimindo-se de acordo com seu maior ou menor conhecimento e experiência, no estado de Espíritos libertos da matéria.

Nestes ensinos, muitas revelações foram feitas, cada uma com suas particularidades inerentes a elevação maior ou menor dos espíritos que se comunicavam. Nesta série de ensinos, porém, muitas informações foram reveladas de forma universal, ou seja, em vários lugares do mundo, recebidas por médiuns desconhecidos entre si, e que obtinham tais revelações como ideias estranhas as suas próprias, mas todas concordantes pelo fundo.

O Espiritualismo Moderno, movimento diferente do Espiritualismo Antigo ou apenas Espiritualismo que baseava-se mais em uma série de ritos e cultos aos mortos através da necromancia, o que não se verificava neste novo movimento, separou-se em diversas escolas, que pretendiam expor a predominância das ideias de cada uma sobre a outra, mas que como já dissemos, eram unânimes no fundo.

Tem se a errônea ideia de que todas as escolas do Espiritualismo Moderno, negavam a ideia da reencarnação. Isto não está correto, e lançando os olhos sobre muitos livros e artigos de diversos Jornais e Revistas sobre ao tema Espiritualismo Moderno, publicados na América do Norte na Europa e na Ásia, descobrimos que eles evidenciam o contrário. É correto afirmar que a maioria das escolas americanas e inglesas, não aceitava tal teoria, embora não à ignorassem, consideravam como uma influência de Espíritos mistificadores e ignorantes, de culturas atrasadas do oriente. De modo que evitavam tratar do tema, e demonstravam preciosismo ao defender que eram ridículas as evidências levantadas pelas demais escolas, como a francesa de Allan Kardec por exemplo.

A teoria da reencarnação é um remédio amargo, bem o sabemos, e a simples ideia de ter que retornar para este mundo de misérias e sofrimentos, causa certo desconforto e embaraço a qualquer um. Mas o que quereríamos que fosse nem sempre corresponde ao que verificamos nas leis da natureza, e estas nem sempre estão à mercê de nossos anseios e expectativas particulares.

Em meados 1890, as escolas do Espiritualismo Moderno, começaram a ceder à ideia da reencarnação, o Espiritismo e seu método de aferição universal, começa a arrastar torrencialmente os homens pela razão e pela lógica, e influenciou muito estas escolas do Espiritualismo inglês e americano. Já em 1900, estas escolas começam a incorporar largamente os ensinos da reencarnação dada pelos Espíritos, e podemos concluir que o Espiritismo teve grande colaboração nesta transformação, ainda assim, o ensino não se generalizou.

NO ESPIRITISMO

Em 1857, Hypolite Leon Denisard Rivail ou seja, Allan Kardec, pseudônimo adotado para a publicação das obras que compõe a codificação espírita, fundava na França, mas para o resto do mundo, a Doutrina Espírita, movimento considerado pelo Espiritualismo Moderno.

A Doutrina Espírita, fundada nas bases de uma ciência de observação e uma filosofia de consequências morais, desde o seu alvorecer, edificou-se sobre a Pluralidade das Existências, indo a fundo na confirmação deste ensino através de seu método de aferição (C.U.E.E. – Controle Universal de Ensino dos Espíritos), tema sensível que nenhuma outra escola inglesa ou americana abordou de forma tão detalhada.

Demonstrando com clareza meridiana, e exemplos práticos, ou por outra; em linguagem e analogias acessíveis para as pessoas em qualquer grau de instrução, a reencarnação tornou-se pilastra fundamental deste corpo de ensino; consequentemente apresenta a Justiça Divina, em toda a sua glória e perfeição.

A mensagem que ecoa através dos tempos, e que se funda no ensino dos Espíritos, não somente pelo Espiritismo e Espiritualismo Moderno, mas por todas as vertentes de ensino sobre a vida futura, vida e morte, pode ser simplificada pelos seguintes pontos:

  • O Homem é dotado de um elemento espiritual, ou, Espírito. Este Espírito é imortal, e continua a viver após a morte do corpo, como também preexiste antes de nascer.
  • Uma vez que conquiste sua individualidade, jamais a perde, e o que teve inicio nas mãos do Criador Absoluto, não terá fim.
  • O céu e o inferno, são estados temporários da mente, que variam de acordo com a natureza da vida que o homem teve enquanto na terra ou em outros mundos. Poderá no entanto sair de um e de outro, de acordo com o êxito das provas que escolher cumprir. Jamais poderá entretanto, retroceder.
  • Deus é a Suprema Inteligência do Universo, e jamais abandona qualquer de suas criaturas ao sofrimento eterno, dá a eles a chance de se arrependerem e de retomarem o caminho do bem. Tantas quantas vezes forem necessárias até que retorne ao caminho do progresso. Pode estacionar-se temporariamente, mas cedo ou tarde, deverá progredir.
  • Todos são criados simples e ignorantes com igual aptidão para progredir por seus esforços. As dores e sofrimentos são antes, consequências de sua má conduta do que uma fatalidade.
  • Existem muitas esferas e moradas celestiais no universo, e o Espírito livre do corpo, habitará uma que esteja de acordo com a sua elevação moral. E poderá galgar lugares mais elevados de acordo com o progresso que realizar em si. Até a purificação absoluta, onde não mais sofrerá provas ou expiações, e tomará seu lugar na obra da criação, fazendo cumprir os desejos do Criador, recebidos diretamente Dele.

ISRAELITAS SAMARITANOS

Não há qualquer forma de crença em uma possível reencarnação.

Israelitas samaritanos não possuem tal crença!

Acreditam que o homem ao morrer, vai para o mundo das almas, onde aguarda o dia do juízo final, onde todos seres humanos serão julgados por seus atos diante do Criador.

CONCLUSÃO

Procuramos demonstrar que na história da humanidade a ideia da reencarnação e suas implicações no destino do ser, sempre existiram, que não é uma moda da nova era, nem um ensinamento novo.

Também não procuramos concluir sua veracidade, nos limitando a expor um histórico razoável, porém super simplificado sobre esse ponto sensível; desejamos que o estudante ou o pesquisador possa encaminhar o assunto para suas próprias conclusões.

REFERENCIAS:

[ The Enigma of the Hereafter, Paul Siwek – PDF online]

[ Reincarnation: The Hope of the World, Irving S. Cooper – Google Docs]

[ http://www.deathreference.com/Py-Se/Reincarnation.html ]

[ https://falhasespiritismo.org/tag/ian-stevenson/ ]

[ Reincarnation History – The Experiment ]

Harvey, Peter. An Introduction to Buddhism: Teachings, History and Practices. Cambridge: Cambridge University Press, 1990.

Stevenson, Ian. Children Who Remember Previous Lives: A Question of Reincarnation, revised edition. Jefferson, NC: McFarland and Company, 2001.
Mills, Antonia, and Richard Slobodin, eds. Amerindian Rebirth: Reincarnation Belief among North American Indians and Inuit. Toronto: University of Toronto Press, 1994.

A mentira da miscigenação

Quanto à ideia de que os samaritanos são de raça mista e não de Israel.

Muitos não param para pensar sobre a rivalidade que ocorreu entre as duas nações dos reinos de Israel e Judá.

A principal diferença entre as nações eram os dois lugares usados como centro  de adoração.

Como todos já sabem, o reino de Israel adora o Criador no Har (monte) Gerizim em vez de adorar em Jerusalém.

Mas existem  outras diferenças além do lugar de adoração que diferem entre as duas linhas religiosas e que devem ser explicadas.

Essa inimizade entre eles terminaria segundo os judeus, se o samaritano-israelita renunciasse ao Monte Gerizim e aceitasse a
Jerusalém e a ressurreição dos mortos.

Então os judeus os aceitariam como prosélitos (convertidos).

Naturalmente, o Samaritano-Israelita ainda adora no monte Gerizim hoje como seus ancestrais o fizeram desde quando entraram na terra prometida.

O local de adoração no Monte Gerizim foi o centro de adoração dos Israelitas por mais de trezentos e cinquenta anos desde a época da entrada de Israel na terra prometida e pelos judeus que era contra as tribos do norte motivo de incitamento e desafios.

Levantaram as questões mais absurdas, como alegar que Israelitas teriam um sacerdócio ilegítimo servindo a deuses falsos no reino do norte de Israel.

Algumas pessoas do reino do norte aceitaram Jerusalém, levando ali seus sacrifícios, como não havia mais sacrifícios sendo feitos em Siquém (Gerizim), exceto a Páscoa, após Israel ser dividido em duas dois reinos.

A inimizade entre os dois reinos foi uma questão importante que levou à guerra entre as tribos de Israel.

A agressão foi desenvolvida pelo reino de Judá que mantinha a disputa em relação ao povo.

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John W. Nutt escreve:

‘o nome de Kuthim foi maliciosamente fixado contra eles pelos judeus, a fim de roubar a sua verdadeira designação de israelitas.’

Os principais homens na Judeia tentaram contrariar quanto ao local de adoração e o sacerdócio no norte através de mentiras e muita falsidade.

Para piorar as coisas foi a interferência da deportação e importação do povo por Shalmaneser, rei da Assíria.

Houve uma transferência de apenas uma pequena quantidade de pessoas pelo rei da Assíria em 722, quando ele conquistou a terra.

Segundo os anais de Sargon lido em suas inscrições, havia 27.290 pessoas capturadas para o leste.

Entretanto naquela época menos de 60.000 pessoas permaneceram no reino do Norte.

Nos anos que se seguiram, a população era de mais de um milhão.

