Os 13 nomes do Monte Gerizim na Torah

O Monte Gerizim em árabe “Jabal al Tur“.

Em aramaico “Tur Barakha“,  cujo significado é “A Montanha Abençoada“.

O Monte Gerizim é um dos picos mais altos na Cisjordânia, está localizado em Efraim e sobe para 886 acima do nível do mar.

Junto com o Monte Ebal forma o vale de Nablus (Siquém).

O Monte Gerizim, em hebraico ‘הרגריזים’ ou seja, “HarGerizim” esta palavra escrita em Hebraico Antigo (Samaritano), indica claramente o local onde o Creiador (Shehmaa) escolheu para habitar o Seu Sagrado Nome, Sua Presença Divina!

O Monte Gerizim o local mais sagrado para Israelitas Samaritanos.

Na versão mais antiga da Torá no mundo, podemos ler na lista dos dez mandamentos, a ordem dada ao povo de Israel de construir um altar no Monte, assim que eles entrassem na terra santa:

“E quando acontecer que Shehmaa Elowweem trouxer vocês para a terra de Canaã, onde vocês estão vindo para tomar posse, vocês deverão tomar para vocês grandes pedras e deverão caiar com cal. e vocês escreverão sobre as pedras todas as palavras desta lei. E quando vocês passarem além do Jordão, vocês deverão levantar estas pedras, que Eu hoje te ordeno, no Monte Gerizim. E vocês construirão ali o altar ao Shehmaa, o Elowweem. Um altar de pedras. Não moverá sobre eles o ferro. Com pedras inteiras vocês deverão construir o altar para Shehmaa Elowweem. E vocês deveem trazer sobre ela ofertas para Shehmaa Elowweem e sacrificar ofertas pacíficas, e vocês comerão lá e vocês se alegrarão diante da face do Shehmaa Elowweem. Na montanha que está além do Jordão para trás no caminho do nascer do sol, na terra de Canaã que mora no deserto antes da Gilgal, ao lado de Alvin-Mara, antes Sequém “
Êxodo 20:18 – de acordo com o Pentateuco Samaritano.

Israelitas Samaritanos observam as três peregrinações do ano, de acordo com o mandamento da Torah: Pessach Shavuot e Sucot.

A peregrinação, é feita nos locais sagrados, no cume do monte:

  • No local das Doze pedras de Yehoshua Ben Num
  • No Altar de Ytzak
  • No Altar de Adam
  • No Altar de Set

Este é o ponto mais importante para a comunidade samaritana – Givat Olam.

Monte Gerizim “versus” Jerusalém

A fé samaritana no monte Gerizim é o princípio fundamental, que gerou o cisma entre samaritanos e judeus.

O debate entre estas duas comunidades, em torno da questão do monte Gerizim e o local escolhido, refletida na diferença preliminar, feita por judeus no Santo Pentateuco.

A versão judaica da Torá, não tem o décimo mandamento acima, que ordena construir um altar no monte Gerizim.

Por esse motivo, os judeus mudaram a contagem dos dez mandamentos, acrescentando como introdução aos mandamentos as palavras “Eu sou o Senhor teu Deus” (Êxodo 20: 1) como o primeiro mandamento.

Em outro lugar (Deuteronômio 27: 6), na versão judaica, está escrito que o altar deve ser construído ao Senhor, “no Monte Ebal“, enquanto que na versão do Pentateuco Samaritano, está escrito “no Monte Gerizim“.

Este do texto, também aparece em alguma outra tradução não-samaritano da Torá como por exemplo a versão Vetus Latina, a tradução latina da Bíblia.

Em julho de 2008, James Charlesworth, um dos estudiosos dos Pergaminhos do Mar Morto, publicou um fragmento da caverna 4 de Qumeran, de Dt 27: 4-6, que apresenta o texto igual a versão da Torá (Pentateuco Samaritano) que em seu verso, apresenta o texto:

No monte Gerizim” –  בהרגריזים onde vemos a mesma palavra, tal qual está escrito nos textos da Torá samaritana, o que apenas confirma o texto nesta versão da Torah.

As duas montanhas são mencionadas, no mesmo versículo, no contexto da cerimônia que o povo de Israel realizou, quando eles entraram na Terra Santa.

Enquanto o Monte Ebal é mencionado como o local a partir do qual a maldição será proclamada, Monte Gerizim é mencionado como o monte da bênção:

Devarim(Deut) 27:11-14

יא ויצו משה את העם ביום ההוא לאמר

יב אלה יעמדו לברך את העם על הר גרזים בעברכם את הירדן שמעון ולוי ויהודה ויששכר ויוסף ובנימן

יג ואלה יעמדו על הקללה בהר עיבל ראובן גד ואשר וזבולן דן ונפתלי

יד וענו הלוים ואמרו אל כל איש ישראל–קול רם {ס}

11- E Mooshe deu ordem naquele dia ao povo, dizendo:

12- Quando houverdes passado o Jordão, estes estarão sobre o monte Gerizim, para abençoarem o povo: Simeão, e Levi, e Judá, e Issacar, e José, e Benjamim;

13- E estes estarão sobre o monte Ebal para amaldiçoar: Rúben, Gade, e Aser, e Zebulom, Dã e Naftali.

14- E os levitas testificarão a todo o povo de Israel em alta voz, e dirão:

Outra diferença, é uma diferença em relação à hora de escolher o lugar escolhido por Shehmaa.

Enquanto a tradição samaritana detém, que o Criador escolheu para si este  lugar santo, durante a criação, a tradição judaica, explica, que esta escolha só ocorreu 440 anos após a entrada para a terra santa.

E por esse motivo, eles mudaram, no Pentateuco, o tempo do verbo “escolher”  no passado, como está registrado na versão Samaritana, – e substituíram de (“local escolhido“) colocando a mesma palavra no tempo futuro “local que vai escolher“, portanto o termo correto para este caso, sempre refere-se na verdade ao lugar escolhido.

Esta mudança foi claramente feita, a fim de justificar a santidade de Jerusalém, cidade que surge apenas em um período mais tardio do Pentateuco, tratando-a como o local escolhido, ao invés do Monte Gerizim.

Nossos antepassados e Monte Gerizim.

Os profetas, de acordo com a Tradição Samaritana, desde Adam até Mooshe o maior Profeta, sabiam, sem dúvida, onde eles deveriam ir oferecer culto a Shehmaa.

O que se abateu sobre o nosso pai Abraão, depois que Shehmaa ordenou-lhe que saísse de sua terra de origem, e disse-lhe “Vai para a terra que eu revelar a ti, de ti farei um grande povo e te abençoarei” Abraahm partiu, na sequência do comando de Shehmaa, e veio para a terra de Canaã, e viajaram no mesmo dia , até que ele entrou em Siquém (Nablus), que é o “o prado de Moré“, que é conhecido biblicamente e tradicionalmente a ser idêntico ao Nablus. (Gen 12).

Ali, é o lugar onde ele armou a sua tenda.

Ali, foi onde ele permaneceu por um tempo e estabeleceu-se, e ali Shehmaa apareceu para ele e conversou com ele, e abençoou-o, e prometeu dar-lhe, a sua semente, a terra .

Nosso pai Jacob chegou em segurança de sua viagem, que foi realizada pela providência de Shehmaa, como é indicado em Bereshit(Gên) 31:13, onde Shehmaa diz:

Bereshit(Gên) 31:13

יג אנכי האל בית אל אשר משחת שם מצבה אשר נדרת לי שם נדר עתה קום צא מן הארץ הזאת ושוב אל ארץ מולדתך

13- Eu sou o Shehmaa de Betel, onde tens ungido uma coluna, onde me fizeste um voto; levanta-te agora, sai-te desta terra e torna-te à terra da tua parentela.

Enquanto na montanha, quando ele estava em seu caminho, ele prometeu o seguinte:

Se Elowweem for comigo e me guardar neste caminho que eu vou, e me der pão como alimento e roupas para vestir e se eu voltar em paz para a casa de meu pai, Elowweem será o meu Shehmaa, e esta pedra, que erigi será a casa de Shehmaa

Bereshit(Gên) 28:20-22

כ וידר יעקב נדר לאמר אם יהיה אלהים עמדי ושמרני בדרך הזה אשר אנכי הולך ונתן לי לחם לאכל ובגד ללבש

כא ושבתי בשלום אל בית אבי והיה יהוה לי לאלהים

כב והאבן הזאת אשר שמתי מצבה–יהיה בית אלהים וכל אשר תתן לי עשר אעשרנו לך

20- E Yacob fez um voto, dizendo: Se Elowweem for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir;

21- E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Elowweem me será por Elowweem ;

22- E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Elowweem; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.