Depois disso, por causa de um pequeno grupo da população importada para a terra de Samaria, o reino da Judeia afirmou que todos os samaritanos eram “povos estrangeiros”, chamando-os de “Kuthim.”
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Além disso, o erudito israelita-samaritano Israel Tsedaka falou no terceiro dia do quinto congresso, dos estudos samaritanos, em Helsínquia, na Finlândia, em agosto de 2000:

“Segundo II Reis podemos ler a destruição de Samaria quando o povo do reino de Israel foram enviados para o exílio e substituído por estrangeiros, o autor de II Crônicas capítulo 30 nos diz sobre os ‘enviados‘ pelo rei Ezequias, que tinha testemunhado a destruição de Samaria e consequente exílio.

Estes ‘enviados‘ de cidade em cidade na terra de Efraim e Manassés, em uma tentativa de convencer os israelitas em peregrinar à Jerusalém.

A frase ‘de cidade em cidade‘ nos diz que a maioria do povo permaneceu em Samaria.

Além disso, apesar de sua posição política difícil, sem um rei, eles rejeitaram o apelo de Ezequias, quando ele lhes diz:

‘Agora, não sejam duros como seus pais’.

‘Ele riu com desprezo e zombou deles’.

Aqui deve-se notar como Rabi Levison de Gershon (Ralbarg) interpreta a referência ao Exílio em II Reis 17:34.

Ele escreve:

‘Os restantes são Israel, uma vez que nem todos foram exilados, como se vê na história dos enviados de Ezequias enviados ao resto de Israel’.

Um outro ponto principal em II crônicas 30 é a humilhação dos israelitas que moram na parte norte do país, e sua chegada em Jerusalém.

Aqui vemos que os israelitas que se humilharam e vieram a Jerusalém são considerados judeus apropriados, enquanto que os israelitas que rejeitaram o apelo do rei Ezequias e permaneceram leais ao centro religioso mais antigo de Israel são chamados estrangeiros, cuthitas, nativos, etc.

E de fato, o texto no tratado talmúdico referente aos cuthita termina com decisão:

‘Quando se pode reconhecer os samaritanos como judeus? Uma vez que eles rejeitaram o Monte Gerizim’.

O Antigo Testamento escrito pelos judeus da Bíblia apresenta apenas um lado da história.

Escrever que o povo do norte não seguiu a Torá que foi dada por Mooshe é simplesmente inaceitável.

No entanto, os escritos samaritanos nos dizem algo muito diferente.

Se os fatos fossem realmente como foi escrito em II Reis, os Israelitas-Samaritanos não teriam uma Torah para viver hoje.

Este Ideia pode trazer à luz em Judah dos habitantes que foram colocados no Terra por Shalmaneser que comprou seus deuses estranhos com eles.

Mas para dar a uma região inteira esta reivindicação seria como dizer que toda a América é composta por estrangeiros italianos!

A América recebeu estrangeiros italianos, mas nem por isso podemos considerar que toda a América seja composta por italianos!

No segundo século R. Simon b. Gamaliel (cerca de 165), o pai de Juda ha-Nasi, editor da Mishna, disse:

‘Em todo mandamento que os samaritanos guardam, são mais escrupulosos ao cumprir (na sua observação) do que Israel.’

Nesta declaração, R. Simon b. Gamaliel está falando ‘Israel‘ para indicar ‘Judá‘.

Os Israelitas Samaritanos ainda hoje têm registros escritos de seus antepassados ​​confirmando que eles são dos filhos de Jacob.

Outra grande mentira é afirmar a falsa ideia de que os samaritanos não têm Sacerdotes dos filhos de Arão.

Israelitas Samaritanos não pretendem ter um Sumo Sacerdote dos filhos de Eleazar, mas somente Itamar, ambos filhos de Aharon, Sumo Sacerdote, e irmão de Mooshe.

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Vejamos agora às Provas Genéticas:

Quanta mentira tem sido propagada a respeito dos israelitas Samaritanos.

Acusam de serem um povo misturado, uma raça mista com os Assirios… mas recentes exames de DNA comprovaram exatamente o contrário!

Vejam as provas cientificas que testemunham que os Israelitas Samaritanos não são um povo misto, mas são os verdadeiros “Bnei Israel”, FILHOS DE ISRAEL.

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Estudos referentes ao DNA dos Israelitas Samaritanos disponíveis  através dos links abaixo:

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Entrevista com Sharon Sullivan

O Jornal Samaritano – The Samaritan Update entrevista a Sharon Sullivan

Sharon Sullivan mudou-se de Brighton, Michigan para Israel em agosto de 2009, com seus filhos Mathieu, Josué, Aaron e Celeste.

Atualmente vivem em Holon com os Israelitas Samaritanos.

Eles têm aprendido a ler e a cantar a Torá Samaritana enquanto participam de todos os feriados e costumes samaritanos.

Atualmente Sharon frequenta a Universidade Hebraica em Jerusalém trabalhando no seu MBA em “Bible and Ancient Near Oriente “.

Ela trabalhou com o Ancião Samaritano israelita, Benyamim Tsedaka, durante sete anos na primeira publicação inglesa, A versão da Torá Israelita Samaritana: Primeira tradução em Inglês comparada com a versão massorética, [Wm. B. Eerdmans Publishing Company (15 de junho de 2011)] traduzido por Benyamim Tsedaka.

Sharon graduou-se do Honors College of Eastern Michigan University com um BA em História do Oriente Médio (Religioso
Estudos Menores) em junho de 2009.


Editor: Sharon, Qual foi a sua religião ou crença antes de adotar a cultura Samaritana? E quando você ouviu falar dos samaritanos o que fez você acreditar em sua Torá?

Sharon: Eu fui criada como católica, frequentei escolas católicas durante 12 anos de minha educação infantil, mas fui criada principalmente com educação secular.

Aos 19 anos, eu simplesmente queria saber o que era verdade, e esta foi a minha primeira experiência religiosa.

Sozinha, no alto da península de Michigan, eu fiquei um dia simplesmente perguntando “Deus, se você está realmente esta ai, possa tirar a tristeza de meu coração, vou acreditar em você para sempre, não importa se eu ficar sozinha, para sempre, e não importa se todos os edifícios já não mais existirem.”

Este foi o início da grande mudança em minha vida onde me senti segura da existência do Todo-Poderoso naquele exato momento, com uma paz no meu coração que foi instantânea.

Em que quando eu era uma jovem garota triste decepcionada por uma paixão não correspondida.

Eu também senti muito decepcionada com a experiência que tive quando criança na Igreja Católica, do ritual e da frieza da missa foi algo que eu poderia ligar.

Depois dessa experiência, continuei com minha vida.

Curioso sobre o que aconteceu comigo, comecei a tentar a descobrir o que estava próximo, quem é Deus e o que fazer.

Eu fui a muitas igrejas no decorrer dos anos, a ler a Bíblia na íntegra, pesquisar a história com o melhor de minha capacidade, e com o conhecimento que eu tinha, tentei viver uma vida santa.

Na maior parte do tempo eu era ingênua em muitos aspectos.

Foi muito difícil separar-me da cultura em que nasci.

Contudo, quando eu estava em meus avançados 30 anos e em uma gravidez perdi um bebê, eu procurei de forma mais firme o que sempre tentei entender.

Foi nessa época que percebi que a maioria das religiões não pratica o que esta escrito em seus textos, mas sim eram corpos religiosos de pessoas professando uma fé que os outros lhes haviam explicado, e agindo dessa fé na cultura em que nasceram.

Eu decidi que naquele tempo eu viveria minha fé de acordo com, o mais próximo possível, uma forma original de fé religiosa, como eu pudesse.

Foi um processo processo de descoberta e, finalmente, levou à implementação de Leis da Torá (como eu entendi na minha ingenuidade) na minha vida e nas vidas dos meus filhos.

Como eu tentei entender em como guardar os festivais da Torá e começei a pesquisar o calendário bíblico para fazê-lo, primeiro eu me deparei com o calendário dos Israelitas Samaritanos no site de Benny’s Tsedaka.

Eu entrei em contato com ele para fazer perguntas que eu queria saber sobre quem eram os samaritanos.

Ele naquela época de antigos manuscritos samaritanos alojados na MSU (que era muito perto de onde eu morava).

Eu fiquei em contato com Tsedaka fazendo muitas perguntas e Recebendo suas graciosas respostas para todas as minhas perguntas.

O passo mais difícil foi cerca de seis anos atrás, quando eu sentia que Jerusalém era um lugar sagrado posterior ao monte Gerizim.

Isto não foi um passo difícil no que diz respeito às provas, porque as provas do texto bíblico é mais forte em apoio ao Monte Gerizim, mas foi um grande passo falar sobre isso.

A princípio, sabia muito bem que outros ficariam chocados com aquela afirmação e me considerariam herético.

Naquela época também não era tão fácil envolver meu cérebro com a idéia de que apenas 750 pessoas no mundo (mais ou menos) acreditavam que Gerizim era o lugar sagrado do Israelitas antes de Jerusalém, e isso só vai contra a probabilidade de concordar com um tão pequeno minoria em um ponto teológico tão importante.

No entanto, eu sabia com certeza em minha própria mente que
estava certa, e eu já estava disposta a deixar a cultura e continuar no
caminho da procura do que era fato e verdadeiro.

Através desses anos de vida em Michigan e trabalhando na tradução da Tora Samaritana para o inglês, percebi que isso era como eu poderia chegar a uma forma original de monoteísmo.