Quando o Shehmaa o favoreceu, e deu-lhe bênçãos e trouxe-o de volta em paz, e cumpriu a sua promessa , e conferiu-lhe os seus favores, ele impôs um dever sobre o cumprimento das suas promessas.

Ele lembrou de sua coluna e promessa, e disse-lhe para ir ao lugar onde ele fez o seu voto, então Jacob carregado com abundantes favores, obedientemente deixou seu tio, e veio em direção de Siquém (Nablus), pois era o lugar a que se destinava:

יח ויבא יעקב שלם עיר שכם אשר בארץ כנען בבאו מפדן ארם ויחן את פני העיר

יט ויקן את חלקת השדה אשר נטה שם אהלו מיד בני חמור אבי שכם–במאה קשיטה

כ ויצב שם מזבח ויקרא לו–אל אלהי ישראל {ס}

18- E chegou Jacó em paz à cidade de Siquém, que está na terra de Canaã, quando veio de Padã-Arã; e armou a sua tenda diante da cidade.

19- E ele comprou uma parte do campo em que estendera a sua tenda, da mão dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de dinheiro.

20- E levantou ali um altar, e o chamou: El-elohe-Israel.

Agora, o único retorno de Jacob para a cidade de Nablus, é o cumprimento da sua oração que ele fez no discurso de seu voto, dizendo:

“E se eu voltar com segurança para a casa de meu pai”.

Em verdade, era o cumprimento do que ele desejava.

Voltar “a casa de seu pai,”.

Isso significa ir ao altar do seu avô Abraahm construído na planície em Nablus, que é o mesmo local anteriormente mencionado como “Elon Moré“.

Portanto, Jacob armou a sua tenda naquele lugar.

A cidade é Nablus.

Ele também comprou aquela planície, na qual fez referência, sobre as pessoas daquela época, e que se chama “Halkat nos Shadi“.

O livro de Josué 24:32-33 relata:

Josué 24:32-33

לב ואת עצמות יוסף אשר העלו בני ישראל ממצרים קברו בשכם בחלקת השדה אשר קנה יעקב מאת בני חמור אבי שכם במאה קשיטה ויהיו לבני יוסף לנחלה

לג ואלעזר בן אהרן מת ויקברו אתו בגבעת פינחס בנו אשר נתן לו בהר אפרים {ש}

32- Também os ossos de Yossef, que os filhos de Israel trouxeram do Egito, foram enterrados em Siquém, naquela parte do campo que Jacó comprara aos filhos de Hemor, pai de Siquém, por cem peças de prata, e que se tornara herança dos filhos de Yossef.

33- Faleceu também Eleazar, filho de Arão, e o sepultaram no outeiro de Finéias, seu filho, que lhe fora dado na montanha de Efraim.

A tradição Samaritana explica, que a causa do nosso patriarca Yacob comprar esta parcela da terra era sua elevada posição, por causa de nosso pai Abraahm ter erguido sobre ela um altar com base em sua proximidade ao Monte Gerizim.

O sepulcro de Yossef está em Siquém .

Nosso Mooshe “sobre o qual haja a paz”, menciona na canção que foi cantada por ele mesmo e seu povo, os filhos de Israel, em conexão com o incidente do mar, e que se encontra em Êxodo 15:17, ou seja, como se segue:

Shemot(Êx) 15:17

יז תבאמו ותטעמו בהר נחלתך– {ס} מכון  {ר} לשבתך פעלת יהוה  {ס}  מקדש אדני כוננו  {ר} ידיך  {ס}

 יח יהוה ימלך לעלם ועד {ס}

17- Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó Shehmaa, preparou para a tua habitação, no santuário, ó Shehmaa, que as tuas mãos estabeleceram.

18- O Shehmaa reinará para todo o sempre.

Devarim(deut) 12:5,13,14 diz

Devarim(deut) 12:5

ה כי אם אל המקום אשר יבחר יהוה אלהיכם מכל שבטיכם לשום את שמו שם–לשכנו תדרשו ובאת שמה

5  Mas o lugar que o Shehmaa vosso Elowweem escolher de todas as vossas tribos, para ali pôr o seu nome, buscareis, para sua habitação, e ali vireis.

יב ושמחתם לפני יהוה אלהיכם–אתם ובניכם ובנתיכם ועבדיכם ואמהתיכם והלוי אשר בשעריכם כי אין לו חלק ונחלה אתכם
יג השמר לך פן תעלה עלתיך בכל מקום אשר תראה

13- Guarda-te, que não ofereças os teus holocaustos em todo o lugar que vires;

14 Mas no lugar que o Shehmaa escolher numa das tuas tribos ali oferecerás os teus holocaustos, e ali farás tudo o que te ordeno.

É importante ver que esta profecia de Mooshe confirma a santidade contínua desse lugar.

No livro de Josué, no capítulo 24, versículo 25-26, diz:

Josué 24:25-26

כה ויכרת יהושע ברית לעם ביום ההוא וישם לו חק ומשפט בשכם

כו ויכתב יהושע את הדברים האלה בספר תורת אלהים ויקח אבן גדולה ויקימה שם תחת האלה אשר במקדש יהוה {פ}

25- Então Yehoshua fez um pacto com o povo naquele dia, e pôs por estatuto e direito em Siquém.

26- E Yehoshua escreveu estas palavras no livro da lei de Shehmaa; e ele tomou uma grande pedra, e a pôs ali debaixo do carvalho que estava junto ao santuário do Shehmaa

O Monte Gerizim – Seus 13 Nomes na Torah

1. Montanha do Leste – Bereshit(Gen) 10:30

ל ויהי מושבם ממשא באכה ספרה הר הקדם

30- E foi a sua habitação desde Messa, indo para Sefar, montanha do oriente.

2. Betel – Bereshit(Gen) 12:8

ח ויעתק משם ההרה מקדם לבית אל–ויט אהלה בית אל מים והעי מקדם ויבן שם מזבח ליהוה ויקרא בשם יהוה

E moveu-se dali para a montanha do lado oriental de Betel, e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente, e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao Senhor, e invocou o nome do Senhor.

3. Uma das montanhas – Bereshit(Gen) 22:2

ב ויאמר קח נא את בנך את יחידך אשר אהבת את יצחק ולך לך אל ארץ המריה והעלהו שם לעלה על אחד ההרים אשר אמר אליך

2- E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.

4. O Shehmaa proverá – Bereshit(Gen) 22:14

יד ויקרא אברהם שם המקום ההוא יהוה יראה אשר יאמר היום בהר יהוה יראה

14- E chamou Abraahm o nome daquele lugar: o Shehmaa proverá; donde se diz até ao dia de hoje: No monte do Shehmaa se proverá.

5. Casa de Shehmaa – Bereshit(Gen) 28:17

יז ויירא ויאמר מה נורא המקום הזה אין זה כי אם בית אלהים וזה שער השמים

17- E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Shehmaa; e esta é a porta dos céus.

6. Porta do Céu – Bereshit(Gen) 28:17

יז ויירא ויאמר מה נורא המקום הזה אין זה כי אם בית אלהים וזה שער השמים

17- E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Shehmaa; e esta é a porta dos céus.

7. Luzah – Bereshit(Gen) 28:19 Pentateuco Samaritano

יט ויקרא את שם המקום ההוא בית אל ואולם לוז שם העיר לראשנה
כ וידר יעקב נדר לאמר אם יהיה אלהים עמדי ושמרני בדרך הזה אשר אנכי הולך ונתן לי לחם לאכל ובגד ללבש

19- E chamou o nome daquele lugar Betel; o nome porém daquela cidade antes era Luz.

8. Um Santuário – Shemot(Êx) 15:17

יז תבאמו ותטעמו בהר נחלתך– {ס} מכון  {ר} לשבתך פעלת יהוה  {ס}  מקדש אדני כוננו  {ר} ידיך  {ס}

17- Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó Shehmaa, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Shehmaa, que as tuas mãos estabeleceram.
9. Casa do Shehmaa – Shemot(Êx) 23:19, 34:26

Shemot(Ex)23:19

יט ראשית בכורי אדמתך תביא בית יהוה אלהיך לא תבשל גדי בחלב אמו {פ}

19- As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à casa do Shehmaa teu Elowweem; não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.