A vida das pessoas na prática de sua fé estava muito próximas do texto escrito.

Foi uma experiência solitária, muito tempo para as crianças e eu em Michigan.

Não tínhamos o apoio de ninguém, a não ser um ou outro que às vezes faziam duras críticas e zombaria das leis de pureza religiosa que praticamos.

Quando eu terminei meu MBA, eu quis continuar e trabalhar no MBA.

Eu não sabia que os samaritanos estariam abertos para as crianças e a mim me juntando à comunidade, e atualmente não esperava que fossem.

Eu sabia que era uma comunidade fechada entrou só por nascimento para a maioria, e casamento para alguns outros.

Eventualmente essas portas foram abertas para nós, para nossa feliz surpresa.

Muitos ajustes se seguiriam na adaptação à comunidade e cultura, e um grande alívio estar com os outros e um orgulho de estar entre um povo religioso tão antigo.


Editor: Você está se tornando um cidadão de Israel e quão difícil é o processo em relação ao Religião samaritana?

Sharon: Eu tenho trabalhado no processo de imigração há mais de um ano.

É muito difícil.

A lei israelense é parcial beneficiando apenas aqueles que têm mães judias ou para conversões sob a mais estrita conversão judaica ortodoxa.

Neste momento, não há leis em Israel que dariam aos Israelitas
Samaritanos o poder de conversão aceitável para o Ministério do Interior.

Mesmo muitas conversões judaicas são negadas pelo Ministério do Interior.

É um processo contínuo que eu não posso dar ao luxo de lutar no tribunais Israelenses, mas talvez com o tempo venha uma solução.



Editor
: Você não está casada, nem está envolvido com um samaritano, como foi possível para você e seus filhos para se tornar parte da Comunidade Samaritana?

Sharon: A decisão final veio do Sumo Sacerdote Israelita Samaritano no ano passado pouco antes de Pessach.

Quando o Sumo Sacerdote faz uma decisão na Comunidade Israelita Samaritana é final.

Sua decisão baseou-se nas leis da Torá que acolhem os Gerim (peregrinos da mesma fé) como membros da Kehilah (congregação) se forem circuncidados serão Israelitas (como os judeus), como determina a Torá.

Todos os meus filhos foram circuncidados e já vivíamos sete meses no bairro samaritano sob a vigilância da comunidade em como vivíamos e praticávamos a Torá, seguindo os textos da antiga Torá, etc., e assim a decisão tomada pelo Sumo Sacerdote também estava baseada no que os outros testemunharam de mim e dos meus filhos.

Antes de sua decisão, houve um encontro com o Sumo Sacerdote no qual até meus pais, meus filhos e eu assistimos.

Os meninos liam para ele no hebraico antigo, conversamos sobre nossa fé, e meus pais confirmaram seu orgulho em nossa decisão.

O Sumo Sacerdote Aarão tem uma sabedoria em seus olhos e um calor que penetra até a própria alma de uma pessoa.

Eu soube desde o primeiro momento que o conheci que ele iria ver a verdade que estava em nossos corações e ele nos apoiaria.

Ele é um homem santo, muito santo.


Editor: Toda a comunidade samaritana apoiou o seu compromisso e voce foi plenamente aceita pela comunidade samaritana? Quem foram os que deram o mais forte apoio ?

Sharon: Houve apenas alguns samaritanos que não se sentiram felizes com a nossa entrada na comunidade.

Não é apenas uma grande mudança para meus filhos e eu, mas também uma grande mudança para a comunidade que tem uma longa história de ser fechada, principalmente devido a uma dura história de forçadas conversões e experiências ruins com outros de diferentes origens religiosas.

Eu entendo que não é tão fácil para todos aceitar a mudança de nossa entrada na comunidade e espero que com o tempo eles escolham saber quem somos, e que talvez a confiança e a amizade floresçam.


Editor: Sharon, Você encontrou alguma dificuldade em abraçar a religião samaritana? Você está aprendendo a ler e escrever a literatura samaritana e / ou ensinar Inglês aos Samaritanos?

Sharon: Não tive dificuldades em abraçar a religião samaritana, mas algumas dificuldades em aclimatar as diferenças culturais para além da religião.

Este é um processo que está sempre melhorando a cada novo dia.

É natural ter um ajuste à cultura israelense depois de uma vida de
cultura americana, e ainda mais quando a cultura começa desde o início em uma pequena comunidade religiosa israelense.

Todos as crianças e eu somos capazes de ler muito confortavelmente no hebraico antigo.

As crianças foram muito mais rápidas do que eu, e nenhum dos meus filhos era retido a cada mês por um tempo de impureza que os impediu de tocar o texto ou verbalizar o texto (como eu era).

Foi uma experiência assombrosa, e todo o crédito vai para a nossa amada professora de Torá, Batya Tsedaka, e sentimos muito porque ela morreu há pouco mais de um ano.

Ela não era apenas uma professora de Torá para nós, mas ela “nos criou” em todos os sentidos, facilitando nossa entrada nesta comunidade.

Ela foi uma mulher brilhante e notável por ter conhecido e estudado com ela, foi a primeira dos samaritanos a obter um diploma de MBA.

Ela foi uma luz para nossa comunidade e ainda está brilhando nos corações de tantas crianças e em nós e ela ilumina dentro de nossas almas.


Editor: As vantagens educacionais de viver com as comunidades samaritanas são grandes. Depois de editar a tradução Inglês do Samaritano Torah, você está trabalhando atualmente em outros projetos?

Sharon: Eu estou trabalhando no meu MBA, na esperança de terminá-lo dentro de um ano.

Eu sou uma malabarista, sou mãe sozinha de quatro crianças maravilhosas, enquanto converso por mais de uma hora todos os dias com meus dois filhos mais jovens em Jerusalém.

Minha esperança é começar o PhD e começar um novo projeto.

Tenho várias idéias que não me prenderá contra o que trabalho hoje, até que eu possa dar o próximo passo de encontro com um professor da Universidade Hebraica para me aconselhar.


Editor: Quais são seus planos futuros de longo prazo

Sharon: A longo prazo meus planos são terminar meus estudos, continuar nas atividades envolvidas na diretoria do Comitê pela Paz da Medalha Samaritana, e continuar dando assistência ao sr. Benyamim Tsedaka em pesquisas e edição. Benny deu tantos anos de sua vida para as crianças e para mim nos ensinando e nos ajudando a ter sucesso.

Tenho um sonho de construir um instituto de estudo aqui dentro da comunidade que irá abrigar acadêmicos visitantes para estadias de curto prazo de outras universidades, e realizar todos os grandes trabalhos sobre samaritanos.

Neste ponto, é apenas um sonho, com a esperança de que algum dia um doador entusiástico perceba o tesouro que os samaritanos possuem e são “a chave da antiga história bíblica”.

Editor: Você pode seguir Sharon em seu diário vivo na Little House In The Big World. http://littlehouseinthebigworld.weebly.com/journal.html

Fonte: http://shomron0.tripod.com/articles/interviewsulivan.pdf

Israel e a casa das diferenças

Muitos se enganam quando pensam que “quanto mais ortodoxo,melhor”!

Até por que históricamente sabemos que a “ortodoxia” não representa a expressão religiosa de Israel.

Pela boca de uma criança, vocês verão no vídeo “verdades inconveniêntes“, e valores que “não deveriam existir“.

Os valores morais e eticos desenvolivdos e vividos no judaismo ortodoxo, presentes nesta comunidade de Israel, que em poucos anos serão os valores que encontraremos também em Israel quando eles forem a “maioria da população“.

Por isso é importante conhecer “tais valores” e como enchergam o mundo ao seu redor!

A maneira que se relacionam com o “goy(não-judeu)” e com o “não-ortodoxo” revelam como será o futuro.

Obs: "Pause para consegir ler integralmente as legendas do vídeo".

Vídeo traduzido por “ConexãoIsrael”. Recomento o belo texto escrito por Marcelo Treistman “Israel e a casa das diferenças” em 01/06/2013 para o site “ConexãoIsrael“, um site cujos textos sempre nos leva a reflexão.

Fonte http://www.conexaoisrael.org/clone-de-israel-e-a-casa-das-diferencas-2/2013-06-01/marcelo

O abate clandestino

O abate de carneiros faz parte do judaísmo em todo mundo ?

Será que rabinos e judeus em todos lugares do mundo matam carneiros para celebrar a festa de Pessach(Pascoa)?

Essa desculpa tem sido utilizada por alguns.

Com esse argumento, famílias inteiras e pessoas desinformadas tem sido expostas ao grave perigo ao consumir um animal abatido de forma inapropriada, sem fiscalização e sem o amparo legal para tal prática.

Mas será que pelo menos eles tem o amparo “religioso”?

Será que a religião judaica determina que todo judeu mate um carneiro para celebrar a saída do povo hebreu do Egito?

Será que eles fazem sacrifícios de carneiros durante o Pessach(pascoa)?

A Torá ordena matar carneiros na pascoa aqui no Brasil?

Vamos olhar mais de perto, comparar e tentar compreender o que está acontecendo no Brasil.


Devarim (deut) 12:13

יג השמר לך פן תעלה עלתיך בכל מקום אשר תראה 

13- Guarda-te, que não ofereças os teus holocaustos em todo o lugar que vires;


A prática Judaica

Judeus são detidos por tentar sacrificar animais no Monte do Templo

Essa foi a noticia estampada no site Ynet News.

A notícia comprova que sacrifícios de Pessach “são proibidos” em Jerusalém:

Rafael Morris sendo preso após tentar abater carneiros em Jerusalém.

Faltando poucos dias para a Páscoa, sete ativistas judeus foram detidos em Jerusalém, acusados de planejar o sacrifício de um animal no Monte do Templo.

Todos os envolvidos estavam em casa, mas seu líder, Rafael Morris, estava em outro local, tendo sido capturado posteriormente.

O porta-voz da polícia detalhou haver provas de que os jovens, ligados ao movimento “Retorno ao Monte do Templo”, queriam fazer o que seria o primeiro sacrifício pascal no local desde a destruição do Segundo Templo, no ano 70.

Fonte: Roi Yanovsky | Publicado em 09/04/2017, 13:49 – Ynet News


A prática Israelita Samaritana.

Como os Israelitas Samaritanos festejam a Páscoa no Monte Gerizim próximo a Cisjordânia

Os membros da religião samaritana realizaram o tradicional sacrifício da Páscoa no monte Gerizim, como fazem todos os anos, próximo a cidade de Nablus, na Cisjordânia.

MIDEAST-NABLUS-MOUNT GERIZIM-SAMARITAN-PASSOVER

MIDEAST-NABLUS-MOUNT GERIZIM-SAMARITAN-PASSOVER

MIDEAST-NABLUS-MOUNT GERIZIM-SAMARITAN-PASSOVER

MIDEAST-NABLUS-MOUNT GERIZIM-SAMARITAN-PASSOVER

Nas fotos acima, Israelitas Samaritanos realizam o sacrifício da pascoa, ritual celebrado no Sagrado Monte Gerizim o mesmo monte usado quando os Israelitas entraram a terra prometida, vivenciando a mesma prática registrada no texto bíblico que relata o ato quando passaram o Jordão com Yehoshua Ben Num até os dias de hoje.


O que diz a Torá ?

  • Tal prática tem o aval da Torá?
  •  O que a Torá determina ?

A Torá não autoriza o sacrifício (abate) indiscriminado.

Ou seja, a religião Israelita não sustenta a ideia de se fazer sacrifícios em qualquer lugar.

Festa de Pessach (Pascoa), eis o fundamento:

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Devarim(Deut) 16:1-2

  א שמור את חדש האביב ועשית פסח ליהוה אלהיך כי בחדש האביב הוציאך יהוה אלהיך ממצרים–לילה

ב וזבחת פסח ליהוה אלהיך צאן ובקר במקום אשר יבחר יהוה לשכן שמו שם

1- Guarda o mês de Abibe, e celebra a páscoa ao Shehmaa teu Elowweem; porque no mês de Abibe o Shehmaa teu Elowweem te tirou do Egito, de noite.

2- Então sacrificarás a páscoa ao Senhor teu Deus, das ovelhas e das vacas, no lugar que o Shehmaa escolher para ali fazer habitar o seu nome.

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Muita atenção aos dois versos seguintes:

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Devarim(Deut) 16:5-6 

ה לא תוכל לזבח את הפסח באחד שעריך אשר יהוה אלהיך נתן לך

ו כי אם אל המקום אשר יבחר יהוה אלהיך לשכן שמו–שם תזבח את הפסח בערב כבוא השמש מועד צאתך ממצרים

5- Não poderás sacrificar a páscoa em nenhuma das tuas portas que te dá o Shehmaa teu Elowweem;

6- Senão no lugar que escolher o Shehmaa teu Elowweem, para fazer habitar o seu nome, ali sacrificarás a páscoa à tarde, ao pôr do sol, ao tempo determinado da tua saída do Egito.

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Os textos acima apresentados demonstram que  não se pode sacrificar em qualquer lugar.

O abate ou sacrifício só poderia ocorrer no lugar escolhido pelo Criador para ali habitar o Seu Nome.

A Torá aponta o local escolhido para habitar o seu Nome, o Monte Gerizim, conforme a descrito ao passar o rio Jordão, o mesmo local utilizado desde a época de Mooshe até os dias de hoje.

A tradição judaica com outros costumes, aponta para Jerusalém como sendo o local escolhido.

De qualquer maneira, as duas práticas Israelitas não determinam que o Brasil seja o local escolhido para habitar o Nome divino!

Portanto o sacrifício (abate) de carneiros para comemoração do Pessach (pascoa) é uma prática que vai contra os mandamentos da Torá determina!

A Torá nos alerta contra a pratica de sacrificar(abater) carneiros para festa de Pessach em qualquer local.

Vejam:
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Devarim(Deut) 16:5-6

ה לא תוכל לזבח את הפסח באחד שעריך אשר יהוה אלהיך נתן לך

5- Não poderás sacrificar a páscoa em nenhuma das tuas portas que te dá o Shehmaa teu Elowweem;
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Ninguém no Brasil tem autoridade para matar carneiros para a festa de Pessach (pascoa).

Quem pratica isso desonra o Nome do Sagrado, e escarnece os mandamentos da Torá!

Não encontramos no mundo inteiro nem um rabino ou verdadeiro judeu matando carneiros para o Pessach!

Esta  “modinha de brasileiros” demonstra irresponsabilidade, imperícia, desconhecimento, tanto da lei divina(Torá) como também da lei brasileira.


O CRIME DO ABATE CLANDESTINO DE CARNEIROS NO BRASIL

O sacrifício de animais exige muito mais do que “sangue frio”.

É preciso cumprir exigências legais.

Isso tudo para garantir que “aquele que abate o animal”, tenha sido treinado, habilitado e esteja autorizado pelas entidades competentes junto a vigilância sanitária.

Isso tudo para garantir que o animal tenha o um abate mais “humano”, com o menor sofrimento possível.

Exige-se também que as instalações estejam de acordo com os padrões exigidos de higiene, que o animal esteja saudável e apto para o abate, e que o animal possua o carimbo de Inspeção Federal ou seja, o carimbo do S.I.F. no animal que será abatido.

Esse carimbo garante que são respeitados os cuidados e o cumprimento das regras de saneamento para abate de animal que será utilizado para consumo humano!


S.I.F. ?

O Serviço de Inspeção Federal, também conhecido pela sigla S.I.F., é um sistema de controle do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil que avalia a qualidade na produção de alimentos de origem animal comestíveis ou não comestíveis.

Os fiscais verificam se o produto atende aos requisitos mínimos de qualidade para consumo, tais como a acidez no leite e a possibilidade de animais terem sido vendidos sem abate, ou seja, que já chegaram mortos ao abatedouro.

Os produtos aprovados recebem um selo de aprovação do S.I.F.


O S.I.F. fiscaliza

São sujeitas à fiscalização prevista em lei:

  • Os animais destinados à matança, seus produtos, subprodutos e matérias primas;
  • o pescado e seus derivados;
  • o leite e seus derivados;
  • o ovo e seus derivados;
  • o mel e cera de abelha e seus derivados.

O Serviço de Inspeção Federal – S.I.F. – atesta a qualidade sanitária dos produtos de origem animal oferecidos aos brasileiros e a milhares de consumidores em todo o mundo.

Matar carneiros para consumo humano sem a devida autorização sanitária é crime.

É necessário autorização legal para o abate junto ao governo brasileiro, selo de inspeção federal para então fazer uso do animal abatido no consumo humano, quem ignora estas leis comete crime contra a saúde publica.

É necessário um ambiente adequado

O abate não pode ser feito por pessoas destreinadas, matando um animal no meio de uma área que mais se parece com um quintal, aberto, sem as condições mínimas de higiene.

Também o seu preparo não pode ser feito na metade de um tambor de óleo usado e reaproveitado!

Manuseio e preparo insalubre.

 

Não bastasse o abate insalubre, seu preparo também realizado sem a higiene necessária, transformando seu consumo literalmente em um ato de fé, pois realmente é preciso muita coragem para consumi-lo.

Temos portanto um quadro onde:

  • O animal não tem o selo S.I.F.
  • Não há garantia de procedência do animal abatido
  • Não há fiscalização de sua origem, garantindo a saúde do animal
  • Não há treinamento apropriado para realização do abate.
  • O animal não tem portanto um abate humanizado com a redução máxima de seu sofrimento.
  • O local não é adequado para realização do ato do abate.
  • O local também não possui os apetrechos necessários para seu preparo visando o consumo humano.

Afirmar ser um “ato religioso” desobriga o cumprimento da lei brasileira que combate o abate clandestino ?

Certamente que não!


A Lei Brasileira

O abate clandestino é crime!

Decreto-Lei nº 28/84 de 20-01-1984

CAPÍTULO II – Dos crimes contra a economia e contra a saúde pública
SECÇÃO II – Dos crimes em especial
SUBSECÇÃO I – Crimes contra a saúde pública
———-

Artigo 22.º – (Abate clandestino)
    1 – Quem abater animais para consumo público:
a) Sem a competente inspecção sanitária;
b) Fora de matadouros licenciados ou recintos a esse efeito destinados pelas autoridades competentes; ou
c) De espécies não habitualmente usadas para alimentação humanas;

Será punido com prisão até 3 anos e multa não inferior a 100 dias.
2 – Com a mesma pena será punido quem adquirir, para consumo público, carne dos animais abatidos nos termos do número anterior ou produtos com ela fabricados.
3 – Havendo negligência, a pena será de prisão até 1 ano e multa não inferior a 50 dias.
4 – A condenação pelos crimes previstos neste artigo implica sempre a perda dos animais abatidos ou dos respectivos produtos.
5 – A sentença será publicada.

fonte http://bdjur.almedina.net/item.php?field=node_id&value=1311415

A Lei Federal

“Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal”

Animal doméstico: são aqueles animais que através de processos tradicionais e sistematizados de manejo e melhoramento zootécnico tornaram-se domésticas, possuindo características biológicas e comportamentais em estreita dependência do homem, podendo inclusive apresentar aparência diferente da espécie silvestre que os originou.