Shemot(Ex)34:26

כו ראשית בכורי אדמתך תביא בית יהוה אלהיך לא תבשל גדי בחלב אמו {פ}

26- As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à casa do Shehmaa teu Elowweem; não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.
10. O Bom Monte – Devarim(Dt) 3:25

כה אעברה נא ואראה את הארץ הטובה אשר בעבר הירדן ההר הטוב הזה והלבנן

25- Rogo-te que me deixes passar, para que veja esta boa terra que está além do Jordão; esta boa montanha, e o Líbano!

11. Monte Gerizim – Devarim(Dt) 11:29

כט והיה כי יביאך יהוה אלהיך אל הארץ אשר אתה בא שמה לרשתה–ונתתה את הברכה על הר גרזים ואת הקללה על הר עיבל

E será que, quando o Shehmaa teu Elowweem te introduzir na terra, a que vais para possuí-la, então pronunciarás a bênção sobre o Monte Gerizim, e a maldição sobre o monte Ebal.

12. O Monte Escolhido – Devarim(Dt) 12:11

יא והיה המקום אשר יבחר יהוה אלהיכם בו לשכן שמו שם–שמה תביאו את כל אשר אנכי מצוה אתכם עולתיכם וזבחיכם מעשרתיכם ותרמת ידכם וכל מבחר נדריכם אשר תדרו ליהוה

11- Então haverá um lugar que escolherá o Shehmaa vosso Elowweem para ali fazer habitar o seu nome; ali trareis tudo o que vos ordeno; os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta alçada da vossa mão, e toda a escolha dos vossos votos que fizerdes ao Shehmaa.

13. O Monte Eterno – Devarim(Dt) 33:15 Pentateuco Samaritano

טו ומראש הררי קדם וממגד גבעות עולם

15 – E com o mais excelente dos montes antigos, e com o mais excelente dos outeiros eternos.

A Torá foi adulterada

Segundo o proprio Talmud, literatura de uso da religião judaica a versão da Torá utilizada pelos judeus nao foi escrita por Moshe, mas sim reescrita por Ezrah e outros escribas quando o Reino desfeito de Judá voltou do exilio babilonico.

Um fato pouco divulgado, é que Ezrah introduziu muitas mudanças ao texto da Torá ao copiar do hebraico arcaico para o hebraico quadrático Assirio.

Sim… é isso mesmo…

Enquanto a literatura judaica mente ao afirmar que Samaritanos teriam se misturado com o povo Assirio durante um período de exílio na Assíria.

A verdade é que Israelitas Samaritanos permaneceram em Israel, sem nunca ter saído dali.

Mas o que quero compartilhar com vocês, é que Ezrah, sem nenhuma justificativa, produziu uma nova “versão da Torá“!

Para isso ele usou outros caracteres… sim… ele copiou a Torá escrita originalmente no hebraico antigo e escreveu uma nova Torá usando caracteres assurit (ktav assurit) popularmente conhecida hoje como hebraico moderno, o hebraico quadrático!

Ao fazer essa “versão da Torá” , Ezrah, um escriba do período de 450 antes da era comum, introduziu a mudança dos carácteres para os caracteres do hebraico Assirio, ele simplesmente introduziu supostas “correções”.

Rabinos no Talmud Sanedrin no capítulo 22, discutem estes assunto.

A prerrogativa judaica que considera a Torá como uma “Torá inviolável e do céu” (ou seja, de origem divina).

Diante disso, qualquer pessoa neo pleno uso de seu raciocínio é forçado a questionar:

Com que autoridade Ezrah mudou os caracteres da Torá?

Por exemplo:

Se fossemos sugerir hoje que a Torá fosse reescrita na escrita latina a sugestão seria instantaneamente condenada, e qualquer sábio ou rabino consideraria esse ato como um grande sacrilégio.

A justificativa infundada, utilizada no judaísmo para as mudanças que Ezrah e os escribas fizeram ao trocar os caracteres das letras da Torá, abandonando os caracteres do hebraico original para fazer uso do hebraico quadrático Assirio,  era de que as pessoas que compunham o povo em Eretz Yisrael não conseguiria mais ler o roteiro original.

Entretanto isso não é verdade.

Afinal apenas 2 tribos e meia que compunham o reino de Judá ao sul de Israel é que receberam o severo castigo divino sendo levadas ao exílio babilônico.

As outras 10 tribos e meia que não foram ao exílio babilônico continuaram a usar o hebraico antigo na Torá!

A maior prova disso é a existência dos Israelitas Samaritanos que escrevem e leem até os dias de hoje a Torá no hebraico original.

A explicação rabínica

Há também a explicação “mistica” de que no Monte Sinai, e que o Criador pretendia que a Torá fosse escrita com os mesmos caracteres e deveria ser usada e preservada até os dias de hoje!

Ou seja, não com caracteres quadráticos, mas sim no aramaico, e que no entanto, após o pecado do “bezerro de ouro” o Criador teria “mudado” esta intenção como uma punição, e por isso os caracteres teriam sido por Ele trocados.

Não há qualquer razão lógica para confirmar isso!

Isso não tem entretanto qualquer fundamento histórico.

Trata-se das explicações dadas na doutrina judaica para justificar essas alterações.

Sabemos que a Revelação no Sinai ocorreu por volta de 1300 antes da era comum.

Sabemos que os caracteres usados até esse período no uso geral por muitas nações era o Ktav Ivri ou seja, o hebraico samaritano.

O Ktav Ivri ainda é usado hoje em dia pelos Israelitas Samaritanos para escrever na escrita da Torá.

Dados históricos

O mais antigo documento conhecido utilizando os caracteres quadráticos aramaico é datado por volta de 515 antes da era comum, cerca de 65 anos antes de Ezrah (450 antes da era comum).

O primeiro uso conhecido da língua aramaica com caracteres quadráticos é cerca de 800 antes da era comum.

Até mesmo Saul, o primeiro rei de Israel (cerca de 1000 antes da era comum) recebeu a Torah com caracteres ‘Ktav Ivri’.

Israel com suas 12 tribos tem muitas historias a contar…

Veja por exemplo as tribos do Reino do Norte de Israel, com os Israelitas Samaritanos.

Em sua história, mesmo com o decorrer de muitos anos, preservaram o idioma e a forma de se escrever o hebraico, língua e escrita sagrada, o Hebraico Antigo denominado (k’tav Ivrit).

Mas…. o que realmente aconteceu com nossos amados e queridos irmãos Israelitas judeus?

Simples, eles apenas NÃO preservaram a língua e a escrita sagrada, o hebraico antigo.

O reino de Judá foi levado cativo a BABILÔNIA, e ao retornar se empenharam em utilizar a escrita Aramaica Babilônica, o k’tav Ashurim.

Ali eles substituíram a língua e a escrita antiga.

Com a substituição do Hebraico Antigo (k’tav Ivrit ) para o Hebraico-Aramaico Babilônico, (k’tav Ashurim), o sentido da literatura judaica ganhou uma outra conotação, usando outros caracteres no idioma.

Ezrah curiosamente copiou o conteúdo da Torah, adicionando e subtraindo textos, resultando na TORAH JUDAICA utilizando o K’tav Ashurim, abandonando assim os caracteres originais com que a Torá fora originalmente escrita, ou seja, o hebraico arcaico ou seja, o ktav ivrit.

Qual a justificativa para tal mudança?

Os textos judaicos apontam ter sido o pecado do bezerro de ouro o grande culpado…

Sinceramente… o que uma coisa tem a ver com a outra?

É preciso ter em mente que Ezrah não copiou literalmente a Torá de um tipo de letra para outra… não… os próprios textos judaicos registram que ele fez ajustes na Torá!

Alterações em frases e mudanças de letras em diversas palavras…

Somando mais de 660 alterações reconhecidas entre os especialistas.

E se comparar a Torá Judaica com a Torá Samaritana, encontraremos mais de 6 mil diferenças textuais significativas!