  • Exemplos: gato, cachorro, cavalo, vaca, búfalo, carneiro, porco, galinha, pato, marreco, peru, avestruz, codorna-chinesa, perdiz-chucar, canário-belga, periquito-australiano, abelha-européia, escargot, manon, mandarim, agapornis, entre outros.

artigo 32 e 37 da Lei 9.605/1998.
“Não é crime o abate de animal, quando realizado em estado de necessidade, para saciar a fome do agente ou de sua família; para proteger lavouras, pomares e rebanhos da ação predatória ou destruidora de animais, desde que legal e expressamente autorizado pela autoridade competente; por ser nocivo o animal, desde que assim caracterizado pelo órgão competente”.

A Delegacia do Meio Ambiente, esclarece que o quando autuados em flagrante delito pela prática de crime contra as relações de consumo, nos termos do artigo 7º, inciso IX, da Lei 8137/90, obtém uma pena de detenção de dois a cinco anos ou multa”.

Sendo crime inafiançável, os infratores quando presos, são encaminhados de imediato a carceragem, para posteriormente serem apresentados em audiência de custódia.


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Conclusão

Esta prática fere tanto a Torá enquanto código religioso, portanto deixamos aqui nosso ato de repudio.

O abate de carneiros para Pessach(pascoa) não é pratica religiosa judaica!

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Em caso de dúvidas o que fazer ?

Se você é judeu consulte…

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Nem a FISESP como também nenhuma de suas entidades filiadas realizam sacrifícios de carneiros no Pessach(Pascoa).

www.fisesp.org.br/

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Confirmado:

Judeus não fazem sacrifícios no Brasil e em nenhum outro lugar no mundo.

www.conib.org.br/

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Karaitas – consultem o Decano, autorizado para ensinar karaitas na América Latina.

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Daniel ben Immanuel (haKoheleth)

Decano do Departamento Latino
decano.ujc@kjuonline.com

Karaitas não realizam abates rituais.

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Mais informações junto a UJK – A única universidade Karaita no mundo.

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UJKUniversidade Judaica Karaita

decano.ujc@kjuonline.com ou texiankaraite@gmail.com

Estudantes da UJK não fazem sacrifícios matando carneiros.

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Karaitas devem consultar gratuitamente o Beit Din (Tribunal karaita) em Israel

[box type=”shadow”]

THE UNIVERSAL KARAITE JUDAISM

p.o.box 101, RAMLA 72100, TEL :08-9249104

karaite@bezeqint.net

Judeus karaitas não fazem sacrifícios na festa do Pessach(Pascoa)

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O lugar escolhido…

O Monte Gerizim! 

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Devarim(deut.)11:29-32

כט והיה כי יביאך יהוה אלהיך אל הארץ אשר אתה בא שמה לרשתה–ונתתה את הברכה על הר גרזים ואת הקללה על הר עיבל
ל הלא המה בעבר הירדן אחרי דרך מבוא השמש בארץ הכנעני הישב בערבה–מול הגלגל אצל אלוני מרה
לא כי אתם עברים את הירדן לבא לרשת את הארץ אשר יהוה אלהיכם נתן לכם וירשתם אתה וישבתם בה
לב ושמרתם לעשות את כל החקים ואת המשפטים אשר אנכי נתן לפניכם היום

29- E será que, quando o Shehmaa teu Elowweem te introduzir na terra, a que vais para possuí-la, então pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim, e a maldição sobre o monte Ebal.

30- Porventura não estão eles além do Jordão, junto ao caminho do pôr do sol, na terra dos cananeus, que habitam na campina defronte de Gilgal, junto aos carvalhais de Moré?

31- Porque passareis o Jordão para entrardes a possuir a terra, que vos dá o Shehmaa teu Elowweem; e a possuireis, e nela habitareis.

32- Tende, pois, cuidado em cumprir todos os estatutos e os juízos, que eu hoje vos proponho

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O lugar escolhido.

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Devarim (Deut) 27

א ויצו משה וזקני ישראל את העם לאמר שמר את כל המצוה אשר אנכי מצוה אתכם היום
ב והיה ביום אשר תעברו את הירדן אל הארץ אשר יהוה אלהיך נתן לך–והקמת לך אבנים גדלות ושדת אתם בשיד
ג וכתבת עליהן את כל דברי התורה הזאת–בעברך למען אשר תבא אל הארץ אשר יהוה אלהיך נתן לך ארץ זבת חלב ודבש כאשר דבר יהוה אלהי אבתיך לך
ד והיה בעברכם את הירדן תקימו את האבנים האלה אשר אנכי מצוה אתכם היום בהר עיבל ושדת אותם בשיד
ה ובנית שם מזבח ליהוה אלהיך מזבח אבנים לא תניף עליהם ברזל
ו אבנים שלמות תבנה את מזבח יהוה אלהיך והעלית עליו עולת ליהוה אלהיך
ז וזבחת שלמים ואכלת שם ושמחת לפני יהוה אלהיך
ח וכתבת על האבנים את כל דברי התורה הזאת–באר היטב {ס}
ט וידבר משה והכהנים הלוים אל כל ישראל לאמר הסכת ושמע ישראל היום הזה נהיית לעם ליהוה אלהיך
י ושמעת בקול יהוה אלהיך ועשית את מצותו ואת חקיו אשר אנכי מצוך היום {ס}

1- E deram ordem, Mooshe e os anciãos, ao povo de Israel, dizendo: Guardai todos estes mandamentos que hoje vos ordeno;

2- Será, pois, que, no dia em que passares o Jordão à terra que te der o Shehmaa teu Elowweem, levantar-te-ás umas pedras grandes, e as caiarás.

3- E, havendo-o passado, escreverás nelas todas as palavras desta lei, para entrares na terra que te der o Shehmaa teu Elowweem, terra que mana leite e mel, como te falou o Shehmaa Elowweem de teus pais.

4- Será, pois, que, quando houveres passado o Jordão, levantareis estas pedras, que hoje vos ordeno, no monte Gerizim, e as caiarás.

5- E ali edificarás um altar ao Shehmaa teu Elowweem, um altar de pedras; não alçarás instrumento de ferro sobre elas.

6- De pedras brutas edificarás o altar do Shehmaa teu Elowweem; e sobre ele oferecerás holocaustos ao Shehmaa teu Elowweem.

7- Também sacrificarás ofertas pacíficas, e ali comerás perante o Senhor teu Deus, e te alegrarás.

8- E naquelas pedras escreverás todas as palavras desta lei, exprimindo-as nitidamente.

9 Falou mais Mooshe, juntamente com os sacerdotes levitas, a todo o Israel, dizendo: Guarda silêncio e ouve, ó Israel! Hoje vieste a ser povo do Shehmaa teu Elowweem.

10- Portanto obedecerás à voz do Shehmaa teu Elowweem, e cumprirás os seus mandamentos e os seus estatutos que hoje te ordeno.

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KARAITAS NÃO MATAM CARNEIROS!

EM NENHUM LUGAR DO MUNDO, ABSOLUTAMENTE NENHUM GRUPO JUDAICO KARAITA VERDADEIRO REALIZA ABATE DE CARNEIROS PARA A FESTA DO PESSACH(Pascoa).

Verdadeiros Judeus e Karaitas tem algo em comum… NÃO ABATEM CARNEIROS PARA O PESSACH!

O abate clandestino fere as leis brasileiras, portanto, DENUNCIE!

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FUNDAMENTOXERRO

O grande erro desses brasileiros é não terem quem realmente lhes ensine a Torá!

E por desconhecer a Torá fazem as coisas “segundo seus próprios olhos“.

Devarim(Deut) 12:5-8

ה כי אם אל המקום אשר יבחר יהוה אלהיכם מכל שבטיכם לשום את שמו שם–לשכנו תדרשו ובאת שמה
ו והבאתם שמה עלתיכם וזבחיכם ואת מעשרתיכם ואת תרומת ידכם ונדריכם ונדבתיכם ובכרת בקרכם וצאנכם
ז ואכלתם שם לפני יהוה אלהיכם ושמחתם בכל משלח ידכם אתם ובתיכם–אשר ברכך יהוה אלהיך
ח לא תעשון–ככל אשר אנחנו עשים פה היום איש כל הישר בעיניו

5- Mas o lugar que o Shehmaa vosso Elowweem escolher de todas as vossas tribos, para ali pôr o seu nome, buscareis, para sua habitação, e ali vireis.

6- E ali trareis os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta alçada da vossa mão, e os vossos votos, e as vossas ofertas voluntárias, e os primogênitos das vossas vacas e das vossas ovelhas.

7- E ali comereis perante o Shehmaa vosso Elowweem, e vos alegrareis em tudo em que puserdes a vossa mão, vós e as vossas casas, no que abençoar o Shehmaa vosso Elowweem.

8- Não fareis conforme a tudo o que hoje fazemos aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos.

O verso 8 revela exatamente a realidade dos que “desconhecem a Torá” e que querem fazer “cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos“.

Mas o verso 5 revela que não se pode fazer isso em qualquer local

5- Mas o lugar que o Shehmaa vosso Elowweem escolher de todas as vossas tribos, para ali pôr o seu nome, buscareis, para sua habitação, e ali vireis.
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Quem participa:

  • Faz o animal sofrer.
  • Põe em risco sua saúde. 
  • Desrespeita o animal.
  • Comete crime contra a saúde pública.
  • Transgride contra a Torá.

DENUNCIE

DISQUE 190.

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Portas fechadas aos anussim

A questão do destino dos descendentes de anussim/criptojudeus também chamados de marranos.

Recordo de haver conversado até mesmo com um “popular” rabino de São Paulo sobre o destino dos descendentes de anussim/criptojudeus também chamados de marranos.

Recordo que comentei a ele sobre a existência do Beit Din no Rio de Janeiro e que homens como o Rabino Pinto da ortodoxia de SP e também ao rabino Yakov Israel Blumenfeld fé o atual Rabino-Chefe do Rio de Janeiro do Judaísmo Ortodoxo poderiam efetivamente realizar algo nessa direção de solucionar esse problema.

Recordo que falei a a ele que para ele cumprir seu discurso de ajudar os brasileiros descendentes de anussim, marranos e cripto-judeus como ele insistentemente apregoava e ainda apregoa, ele teria de fazer muito mais do que ficar “pregando judaísmo” pela internet, que uma solução efetiva viria de um rabino que estivesse disposto a conversar com o Beit Din, e apresentar a eles as divergências da Takanah que hoje é usada como mera desculpa para que não ocorram conversões no Brasil.

Recordo que fui claro que a decisão de rabinos ortodoxos de não executar a conversão é oriunda em uma Takanah direcionada especificamente aos rabinos da Argentina!

Essa “Takanah” os proíbem de realizar conversões, pois no passado pouco distante, muitos rabinos arbitrariamente realizaram conversões a toque de caixa, visando validar mulheres para casamentos…

O que não difere em absolutamente nada do judaísmo Conservador/Reformista que faz exatamente a mesma coisa aqui mesmo no Brasil, para solucionar os casamentos mistos que dia a dia aumentam dentro do movimento conservador/Reformista.

Por conta de tal episódio entre os rabinos da Argentina é que foi emitido a Takanah, orientando a não realizar tais conversões na Argentina!

Sob a desculpa de serem proibidos de realizar conversões ortodoxas no Brasil, seguiram a determinação que era para a Argentina, como se fosse para toda a América Latina.

E pior, seguiram tão rigidamente essas coisas como se fosse uma lei… mas é na verdade uma “Takanah”.

Recordo que o “popular” rabino arrogantemente perguntou se eu sabia o que era a “Takanah”…

E eu então expliquei a ele o significado… afinal, uma Takanah, significa reparar ou corrigir, é uma regra não relacionada às leis da Torah e que foi criada pelos rabinos visando “supostamente” o bem estar público,

Não sei se ele ficou bravo por eu saber o significado disso, ou por eu estar falando com ele sobre como realizar atos que realmente colaborem com a situação dos descendentes de Anussim/Criptojudeus…

Shavei Israel  em hebraico: שבי ישראל‎, Israel Regressa –  é uma organização Judia sediada em Israel que quer alcançar Resultado de imagem para shaveidescendentes e supostos descendentes de Judeus à volta do Mundo e tem por meta fortalecer a ligação deles com Israel e o povo Judeu.

Fundada por Michael Freund, ainda com o nome de Amishav (Hebreu para “My People Return”), embora oficialmente as duas sejam organizações distintas nos anos de 1970, Shavei Israel localiza Judeus perdidos e comunidades Judias escondidas e assiste-as com o regressar às suas raízes.

A equipa da organização é composta de acadêmicos, educadores e figuras rabínicas.

Apesar desta aparente respeitabilidade da organização e dos seus objetivos, tem sido criticada de usar grupos não realmente Hebraicos para povoar regiões disputadas pelos Árabes, de forçar os novos convertidos a seguir uma versão do Judaísmo e da cultura judia ligada com os Asquenazis sobre a dos seus antepassados.

A Shavei Israel é ativa em nove países diferentes com uma variedade de comunidades, mais notáveis sendo os Bnei Menashe do nordeste da Índia, que eles defendem são descendentes de uma das Dez Tribos Perdidas de Israel.

Imagem relacionada

A Shavei Israel está também extensivamente envolvida com as comunidades emergentes em Espanha, Portugal, América do Sul e Central, buscando pessoas cujos antepassados Sefárdicos foram forçados a converter ao Catolicismo durante as inquisições Espanhola e Portuguesa nessas terras.

Entretanto a Shavei tem publicamente suas atividades junto ao Brasil proibidas pelo Conselho Rabinico do Estado de S.Paulo.

Abaixo uma carta emitida pelo Conselho Rabínico do Estado de S.Paulo proibindo atuação da Shavei junto a Anussim brasileiros, impossibilitando assim sua conversão.
Nenhum texto alternativo automático disponível.

Chego a pensar que ele não imaginava que eu tivesse tal conhecimento…

Afinal, eu, um simples judeu de origem Sefaradi, seguidor do (na época) do caraísmo… quem era eu para apontar algum caminho a ele, um rabino…. acho que foi por conta disso que ele simplesmente me bloqueou.

Ou seja, da minha parte sempre tive admiração pelo trabalho dele, e sempre compartilhei alguns de seus videos…

Mas eu sempre soube que o que ele propõe não tem funcionalidade efetiva.

Ou seja, não resolve a questão dos descendentes de anussim/criptojudeus também chamados de marranos!

Seria mais bonito o rabino admitir o que aconteceu, pois, ao me bloquear, ele simplesmente demonstrou que o discurso do “DIALOGO INTER-RELIGIOSO” é apenas discurso, não tem qualquer prática quando mais se precisa dele.

Eu simplesmente falo de medidas efetivas… pois na verdade a questão é muito mais “jurídica” (ou legal) do que se imagina.

Talvez ele fugiu da conversa comigo por estar ciente do fato de que para Judeus Ortodoxos outras correntes judaicas não são parte do verdadeiro judaísmo.

O que eu sei, é que o famoso discurso do “chove não molha” ainda se perpetua, sem que absolutamente ninguém tenha procurado o Beit Din para validar outros caminhos e para assumir que a Takana… ou seja… ele não chegará a lugar algum com isso tudo… apenas terá seguidores dele que continuarão sendo “não judeus”.

Quero aproveitar para lembrar que a Takanah é diferente de uma Guezerah nos ordena nem mesmo manipular um instrumento para realizar um trabalho proibido.

Podemos citar como exemplo segurar uma caneta, dinheiro, ferramentas, etc., afinal… alguém segurando algum destes instrumentos, poderia esquecer que está no Shabat e fazer algum trabalho proibido.

Portanto uma Takanah , que significa reparar ou corrigir, é uma regra não relacionada às leis da Torah e que foi criada pelos rabinos para o bem estar público, vamos a um pequeno exemplo:

A tradição rabínica ensina que a prática da leitura pública da Torah aos sábados pela manhã, segundas e quintas-feiras, foi instituída por Moisés.

Mas o Talmud (Bava Kamma 82a) ensina que na época do Segundo Templo, Ezra acrescentou esta leitura aos sábados à tarde, além de instituir que 3 pessoas fossem chamadas à Torah para serem lidos um total de, pelo menos, 10 versículos.

Isto, então, é uma Takanah instituída por Ezra.

E inclusive algumas Takanah variam de comunidade para comunidade.

Vejam…. no ano 1.000 da era comum, o rabino askenazi Gerson Meor Ha-Gola instituiu uma Takanah proibindo a poligamia, prática esta claramente permitida pela Torah e pelo Talmud.

Esta Takanah foi aceita pelos judeus askenazi, que viviam em países cristãos onde a poligamia não era permitida, mas não foi aceita pelos judeus sefaradi, que viviam em países muçulmanos, onde a poligamia era permitida.

Ora… amigos… se uma Takanah pode então ser recusada!

Logo… cabe a um rabino a humildade de ir a frente ao Beit Din e fazer uso dessa e de outros argumentos para simplesmente colocar a Takanah em seu devido lugar…

Ou seja…

Não queremos mudar a Takanah, em absoluto!

Não se trata do caso de anular um “Takanah”!

Mas de que ela seja realmente cumprida em sua verdadeira e real abrangência… ou seja:

Que a proibição de conversões e retorno ao judaísmo seja executada junto aos argentinos, afinal, ela foi escrita especificamente para eles!

Que se cumpra então a “Takanah” aos argentinos!

Isso não foi dado aos Brasileiros ou ao restante da América Latina!

Portanto não há qualquer argumento com fundamento para que o Beit Din no Brasil não realize conversões ou retornos oficialmente ao judaísmo!

Foi isso que falei a ele amigos.

Um pouco de humildade o fará estabelecer novamente contato comigo.

Lembrando que todo esse episódio descrito por mim, é hoje relembrado em minha memória pelo simples fato de que não existe nenhuma medida real e efetiva tomada em direção a essa grande massa de brasileiros cujo coração é na verdade “Israelita”.

Quero aproveitar para dizer que já declarei minha prática religiosa Israelita Samaritana e portanto, não tenho pessoalmente interesse ou benefício algum com o destino dos descendentes de anussim/criptojudeus também chamados de marranos.

Mesmo assim me sensibilizo com os milhares de descendentes de anussim/criptojudeus ou seja, descendentes de israelitas que estão esquecidos e ignorados pelo judaísmo hoje no Brasil.

São nossos irmãos, querem seguir a Torá e voltar para fé de seus ancestrais…

Sempre terão meu apoio, quer estes rabinos queiram, quer não queiram.