A Torá judaica deveria ser reconhecida como uma versão da Torá…

E na melhor das hipóteses, não deveria ser chamada de “A Torá de Moshe”…

Mas sim… “A Torá de Ezrah”!

Pergunto… que autoridade tinha ele para alterar ou melhorar a Torá?

Se a Torá foi escrita por Moshe… por que mexer em seu texto?

Porque adulterar seus santos mandamentos?

Lamento muito que isso historicamente tenha acontecido!

Colocar a culpa no bezerro de ouro para justificar a criação de uma nova Torá, usando novos caracteres é se valer de uma desculpa muito esfarrapada.

Nesse caso, usaram o bezerro de ouro, como “bode expiatório”!

Existe muito sobre esse assunto a ser discutido e revelado.

Ezra Ben Seraiá em muito colaborou na formação de novas práticas religiosas aos judeus que retornavam do cativeiro babilônico para Jerusalém.

Ele também inventou novas leis concernentes à escrita e leitura da Torá.

Sem qualquer justificativa lógica, ele simplesmente introduziu o uso dos caracteres assírios ou quadrados na confecção da Torá, ou seja, passou a utilizar a famosa escrita “ktav Assurit” que hoje são usados pelos judeus.

Da época de Mooshe os pergaminhos de Torá eram escritos com o alfabeto hebraico antigo, o Ktav Ivrit, mas, Ezra abandona a escrita original e estabelece o uso de outro alfabeto na Torá, ele fez isso na verdade por que o povo judeu estava assimilado a outra cultura e idioma, e também como uma aparentemente medida polêmica contra os samaritanos, isso está escrito no Talmud no tratado de Sanhedrin 21b.

Não bastasse as alterações feitas na Torá, Ezra foi um inventor de novos ritos para os judeus!

Sim, ele simplesmente inventou práticas que por fim foram adotadas e que até hoje são usadas como práticas religiosas, mas que na verdade são práticas criadas por sua mente!

Vejamos algumas delas…

Os ritos inventados por Ezra

  • Ezra ordenou que três homens, um Cohen, um Levi e outro Israel deveriam ler dez versículos da Torá, da Parashá da semana, no segundo e quinto dias da semana durante o Shacharit ou seja, o serviço matutino da semana e durante a tarde em Minchá ou seja, o serviço vespertino de Shabat.
  • Ezra ordenou que os Tribunais Rabínicos (Beit-Din) estivessem em sessão às segundas e quintas-feiras.
  • Ezra ordenou que a mulher levantasse cedo para fazer a Chalá (pão usado no shabat) outros, isso bem cedinho para assim ter o resto do dia livre para os demais preparativos do Shabat;
  • Outra medida sem qualquer justificativa lógica foi a imposição de Ezra de que as mulheres deveriam usar um cinto, como forma de decência.
  • Outro absurdo também inventado por Ezra foi ele determinar que as mulheres deveriam se banhar antes de imergirem na Mikve (Banho ritual).

Afinal o banho ritual já é em si um banho!

Se demonstra incoerente a ideia da mulher ter que se submeter a primeiro tomar um banho em casa para depois ir tomar novamente um banho!

Talvez no pensamento de Ezra a mulher fosse um “ser imundo”.

O desprezo para com a mulher fica visível ao comparar o tratamento dispensado aos homens, onde ele também ordena apenas um único banho simples na Mikve antes do Shabat e das Festas e quando tivessem relações maritais, mas para a mulher, ela teria primeiro um banho em sua casa e depois outro banho no mikve!

Isso tudo está descrito no Talmud no Tratado de Bava Ḳama 82a,

Os poucos sacerdotes que sobraram do período que viviam junto ao reino de Judá, se submetiam a seus desmandos.

Assim Ezra criativamente determina aos Cohanim da geração seguinte o que “ele imaginou ser” a pronúncia correta do Nome Divino (Shem HaMeforash) com todas as permutações dele, que o Cohen Gadol deveria verbalizar durante seu ofício em Yom Kipur, para que fosse realizado isso no Templo e pedra construído por Sholomo.

Shemhamphorasch é o conjunto dos 72 nomes divinos,de 3 letras cada, formados a partir do desdobramento do “Tetragrammaton”  YHVH em 72 partes.

Estes nomes são derivados dos versículos 19, 20 e 21 do Capítulo 14 do Exodo.

Em sua original escrita hebraica, cada um destes versículos possui 72 letras.

Para obter-se os 72 Nomes, escreve-se estes três versículos um sobre o outro, sendo o versículo 19 da direita para a esquerda, o versículo 20 da esquerda para direita, e o versículo 21 da direita para a esquerda.

Cada uma das 3 letras que compõem um nome é retirada de cada um dos versículos.

Assim, o Shem Ha-Mephorash também é chamado de o Nome Dividido.

Isso está descrito no Talmud no tratado Yomá 69b.

Ezrah também estabeleceu o ofício e procedimento da proclamação da Lua Nova, abandonando assim a autoridade que era do Sumo Sacerdote em determinar o início do novo mês hebraico (Rosh Chodesh) e as Festas, isso também está definido no Talmud no tratado de Betzá 6a, e é visto nos comentários do Rashi.

Ao invés de retornar a um governo regido pelo sacerdócio, Ezra o Escriba levou os judeus a se afastarem mais ainda do sacerdócio Aronico ao estabelecer os “Anshêi Knesset HaGuedolá

O chamado “Anshêi Knesset HaGuedolá“, ou seja, “Os Homens da Grande Assembléia”, seriam um grupo de 120 líderes do povo Judeu na época, parte deles ficariam em Jerusalém e outra parte estranhamente fora de Israel, em Shushan, a capital do Reino Persa.

Uma prova de que Ezra havia somente trocado as letras da Torá do ktav Ivrit para o Ktav Assurit, mas também havia assimilado de forma tão veemente a cultura de outro povo, que estabelece ali uma parte do grupo de lideres que seriam a nova “autoridade” sob o povo judeu!

Ezra realmente assimilou a cultura de outro povo e a implantou junto aos judeus de sua época!

Ele foi o “criador” do embrião do SANHEDRIN– o Sinédrio, que visava substituir a autoridade verdadeira de Israel que é o Sacerdócio Arônico!

O Sanhedrin se tornaria uma corte jurídica usada posteriormente pelos judeus em alguns períodos, mas o tempo provou ser este um modelo obsoleto, não obtendo sucesso em termos práticos em Israel.

Compreendendo-os Israelitas Samaritanos – dos antigos aos modernos

Primeira publicação em Inglês – informação concentrada sobre os samaritanos israelitas – Do antigo para o moderno – Por: Benyamim Tsedaka

A editora e publicadora “Carta Jerusalém” é especializada em livros de informação históricas e contemporâneas com mapas que provam a existência e imagens espetaculares, publicados agora uma nova publicação no seu entendimento série especial – “Compreendendo os Israelitas Samaritanos – Do antigo para o moderno” – Escrito por Benyamim Tsedaka, The chefe da “AB – Instituto de Estudos Samaritano”, Holon, Israel

A publicação está em Inglês e inclui 19 temas típicos a respeito dos Israelitas Samaritanos. A publicação abre uma janela focada aos leitores do Inglês sobre os israelitas-samaritanos, sua história, cultura, tradições, literatura, crença e o atual desenvolvimento da comunidade em todos os cumprimentos característicos deste desenvolvimento. Os Israelitas Samaritanos são descritos como buscadores da paz e de um modelo de convivência com todas as entidades do Oriente Médio sendo acolhedores todos os hóspedes que vêm para visitar a comunidade de todo o mundo.

A publicação é destinada a se espalhar em todo o mundo de língua inglesa, que será informando totalmente a existência e o desenvolvimento de uma das mais antigas comunidades do mundo civilizado e para os centros turísticos em Israel e no exterior em lugares relacionados com a história da comunidade.

O CEO da “Carta de Jerusalém,” Mr. Shai Hausman, informa que o preço de cada cópia da publicação é NIS 55 [ou US $ 14,95], incluindo o IVA para uma única compra de até 4 cópias.

Os descontos para a compra de quantidades são as seguintes:

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Em quantidades superiores a 1000 cópias, o desconto será considerado de acordo com a especificação de pedido.

Shay Hausman
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Solicita-se que o pedido do comprador ser feita diretamente a partir de Israel e ao redor do mundo a Carta, Jerusalém.

Benyamim Tsedaka

Compreendendo-os Israelitas Samaritanos – dos antigos aos modernos. 

Autor: Benyamim Tsedaka
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Isbn: 978-965-220-888-0
40 p., agrafado

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Pena de morte

Muito se tem perguntado a respeito de como os Israelitas na época de Mooshe tratavam os casos de pena de morte.

A Torá entretanto é extremamente clara com relação a isso.

O texto de Devarim(deut)17 apresenta um minucioso sistema jurídico onde o caso a ser julgado possui um rito jurídico a ser seguido.

Ao explicar o caso, a Torá não apenas explica, como exemplifica um caso de pena capital por idolatria, apresentando claramente:

  • A Transgressão
  • A “denuncia ou flagrante”.
  • A necessidade de “testemunhas”.
  • O “processo com interrogatório”.
  • O tribunal no Monte Gerizim.
  • Autoridades para julgar o caso.
  • A autoridade do Sumo Sacerdote.
  • A condenação e a execução da pena.

Veremos portanto dentro da Torá cada um desses itens.

Iniciaremos portanto o estudo verificando o texto da Torá.

A transgressão.

Devarim (deut) 17:1-3

 א לא תזבח ליהוה אלהיך שור ושה אשר יהיה בו מום–כל דבר רע כי תועבת יהוה אלהיך הוא  {ס}

 ב כי ימצא בקרבך באחד שעריך אשר יהוה אלהיך נתן לך איש או אשה אשר יעשה את הרע בעיני יהוה אלהיך–לעבר בריתו

 ג וילך ויעבד אלהים אחרים וישתחו להם ולשמש או לירח או לכל צבא השמים–אשר לא צויתי

1- Não sacrificarás ao Shehmaa teu Elowween, boi ou gado miúdo em que haja defeito ou alguma coisa má; pois abominação é ao Shehmaa teu Elowween.

2- Quando no meio de ti, em alguma das tuas portas que te dá o Shehmaa teu Elowween, se achar algum homem ou mulher que fizer mal aos olhos do Shehmaa teu Elowween, transgredindo a sua aliança.

3- Que se for, e servir a outros deuses, e se encurvar a eles ou ao sol, ou à lua, ou a todo o exército do céu, o que eu não ordenei,

A “denuncia ou flagrante”.

Devarim (deut) 17:4

ד והגד לך ושמעת ודרשת היטב–והנה אמת נכון הדבר נעשתה התועבה הזאת בישראל

4- E te for denunciado, e o ouvires; então bem o inquirirás; e eis que, sendo verdade, e certo que se fez tal abominação em Israel,

A necessidade de “testemunhas”.

Devarim (deut) 17:6

6- Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha não morrerá.

O “processo com interrogatório”. 

Devarim (deut) 17:4

ד והגד לך ושמעת ודרשת היטב–והנה אמת נכון הדבר נעשתה התועבה הזאת בישראל

4- E te for denunciado, e o ouvires; então bem o inquirirás; e eis que, sendo verdade, e certo que se fez tal abominação em Israel,

O tribunal no Monte Gerizim.

Observem o passuk abaixo, onde vemos claramente declarado na Torá que o local dos julgamentos é o próprio HarGerizim (monte Gerizim), o lugar que Shehmaa teu Elowween escolheu para ali habitar o seu Sagrado Nome.

Devarim (deut) 17:8

 ח כי יפלא ממך דבר למשפט בין דם לדם בין דין לדין ובין נגע לנגע–דברי ריבת בשעריך וקמת ועלית–אל המקום אשר יבחר יהוה אלהיך בו

8- Quando alguma coisa te for difícil demais em juízo, entre sangue e sangue, entre demanda e demanda, entre ferida e ferida, em questões de litígios nas tuas portas, então te levantarás, e subirás ao lugar que escolher o Shehmaa teu Elowween;

Autoridades para julgar o caso.

Novamente vemos que Shehmaa determina as autoridades que podem julgar casos de sangue (ou seja assassinatos) e que evidentemente exigem autoridades capacitadas para tal julgamento.

Devarim (deut) 17:9

ט ובאת אל הכהנים הלוים ואל השפט אשר יהיה בימים ההם ודרשת והגידו לך את דבר המשפט

9- E virás aos sacerdotes levitas, e ao juiz que houver naqueles dias, e inquirirás, e te anunciarão a sentença do juízo.

A autoridade do Sumo Sacerdote.

A autoridade do Sumo Sacerdote não pode ser questionada. Shehmaa colocou sobre ele a autoridade para julgar tais casos.

Devarim (deut) 17:9-11

ט ובאת אל הכהנים הלוים ואל השפט אשר יהיה בימים ההם ודרשת והגידו לך את דבר המשפט

י ועשית על פי הדבר אשר יגידו לך מן המקום ההוא אשר יבחר יהוה ושמרת לעשות ככל אשר יורוך

יא על פי התורה אשר יורוך ועל המשפט אשר יאמרו לך–תעשה לא תסור מן הדבר אשר יגידו לך–ימין ושמאל

9- E virás aos sacerdotes levitas, e ao juiz que houver naqueles dias, e inquirirás, e te anunciarão a sentença do juízo.

10- E farás conforme ao mandado da palavra que te anunciarem no lugar que escolher o Shehmaa; e terás cuidado de fazer conforme a tudo o que te ensinarem.

11- Conforme ao mandado da lei que te ensinarem, e conforme ao juízo que te disserem, farás; da palavra que te anunciarem te não desviarás, nem para a direita nem para a esquerda.

A condenação e a execução da pena.

Devarim (deut) 17:4-7

ד והגד לך ושמעת ודרשת היטב–והנה אמת נכון הדבר נעשתה התועבה הזאת בישראל

ה והוצאת את האיש ההוא או את האשה ההוא אשר עשו את הדבר הרע הזה אל שעריך–את האיש או את האשה וסקלתם באבנים ומתו

ו על פי שנים עדים או שלשה עדים–יומת המת לא יומת על פי עד אחד

ז יד העדים תהיה בו בראשנה להמיתו ויד כל העם באחרנה ובערת הרע מקרבך {פ}

4- E te for denunciado, e o ouvires; então bem o inquirirás; e eis que, sendo verdade, e certo que se fez tal abominação em Israel,

5- Então tirarás o homem ou a mulher que fez este malefício, às tuas portas, e apedrejarás o tal homem ou mulher, até que morra.

6- Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha não morrerá.

7- As mãos das testemunhas serão primeiro contra ele, para matá-lo; e depois as mãos de todo o povo; assim tirarás o mal do meio de ti.

Portanto com o estudo acima, fica extremamente claro como devem ser tratados os casos de pena de morte em Israel segundo a Torá.

Um julgamento justo, mantendo os direitos de acusação e defesa, onde as próprias testemunhas tem a obrigação de dar o primeiro passo na execução do culpado, para que a justiça seja feita e assim as testemunhas também testificam contra o culpado no momento de sua execução.

Bereshit 25:18

כה חללה לך מעשת כדבר הזה להמית צדיק עם רשע והיה כצדיק כרשע חללה לך–השפט כל הארץ לא יעשה משפט

18- Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?

O Monte Gerizim BetEl e Jerusalém

O Monte Gerizim BetEl e Jerusalém

Israel Sedaka – Holon – Israel

Este discurso foi lido no terceiro dia do quinto congresso, dos estudos samaritanos, em Helsínquia, capital da Finlândia, nos dias 1 a 3 de Agosto de 2000.

Quando estou aqui perante vós, neste fórum científico internacional, considero-me como Reino de Israel até o século VIII aC, o “remanescente de Israel que escapou da mão dos reis Da Assíria “(II Crônicas 30: 6), e os israelitas modernos, mais conhecidos no mundo como samaritanos.

De acordo com II Reis lemos a destruição de Samaria quando o povo do reino de Israel fora enviado para Exílio e substituído por estrangeiros, o autor de II Crônicas capítulo 30 nos fala dos que foram enviados pelo rei Ezequias, que tinha testemunhado a destruição de Samaria e o consequente exílio.

Estes enviados foram de cidade em cidade na terra de Efraim e Manassés, numa tentativa de convencer os israelitas a fazerem a peregrinação a Jerusalém.

A frase “de cidade em cidade” nos indica  que a maioria das pessoas permaneceu Samaria.