Um curral de 7 leis

Por que “um curral de 7 leis” ?

Essa postagem intitulada “Um curral de 7 leis” assim nomeada pois nos inspiramos nas declarações e palavras do falecido rabino chefe sefaradi de Israel Ovadia Yosef que em um discurso de Pessach “comparou gentios a Resultado de imagem para rabino chefe Israel jumentojumentos” gerando mal estar na comunidade judaica.

Abaixo, podemos ler partes do polêmico sermão, que foi publicado no The Jerusalém Post (18-10-10), quando ele afirmou:

  • “os gentios nasceram apenas para nos servir.”
  • “Porque os gentios são necessários? Eles vão trabalhar, arar e colher. [Nós] vamos sentar como um effendi [Senhor] e comer.”
  • “Imagine se o burro de uma pessoa morresse, eles perderiam o seu dinheiro.”

Para assistir o vídeo das declarações do falecido rabino chefe sefaradi de Israel clique aqui.

As sete leis de Noah

O calendário judaico conta o tempo segundo sua tradição, desde a criação de Adam até os dias presentes, chegando portanto a mais de 5777.

Nesses quase 6 mil anos entretanto, não temos uma sequer testemunha histórica da prática das 7 leis de Noah na forma de uma religião!

Isso é muito significativo quando vemos não existir em toda a história bíblica descrita no Tanach um único povo, grupo , família ou indivíduo que tenha publicamente assumido ser um “seguidor das 7 leis de Noah”.

Resultado de imagem para talmudMas ainda assim, a tradição judaica descrita no talmud aponta que estas 7 leis de Noah foram criadas com o objetivo de ser utilizada pelos gentios, ou seja, os “não judeus”.

Enquanto detêm aos judeus 613 mandamentos a serem obedecidos, tais textos afirmam que as 7 leis não são apenas exclusivas aos não-judeus, mas também obrigatórias!

As outras leis da Torá são acessíveis e podem ser seguidas por qualquer um que agrada muito ao Eterno, mas não são obrigatórias aos gentios, só aos judeus pois faz parte da aliança que o Eterno fez com seu povo.

O IMAGINÁRIO PACTO MUNDIAL

A doutrina das 7 leis de Noah trás consigo um discurso de caráter universal.

Afirmando que todos os seres humanos são descendentes de Noach ela tenta com isso determinar que todo ser humano é participantes do pacto de Noah e que portanto é também dever de todo ser humano seguir em ensinar as leis desse “suposto pacto”.

Alegando ser um “contrato” que garante benefícios a todos os seres humanos, os seguidores das 7 leis de Noah afirmam que o “o seu cumprimento garante nada menos que um mundo perfeito”, mensagem essa puramente utópica!

As shivah mitzvot bnei Noach ou seja, as sete leis dos filhos de Noach, são apresentadas insistentemente como um caminho para uma vida plena e realizada, sem prometer “salvação”, nada mais é do que um conceito puramente filosófico em todo o seu teor.

Apresentando as 7 leis de Noach

  1. Avodah zarah – Não cometer idolatria.
  2. Shefichat damim – Não assassinar.
  3. Gezel – Não roubar.
  4. Gilui arayot – Não cometer imoralidades sexuais.
  5. Birkat Hashem – Não blasfemar.
  6. Ever min ha-chai – Não maltratar aos animais.
  7. Dinim – Estabelecer sistemas e leis de honestidade e justiça.

Entretanto não há um único testemunho histórico que possa ser usado como prova, ou seja, não existe nenhum registro histórico de um único povo, ou um grupo, ou mesmo de um único individuo que possa ser usado como prova textual histórica!

Em toda a história de Israel, disposta na literatura judaica denominada Tanach (vulgo velho testamento) não há ninguém que possa ser citado e provado como seguidor de tais leis.

O único texto encontrado como evidência histórica é um texto cristão!

Sim… o cristianismo primitivo foi palco da proto-noahismo.

Isso está registrado na bíblia cristã, a única referência textual histórica de um grupo que gerou e influênciou em seu periodo o que viria ser no futuro as 7 leis de Noah

Atos 15:28-29

28- Na verdade pareceu bem ao espírito santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:
29- Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá.

Veja dentro de Atos 14:29 os 7 mandamentos de Noah

  1. Atos 15:29- Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos…  (afaste-se da idolatria).]
    Avodah zarah – Não cometer idolatria.
  2. Conceito moral.
    Shefichat damim – Não assassinar.
  3. Conceito moral.
    Gezel – Não roubar. 
  4. Atos 15:29-29- Que vos abstenhais….da fornicação,
    Gilui arayot – Não cometer imoralidades sexuais.
  5. Atos 15:29- não faz referência.
    Birkat Hashem – Não blasfemar.
  6. Atos 15:29- Que vos abstenhais… carne sufocada.
    Ever min ha-chai – Não maltratar aos animais.
  7. Atos 15:29- não faz referência.
    Dinim – Estabelecer sistemas e leis de honestidade e justiça.

O cristianismo é uma vertente judaica, uma linha religiosa derivada dele.

Tratado como um filho indesejado, como uma religião pagã, quando na verdade tanto recebeu influencia do judaismo como também influenciou a ele.

Não se pode esquecer que tanto Jesus como seus discípulos eram judeus.

Tanto é verdade, que possuíam o mesmo padrão de tratamento e exigências minimas para com os novos fiéis que adentravam para a religião.

Estes novos fiéis desconheciam os padrões de conduta de Israel.

Era preciso ensinar a eles o básico!

Vamos agora avaliar o texto do Novo testamento de forma minuciosa…

O Proto-Noahismo

Atos 15:28-29

28- Na verdade pareceu bem ao espírito santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:

29- Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá..

Mandamentos básicos,

  1. abandonar a idolatria (Ex 20:1-3);
  2. abster-se de toda e qualquer promiscuidade sexual (Lv 18:6-23 e Dt 22:20-29);
  3. não comer carne sufocada (Lv 17:13);
  4. não comer sangue (Lv 3:17 e 17:12-14).

A semelhança com as 7 leis de Noah é muito grande e não termina aqui…

Os mandamentos que faltam na comparação, como matar, furtar ou mentir, seriam permitidos ?

Certamente que não!

Afinal, “matar, furtar ou mentir” são atos moralmente condenáveis em qualquer lugar do mundo!

Vejamos outro texto igualmente revelador.

Atos 15:17-20Imagem relacionada

17- Para que o restante dos homens busque ao Senhor,e todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado,diz o Senhor, que faz todas estas coisas,

18- Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras.

19- Por isso julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus.

20- Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da fornicação, do que é sufocado e do sangue.

Os demais mandamentos

Atos 15:20 incorpora os demais mandamentos do proto-Noahismo.

Esse era o caminho que seguiriam…Um processo gradual de aprendizagem e prática!

A prescrição: – “se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue.”

Outra frase muito significativa deve ser observada…

“Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue, e cada sábado é lido nas sinagogas“.

O que significa “Pregar Moisés” ?

Significa “Ensinar a Torá“!

Os gentios convertidos estariam ouvindo a mensagem da Torá de Moisés nas sinagogas em cada sábado!

A aprendizagem para eles dos 613 mandamentos seria gradual!

Nada é automático, mas gradual.

Isso tudo é a história, registrando o passado e o desenvolvimento do proto-noahismo.

Para que serve o moderno noahismo

No mundo moderno, por muitas vezes vemos a incoerente resistência das conversões, que utiliza como ferramenta para não conceder as conversões as  7 Leis Universais.Resultado de imagem para 7 leis universais judaismo arco iris

Ela deveria ser uma “fase temporária de introdução a Torá” mas é agora utilizada como “local permanente”!

Assim é formada mais uma seita religiosa, oriunda na verdade do cristianismo, mas usada convenientemente também no judaísmo.

Ao se manter os não-judeus na senda filosófica das 7 leis, fecham-se as portas dos processos de conversão, que se torna dessa forma mais rara, seletiva e por que não dizer, até mesmo elitista.

Pano de fundo histórico

O talmud é uma literatura muito posterior ao Novo Testamento, foi concluído somente no ano 200 dC.

É por isso que a pratica “proto-noahismo” pode ser vista primeiro entre os “primeiros cristãos“.

Devidamente registrado histórico textualmente no NT,  só foi registrada no talmud literatura tardia que cuja compilação ocorre tardiamente em 200 dC.

O Novo Testamento entretanto é mais novo que o talmud, pois foi escrito entre os anos 80 e 95 dC, muito antes do talmud.

O que realmente diz o talmud?

Resultado de imagem para sanhedrin 56a
Pagina do talmud – tratado sanhedrin 56a

No talmud as 7 Leis Noéticas estão registradas no tratado de sanhedrin 56a, e nele constam:

1. Estabelecer Juízes/Justiça (Gn 3:8-19; 6:5);

2. Abençoar o Nome Divino (alguns traduzem por “não amaldiçoar o nome de D’us”) (Gn 4:26 e 9:26);

3. Abster-se da idolatria (literalmente: “semente idólatra”) (Gn 3:15);

4. Abster-se da imoralidade sexual (Gn 6:1-4; 9:7);

5. Não derramar sangue (abster-se de assassinato) (Gn 4:1-24; 9:5-6);

6. Não furtar (Gn 2:17; 3:6);

7. Abster-se do sangue do animal (Gn 9:1-4).

Veja abaixo a tabela comparativa do texto mais antigo de Atos 15:19-20 e do texto posterior talmúdico.