Além disso, apesar de sua posição política difícil, sem um rei, eles rejeitaram o apelo de Ezequias, quando ele lhes disse:

Agora, não sejam duros como foram vossos pais“.

Eles tiram com escárnio e zombaram deles“.

Aqui deve-se notar como Rabi Levi filho de Gershon (Ralbarg) interpreta a referência ao exílio em II Reis 17:34.

Ele escreve:

Os restantes são Israel, uma vez que nem todos foram exilados, como se vê na história dos enviados de Ezequias enviado ao Remanescente de Israel“.

Um outro ponto principal em II Crônicas 30 é a humilhação dos israelitas que moravam na parte norte da país, em sua chegada a Jerusalém.

Aqui,  vemos que aqueles israelitas que se humilharam e Jerusalém são considerados judeus apropriados, enquanto aqueles israelitas que rejeitaram o apelo do rei Ezequias e permaneceram leais ao antigo centro religioso de Israel são chamados de estrangeiros, cuthitas, nativos, etc.

E, de fato, ao Cuthita determinam a decisão:

Quando se pode reconhecer os samaritanos como judeus? Uma vez que eles não rejeitaram o Monte Gerizim“.

O Monte Gerizim é a coluna de fogo, iluminando e lembrando a tudo onde é o centro religioso e espiritual de Israel.

O rei Davi abandonou o Monte Gerizim apenas por razões políticas e nunca teve autoridade para estabelecer uma lei tão importante como essa foi estabelecida nos tempos de Moisés.

Posteriormente, autores bíblicos, bem como estudiosos talmúdicos concluíram que, aquele que não crê em Jerusalém não deve ser considerado um membro Israelita.

Um dos principais temas do Deuteronômio é a centralização do culto em um único lugar, sendo usado por toda a terra e tribos israelitas.

A ideia de adoração centralizada é mencionada 24 vezes em Deuteronômio, enquanto o lugar escolhido pelo Senhor, mais do que o povo, seus sacerdotes ou até mesmo os líderes.

E isso, independentemente de diferentes frases, ou seja, se é  “o lugar que Ele escolheu” ou “o lugar escolhido” em ambas as referências é sempre Deus quem escolhe o local.

A autoridade para selecionar as três cidades de refúgio em Canaã, em a outra mão, é dada ao povo e seus líderes

– Deuteronômio 19:7
7- “Tu separarás três cidades para Ti “.

Mas não é assim que é dito a respeito ao centro espiritual, pois Moisés é “o meio usado” para transmitir o mandamento sobre o local onde o centro espiritual para o povo será, como ele tinha dado ao povo todos os mandamentos e leis.

O significado da diferença entre a versão judaica, que lê “o lugar que Ele escolherá” e a versão Samaritana, que lê  “o lugar que Ele escolheu” não se limita à interpretação bíblica.

Hoje, da perspectiva de cerca de três milênios e meio desde a colonização das tribos israelitas em Canaã, reflete fielmente a história do povo israelita desde os dias de Josué, embora o período de Juízes, o primeiro e segundo templo e até tempos modernos.

Os eventos tempestuosos na história do povo de Israel foram centralizados ao redor e afetados por esta controvérsia entre Israel e Judeia, ou samaritanos e judeus.

O cristianismo também foi influenciado por ele, uma vez que, como veremos mais adiante, é fortemente comprovada no encontro de jesus com a mulher samaritana ao pé de Monte Gerizim.

Estudos bíblicos manifestam as opiniões de estudiosos bíblicos sobre a multiplicidade de lugares de culto em Israel, nos dias de Josué e até o reinado do rei Davi.

Na versão judaica do Pentateuco esses lugares são referia:

– “O lugar que o Senhor escolheu” (Deuteronômio 12:14)

– “Para fazer habitar o seu nome lá” (Deuteronômio 12:11)

– “Para colocar ali o seu nome” (Deuteronômio 12: 5).

– “Em todos os lugares onde Eu“(Êxodo 20:21)

Com base nesses versículos, os estudiosos concluem que existiam vários lugares de culto em Israel antes do estabelecimento de Jerusalém pelo rei Davi.

Isto levanta várias questões:

Quem designou o rei Davi para estabelecer um novo centro para o povo de Israel?

Por que ele escolheu Jerusalém, que por 400 anos desde Josué havia sido uma cidade do povo Jebuseu?

A escolha não era política?

Por que o rei Davi evitou construir o próprio templo – foi porque o povo se opôs à sua cidade de escolha, Jerusalém?

O seu grito era:

– “Nós não temos parte em Davi não temos herança no filho de Yishay, cada um às suas tendas, oh Israel”.

Por que o templo que foi construído pelo rei Salomão, visando unir todas as tribos de Israel, trouxe a divisão de Israel e de Judeia, uma divisão causada por Jerusalém e que dura até hoje?

Como essa interpretação está de acordo com o texto 4 em Josué 22:16 – onde Diz-se que as tribos de Rúben, Gade e metade de Manassés simplesmente edificaram um altar no rio Jordão, sem sequer sacrificar sobre ele, e como resultado, toda a nação de Israel ficou indignada?

– Que transgressão é esta que você tem cometidos contra o Deus de Israel… construindo para vós um altar, para que hoje vos rebelais contra o aqui vemos a ideia de adoração centralizada “no lugar que Ele escolheu“, realizada em toda a sua glória, nos dias de Josué Ben Num.

É a ideia da crença em um único lugar, reconhecido por todo o povo de Israel.

É enraizado assim profundamente, que mesmo aqueles que erguem um altar sem nunca sacrificar sobre ele são considerados rebeldes.

Estes versos no livro de Josué refutam a interpretação daqueles que afirmam que o culto religioso havia sido difundido em todo Israel até o dias do rei Davi.

Ao contrário da referência comum, na versão judaica do Pentateuco, denotando o lugar escolhido no futuro, em uma instância esta versão refere-se ao lugar escolhido no passado.

– “Eis que eu envio um anjo diante de ti, para te guardar no caminho, e para te trazer ao lugar que eu preparei.”
(Êxodo 23:20).

Aqui, o texto não se refere a “O lugar que eu prepararei“, sendo um texto idêntico à versão samaritana do Pentateuco.

Voltemos às cidades de refúgio – Josué cumpre imediatamente o decreto divino e estabelece as três cidades de refugio na Trans-Jordânia.

Esta decisão imediata prova a necessidade dessas cidades, já que toda a terra não tem centros de adoração e altares, onde o assassino pode encontrar refúgio.

O centro existente pode estar distante, e assim as cidades de refugiados são escolhidas e estabelecidas imediatamente.

Na Torá de Moisés, onde todas as leis e mandamentos são dados ao povo de Israel, a santidade de Jerusalém nunca é referida.

Os israelitas, porém, são ordenados a abençoar o Monte Gerizim e construir um altar nele ( na versão judaica, é construída próximo ao Monte Ebal).

E, de fato, uma vez que os israelitas estão assentados na terra De Cannaan, Joshua convoca o povo a Siquém, com a Arca da Aliança, para a reunião no Monte Gerizim.

Ele não vai a Siló nem a Jerusalém.

Assim, deve-se perguntar, onde está o lugar que, na versão judaica, é “o Lugar que Ele deve escolher” ?

Rashi, em primeiro lugar e entre os exegetas da Bíblia, interpreta assim como Shiloh.

Jerusalém não é mencionada no livro de Josué, na lista de lugares dados aos levitas como sua herança.

Quando a herança da tribo de Efraim é descrita, a Bíblia diz explicitamente que os levitas estavam na cidade de Siquém e seus arrabaldes na região montanhosa de Efraim (Josué 21:21).

Os líderes do povo e seus sacerdotes Durante todo o período de assentamento e até os tempos de Eli, Joshua, filho de Nun, Caleb, os setenta anciãos, os sumos sacerdotes Elazar, Itamar, Pinhas e outros – estão todos sepultados nas proximidades da cidade de Siquém e do monte Gerizim, não próximos Shiloh.

De acordo com a tradição judaica, o primeiro a ter sepultado em Shiloh foi Eli.

É o que o professor Bebjamin Mazar disse, numa conferência de 1972 realizada em Samaria.

“Shechem sempre considerada como lugar de importância na consciência israelense, como um centro precoce do nacionalismo no país, e como o foco e ponto de todas as esperanças nacionais e religiosas para a unificação e unidade da nação.