A influência e evolução dos mandamentos no talmud é claramente visível em seus conceitos filosóficos.

Comparação entre o talmud e o Novo Testamento.

Leis Noéticas talmud 
(SANHEDRIN 56a)
Regras do livro cristão de Atos 15:19-20
1- Estabelecer Juízes/Justiça Apesar de esta regra não constar expressamente em Atos, é óbvio que era de se esperar que os gentios convertidos se tornassem pessoas justas.
2- Abençoar ou não amaldiçoar o nome de divino Já que os gentios se converteram a Deus(At 15:19), não iriam amaldiçoar o seu Nome.
3- Contra a idolatria “… que se abstenhamdos ídolos” (At 15:20).
4- Contra a imoralidade sexual “… que se abstenhamda prostituição” (At 15:20).
5- Não assassinar Não consta de Atos, pois assassinato é moralmente inaceitável.
6- Não furtar Não consta de Atos, pois o furto ou roubo é moralmente condenável.
7- Abster-se do sangue do animal “… que se abstenhamdo que é sufocado e do sangue” (At 15:19-20)

O livro de Atos 15, apresenta claramente o padrão mínimo de mandamentos a serem observados por qualquer um que entrasse para a religião.

Estes mandamentos iniciais não excluem as demais que seriam aprendidas com o passar do tempo.

O texto de Atos 15:21 relata inclusive que a Torá de Moisés era lida durante cada shabat (sábado) nas sinagogas, portanto o aprendizado seria gradual…

A grande heresia

A grande heresia religiosa é afirmar aos gentios (goym) que os 613 mandamentos não são para eles, e que devem apenas  se refugiar e cumprir apenas as 7 leis noéticas.

Nada é mais mentiroso do que apresentar as 7 leis noéticas como um fim em si mesmo!

Conforme já apresentado, os primeiros cristãos utilizavam estas regras expressas em Atos 15 como fase inicial no aprendizado, e a partir delas os gentios(goym) continuariam seu aprendizado gradual da Torá.

Grave mentira é afirmar que: “o judeu deve cumprir toda a Torá, o gentio apenas as sete leis noéticas”!

Esse é o curral religioso e anti-ético, que mantem o “status-quo” judaico mantendo os gentios longe da Torá, mensagem do Criador para a humanidade.

No plano do Eterno nada há que impossibilite de qualquer pessoa de se unir a seu povo, ou até mesmo de praticar a Torá sem mudar sua nacionalidade, pois qualquer pessoa pode reivindicar sua origem junto a nosso pai Abraahm cuja promessa dada ele foi:

Bereshit (Gen) 12:2-3

ב ואעשך לגוי גדול ואברכך ואגדלה שמך והיה ברכה
ג ואברכה מברכיך ומקללך אאר ונברכו בך כל משפחת האדמה

2- E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.
3- E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.

  • O verso 2 fala de “uma grande nação” – Israel!
  • O verso 3 fala de “serão benditas todas as famílias da terra” – O mundo todo!

A verdadeira prática

Como eram vistos os gentios(Goym) no período babilônico que optassem por servi-Lo e abraçar a Sua Aliança?

Leia Isaías 56:2 e 4

ב אשרי אנוש יעשה זאת ובן אדם יחזיק בה–שמר שבת מחללו ושמר ידו מעשות כל רע {ס}

2- Bem-aventurado o homem que fizer isto, e o filho do homem que lançar mão disto; que se guarda de profanar o sábado, e guarda a sua mão de fazer algum mal.

ד כי כה אמר יהוה לסריסים אשר ישמרו את שבתותי ובחרו באשר חפצתי ומחזיקים בבריתי

4- Porque assim diz o Senhor a respeito dos eunucos, que guardam os meus sábados, e escolhem aquilo em que eu me agrado, e abraçam a minha aliança:

O registro poético expresso na literatura judaica demonstra aceitação plena dos gentios(goym) a quem nessa perpectiva tem alto reconhecimento, como um nome e um lugar dentro de Seus muros e um lugar em Sua casa.

“Não fale o estrangeiro que se houver chegado ao SENHOR, dizendo: O SENHOR, com efeito, me separará do seu povo…”

Nunca foi plano do Criador ter os estrangeiros “separados” de seu povo.

Vejamos o registro literário de Isaías 56:1-8

א כה אמר יהוה שמרו משפט ועשו צדקה כי קרובה ישועתי לבוא וצדקתי להגלות
ב אשרי אנוש יעשה זאת ובן אדם יחזיק בה–שמר שבת מחללו ושמר ידו מעשות כל רע {ס}
ג ואל יאמר בן הנכר הנלוה אל יהוה לאמר הבדל יבדילני יהוה מעל עמו ואל יאמר הסריס הן אני עץ יבש {פ}
ד כי כה אמר יהוה לסריסים אשר ישמרו את שבתותי ובחרו באשר חפצתי ומחזיקים בבריתי
ה ונתתי להם בביתי ובחומתי יד ושם–טוב מבנים ומבנות שם עולם אתן לו אשר לא יכרת {ס}
ו ובני הנכר הנלוים על יהוה לשרתו ולאהבה את שם יהוה להיות לו לעבדים–כל שמר שבת מחללו ומחזיקים בבריתי
ז והביאותים אל הר קדשי ושמחתים בבית תפלתי–עולתיהם וזבחיהם לרצון על מזבחי כי ביתי בית תפלה יקרא לכל העמים
ח נאם אדני יהוה מקבץ נדחי ישראל עוד אקבץ עליו לנקבציו

1 Assim diz o SENHOR: Guardai o juízo, e fazei justiça, porque a minha salvação está prestes a vir, e a minha justiça, para se manifestar.

2 Bem-aventurado o homem que fizer isto, e o filho do homem que lançar mão disto; que se guarda de profanar o sábado, e guarda a sua mão de fazer algum mal.

3 E não fale o filho do estrangeiro, que se houver unido ao Senhor, dizendo: Certamente o Senhor me separará do seu povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que sou uma árvore seca.

4 Porque assim diz o Senhor a respeito dos eunucos, que guardam os meus sábados, e escolhem aquilo em que eu me agrado, e abraçam a minha aliança:

5 Também lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará.

6 E aos filhos dos estrangeiros, que se unirem ao Senhor, para o servirem, e para amarem o nome do Senhor, e para serem seus servos, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem a minha aliança,

7 Também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.

8 Assim diz o Senhor DEUS, que congrega os dispersos de Israel: Ainda ajuntarei outros aos que já se lhe ajuntaram.

Amnésia religiosa?

Esqueceram a existência desse texto ou a interpretação talmúdica ignorou o texto de Isaías, colocando de lado essa verdadeira declaração de igualdade humana!

Como podem se esquecer destas palavras e simplesmente empurrar o gentil(goym) para cumprir apenas as 7 leis do noahismo ?

Decapitação aos desobedientes das 7 leis

Novamente vamos ao talmud, tratado de Sanhedrin 57A.

Dos 7 mandamentos de Noah, o 7º mandamento é claro:

Dinim (דִּינִים) – Estabelecer sistemas e leis de honestidade e justiça.
Este mandamento determina que estabeleçam tribunais de leis que velem pela justiça e mantenham tanto a retidão como a moralidade humanas em conformidade com as Sete Leis Universais.

Detalhes:
Sobre o rei Mashiach está dito que ele provocará que toda a humanidade aceite os 7 mandamentos de Noé, tal qual enuncia Maimônides:
– “Corrigirá o mundo para que sirvam a D’us unidos”, como diz o versículo, “Então farei com que as nações invoquem todas o nome de D’us, e O sirvam em união”.

Importante:
Não existe um Rei Mashiach hoje em Israel!
Portanto não há nenhum Beit Din Noahita válido!

Hoje quem segue os 7 mandamentos, sem que exista um de tribunal com um Rei Mashiach, se torna réu de pena capital por decapitação, por descumprir o 7º mandamento.

 

Segundo o talmud “quem não cumprir 1 dos 7 mandamentos deve ser executado!

A forma de execução a quem violar qualquer uma destas Sete Leis de Noé, é através da decapitação segundo o tratado de Sanhedrin 57a. fonte: http://www.come-and-hear.com/sanhedrin/sanhedrin_57.html

Conclusão:

A seita das 7 leis são de fato um desenvolvimento das práticas realizadas pelos primeiros cristãos em Atos 15, que se desenvolveram nos 7 conceitos filosóficos.

Aquilo que seria um momento transitório e temporário é na versão moderna transformado em uma “sala permanente”!

É preciso mudar esse conceito pois o mundo não será transformado através do preconceito!

Abrir a mente para um relacionamento mais humano, para novos conceitos, comum tratamento de igualdade a todo ser humano, quer seja ele “judeu” ou “não-judeu” é o mais adequado a todos!

Abraçar a Torá como prática em sua vida é um direito a qualquer ser humano!

Para o Eterno não há diferenças

Levítico 24:22

כב משפט אחד יהיה לכם כגר כאזרח יהיה כי אני יהוה אלהיכם

22- Uma mesma lei tereis; assim será para o estrangeiro como para o natural; pois eu sou o Shehmaa vosso Elowweem.

Enquanto muitos tentam manter diferenças entre os seres humanos, vemos a palavra divina ainda ecoar do Sinai as palavras de igualdade e justiça humana.

Devarim(deut) 27:19

יט ארור מטה משפט גר יתום–ואלמנה ואמר כל העם אמן

19- Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva. E todo o povo dirá: Amém.