O ‘Lugar de Siquém‘ (Gênesis 12:6) na cidade havia contido um templo do Senhor, com uma árvore sagrada:

– ‘o Tebinto de Morea‘ e um altar chamado El-elohe-Yisra’el (Gênesis 33:20)

– Um lugar de santidade antigo, que satura o tradicional dos pais da nação,  Abraão e Ya’aqov, e onde Josué tinha feito o pacto com o povo de Israel, e onde Jeroboão, filho de Nebat governou as tribos das partes central e norte da terra, uma vez que o reino unido da casa de David havia se dividido.

Uma breve revisão da história das tribos israelitas desde os dias de Josué Ben Num em diante, conforme o relato Samaritano, e uma comparação com as fontes judaicas, revelará que todos os pontos de controvérsia Monte Gerizim.

Josué cruza o rio Jordão e vai para conquistar o resto de Canaã.

Bem antes que ele tenha completado a conquista, convoca a nação em Siquém, no vale que separa o Monte Gerizim e Ebal, para dar as “bênçãos e maldições” de acordo com tudo o que está escrito no livro da lei.

Ocasião, a arca da aliança foi colocada no topo do monte Gerizim.

Foi aqui que os sumos sacerdotes da Casa de Pinhas, a quem o sumo sacerdócio foi dado, oficiou por 260 anos.

A lista do sacerdócio corresponde, em sua maior parte, à lista bíblica dos sumos sacerdotes da casa de Pinhas, citada em Crônicas.

De acordo com a narrativa Samaritana, estes foram os dias de graça, da Shekhina.

Quando Uzi Ben Buki, um dos filhos de Pinhas, é nomeado sumo sacerdote no Monte Gerizim, é na verdade Eli o sacerdote, um homem dominante, mais velho, que oficia como sumo sacerdote.

Eli, que se recusou a aceitar a autoridade do Uzi mais jovem, retirou-se do Monte Gerizim para Shiloh e ali fundou um novo centro religioso, onde uma parte do povo começou a adorar.

Esta severa divisão na nação foi usada como bom proveito pelos filisteus, que destruíram o templo de Shiloh, quarenta anos após sua fundação.

A Bíblia descreve o sacerdócio dos filhos de Itamar e as causas que levaram à compromisso.

As tradições judaicas associam a remoção do sacerdote da casa de Pinhas com o incidente da Filha de Jefté, ou o incidente da concubina em Gibeá, e suas duras e sangrentas consequências.

Historiador Josefo Flavius, no entanto, em seu livro, “As Antiguidades dos Judeus“, livro V: 318 escreve Joseph filho de Matityahu:

Após a morte de Sansão, os israelitas foram liderados pelo Sumo Sacerdote Eli“. Ibid 361

– “Eli foi o primeiro governante da casa de Itamar, a segunda casa dos filhos de Aharon, como primeiro o sacerdócio foi dado à casa de Elazar … este último a entregou a Pinhas, que entregou-a a seu filho Abiezer (Abisha), que a deu a seu filho Buki, cujo Filho Uzi recebeu dele, e depois o sacerdócio foi dado a Eli. “

Josephus Flavius ​​não faz nenhuma tentativa de Explicar as razões da remoção da família de Pinhas, nem mesmo o significado e a centralidade da remoção e sua consequências.

A história samaritana denota que o período de graça e shekhina, (em aramaico ‘Rehuta‘) durou 260 anos, a partir do dia em que a arca da aliança foi colocada no monte Gerizim, para a fundação do novo Mishkan em Shiloh, por Eli, quando, descrito nas palavras da Bíblia:

Deuteronômio 25:17
– “…e esconder-lhes-ei o meu rosto“.

Este ato de Eli levou à fundação de numerosos centros religiosos em toda a nação, e nas palavras do Livro de Juízes:

Todo homem fazia o que era reto aos seus próprios olhos” (Juízes 21:25).

É neste contexto político e Religioso que o rei David estabelece Jerusalém como centro.

Com a morte do rei Salomão, o Reino Unido é dividido em Israel e na Judéia.

Todas as tentativas dos reis davídicos para O reino unido falhou sobre a questão de Jerusalém, como vimos nas tentativas do rei Ezequias de convencer a os restantes israelitas em Samaria.

Além disso, em todas as profecias dos profetas na Judeia ou Samaria, que tinham ensinado ao povo e admoestou-os por seus erros, não somos condenados por qualquer admoestação ou qualquer castigo ao povo de Israel, porque não crer em Jerusalém.

O profeta Elias, ao fugir de Acabe Rei de Israel, foge para o monte Sinai, em vez de Jerusalém.

O estudioso judeu Shadal – rabino Shemuel Luzzato escreve, em sua exegese a Gênesis 12:10

A cidade de Shechem está no centro de Israel. Se Davi não tivesse escolhido Jerusalém … Siquém ou Shiloh teria sido as cidades do rei. Portanto, quando Abraão chegou (a Siquém), foi-lhe dito: ‘Darei esta terra à vossa semente‘. E talvez, se o trono real e o templo estivessem realmente ficado em Siquém ou em Siló, talvez as dez tribos não se rebelariam contra a casa de Davi”.

De acordo com as crônicas samaritanas, no primeiro período do segundo templo, o governador da Judeia Zerubbabel apelou aos líderes do samaritano, para construir juntos o templo em Jerusalém.

Os líderes do Samaritano – o alto Sacerdote ‘Abedel filho de’ Azarya ‘e o chefe da tribo Jossef’ Azzi filho de Shim’on, e Sanbalat o chefe da Levi tribo, que rejeitaram o apelo de Zorobabel.

Zorobabel, filho do rei Ezequias, seu sonho, o sonho da casa do rei Davi, para ter autoridade em todo Israel, e esta foi a sua maravilhosa oportunidade.

De acordo com o livro de Esdras, os estrangeiros, Cuthites apelaram a Zorobabel para participar pela construção do templo em Jerusalém, mas a eles pedido fora negado.

Estes não eram os samaritanos – os filhos do remanescente dos israelitas.

No período do Segundo Templo, judeus e samaritanos argumentaram, antes do rei Ptolomeu Phylomater, que é o escolhido Lugar monte Gerizim ou Jerusalém.

Josefo menciona esse argumento muito brevemente, em Antiguidades 13:9.

As Cronicas Samaritanas dão um relato mais detalhado do argumento, cujo ponto principal era:

Nosso senhor Moisés, doador do Torah, não poderia saber qual é o lugar escolhido.

Este lugar foi realmente conhecido por Moisés, que o cita no décimo mandamento, enquanto que segundo a versão judaica, nosso senhor Moisés não sabia qual era o Escolhido.

No entanto, tanto a nossa versão quanto a deles, contém o comando de sacrifício, como está escrito “Ano após ano no lugar”(Deuteronômio 15:20)

E se o lugar ainda não tivesse sido escolhido, onde eles sacrificaram?

…E Abraão, o patriarca, no dia em que foi testado pelo Senhor, disse “sobre um dos montes” na terra de Moriah, e no canto da travessia do Mar Vermelho Moisés disse:

No monte da tua herança, no Lugar, ó Senhor, que fizeste para habitar” e chama o seu nome de “Montanha antiga“, como se chama no bênção de Moisés à tribo de José, “para as principais coisas das montanhas antigas, e para as coisas preciosas da colina duradoura (não montes), e foi, portanto, dado por Jacó como uma herança para seu filho José”.

Os filhos de Efraim e Manassés argumentam a favor do fraseado “O lugar que ele escolheu“, dizendo que este lugar Foi escolhido na antiguidade para ser o lugar escolhido, escolhido de todas as tribos de Israel.

O Pentateuco está cheio de histórias descrevendo a atmosfera predominante no reino do norte, em particular a terra de Efraim.

O primeiro lugar Abraão chega ao chegar na terra de Canaã, a Siquém:

– “E Abrão atravessou a terra até a Lugar de Siquém até o terebinto de Mais“, (Gênesis 12:6).

É aqui, “o lugar” que ele constrói o primeiro altar para Yahweh.

E ao voltar do Egito, onde tinha ido durante a fome, ele vai “ao lugar do altar, que havia feito ali no princípio, e ali Abrão invocou o nome do Senhor” (Gênesis 13: 4).

Abraão é dito para sacrificar Isaac, ele é chamado a ir para a terra de Moriyya, não para o monte de Moriyya como é registrado no livro dos reis:

E chegaram no lugar que Deus lhe tinha dito, e Abraão construiu um altar ali.“(Gênesis 22: 9)

– e aqui novamente nós lemos “no lugar“.

E como ele fez quando retornou do Egito, Abraão foi para o lugar que ele conhecia a anos e constrói “o altar“, ou seja, restaura o altar que ele tinha erguido e conhecida anteriormente.

No Pentateuco, na versão samaritana dos Dez Mandamentos, o décimo mandamento reconhece a Santidade do Monte Gerizim e decreta que o altar seja construído lá.

Este décimo mandamento está faltando no Versão e, naturalmente, em todas as traduções baseadas na versão judaica, em vez da versão samaritana.

O principal Argumento é que os judeus acreditam em nove ao invés de dez mandamentos, como eles não consagram o monte Gerizim Como o lugar escolhido, e conta como o primeiro mandamento o versículo de abertura dos Dez Mandamentos:

Eu sou o Senhor teu Deus” – estas palavras realmente não formam um mandamento.

Esta frase de abertura é parte integrante do Primeiro mandamento, que o samaritano acredita é “Tu não terás outros deuses diante de mim“, enquanto que no Versão judaica este versículo é o segundo mandamento.

O mundo aceitou a versão judaica e seus nove Mandamentos em vez de dez mandamentos da versão samaritana.

Gostaria de concluir com o profundo significado do encontro entre Jesus e a mulher samaritana, ao pé do Monte Gerizim, como é dito no evangelho segundo São João, capítulo 4. Jesus pede-lhe um copo de água,

“Então lhe disseram as mulheres de Samaria:

Como é que tu, sendo judeu, pedes para beber de mim, que sou um Mulheres de Samaria?

Para os judeus não têm lidar com os samaritanos …

Nossos Pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém está o lugar onde os homens devem adorar.

Jesus Disse-lhe: Mulheres, crede-me, vem a hora em que não havereis nem neste monte, nem em Jerusalém a Adorar o pai”.

Jesus um judeu e futuro pai do cristianismo, profecias que no culto futuro em Jerusalém Deve cessar, uma profecia bem de acordo com a crença samaritana, embora seja 2000 anos depois.

A questão Permanece sobre o futuro da crença samaritana no monte Gerizim.

Quanto a isso, o fato de que este estado judaico chamou Israel, ao invés da Judéia ou “o Estado judeu” Samaritano orgulho e alegria.

Os samaritanos cumprem seus deveres para com o Estado e a considerá-lo como seu estado e orar por seu bem-estar.

O estado de Israel reconhece os samaritanos como Israelenses, e em suas Identidades eles são registrados como judeus.

Os samaritanos celebram o dia da Independência de Israel como apenas festival adicional além dos 7 festivais do Pentateuco.

Mas, o samaritano, em suas orações diárias – manhã e Noite, todo sábado e feriado, jura e declara:

E Monte Gerizim Beth-El todos os dias de nossas vidas” – Isto é, a fé no Monte Gerizim é a própria essência da vida de um samaritano, sua própria razão para a existência.

E de fato, qualquer samaritano que se perdeu ou foi cortado do Monte Gerizim que estava perdido, que não esteja mais, esta oração diária personifica o segredo da existência samaritana – Monte Gerizim Beth-El todos os dias de nossas vidas.

Israel Tsedaka

O tempo do shabat

Muitos não-israelitas questionam…

– Porque o Shabat não começa a meia noite?

– Onde está o fundamento nas escrituras  para que fundamentam a prática dos horários do Shabat?

Onde está escrito que o Shabat deve se iniciar no escurecer da sexta-feira e só terminar no escurecer do sábado?

A qstão do tempo de duração do Shabat é na verdade muito simples…

A Torá fala explicitamente sobre o Shabat.

Leviticos 23:3

3- Seis dias obra se fará, mas ao sétimo dia será o Shabat do descanso, Santa convocação; nenhuma obra fareis; Shabat de Shehmaa é em todas as vossas habitações. 

O capítulo inteiro de Leviticos 23 apresenta todas as Festas Solenes de Shehmaa, o Criador!

É importante também dizer que toda festa solene é também um Shabat… ou seja, as mesmas regras do Shabat servem para todas as festas.

A palavra Shabat significa “descanso“.

Sim…  qualquer uma destas festas é um Shabat…  ou seja, um momento de parada, um momento de descanso.

Do passuk 26 ao 32 vemos a explicação do Yom haKipurim de forma detalhada!

Mas o passuk 32 descreve claramente que o Shabat é do entardecer de um dia ao entardecer de outro dia, não deixando nenhuma possibilidade para um “Shabat puramente diurno”.

Vamos ao texto.

Leviticos 23:32

32- Shabat de descanso vos será; então afligireis as vossas almas: aos nove do mês a tarde, de um entardecer ao outro entardecer, celebrareis o vosso Shabat.

Não sobram portanto dúvidas…

O Shabat é do entardecer de um dia ao entardecer do outro dia.

Qualquer outra interpretação que façam dizendo ser apenas um Shabat diurno é na verdade uma interpretação errada.

Sigam a Torá!

SOPA FREEKEH

Ingredientes

  • 3 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem
  • 1 cebola picadinha
  • 1 dente de alho amassado
  • 1 cenoura em cubos
  • 1 xícara (chá) de Freekeh
  • 4 xícaras (chá) de caldo de legumes caseiro
  • ½ colher (chá) de cardamomo
  • Sal e pimenta-do- reino a gosto

Modo de Preparo

  • Em uma panela, junte o azeite, a cebola e o alho.
  • Refogue.
  • Junte o freekeh e misture por 3 minutos, tempere com o cardamomo, com o sal e com a pimenta. Junte a cenoura, misture e adicione o caldo de legumes e deixe cozinhar por 30 minutos.
  • Prove, corrija o sal, se necessário, e sirva.
  • Se desejar, na hora de servir, adicione à porção sementes de girassol para ter algo crocante para mastigar.

Rendimento

  • 4 porções

Calorias por porção

  • 140 kcal

Shavuot

A celebração dos sete dias da Festa de Shavuot

A data Samaritana de Shavuot.

A Torá ensina que a festa de Shavuot (Assaba’ot na linguagem Samaritano) devem ser observados sete semanas após o Shabat (ממחרת השבת) após a contagem do Omer (Lev. 23:11, 15-16).

Não nos referimos a nós mesmos como os samaritanos, mas como “os filhos de Israel, guardiões da Verdade da Torá.”

No entanto, uma vez que fomos chamados de samaritanos desde o passado antigo até o presente, fazemos uso do termo quando se discute nos com membros do mundo exterior, para simplificar.

A origem dos samaritanos, e a data do cisma entre samaritanos e quando o judaísmo se tornou dominante é algo muito debatido.

Para uma visão de samaritanos e sua história inicial, consulte:

http://en.wikipedia.org/wiki/Samaritans.

Para nós da comunidade Israelita Samaritana, apenas os cinco livros da Torá são canônicos.

Estes livros aparecem de forma diferente do texto Massorético.

Vale ressaltar que algumas dessas diferenças são atestadas entre os Manuscritos do Mar Morto.

A Comunidade Israelita Samaritana também possui o livro de Josué escrito em árabe e que data do período medieval; não é canônico e diverge radicalmente nos lugares do livro de Josué na versão rabínica.

De acordo com a interpretação Samaritana, a Torá determina a contagem do Omer imediatamente após a Festa de Hag haMatzot no Pessach, portanto o Omer é contado imediatamente após o Shabat apos a festa de Hag haMatzot, ou seja, no domingo seguinte.

Dessa forma, no calendário Samaritano, Shavuot sempre cai em um domingo.

O entendimento do versículo é compartilhada também por outros grupos tão díspares como os essênios do Mar Morto, os saduceus, os caraítas e os Falashas, todos eles compreenderam o termo “Shabat” em Levítico 23: 15-16 é o sábado.

Levítico 23: 15-16

15- Depois para vós contareis desde o dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão.

16- Até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; então oferecereis nova oferta de alimentos ao Shehmaa.

Na verdade, a compreensão do termo “Shabat” como uma referência para o primeiro dia de festa *(Yom Tov) da festa de Hag haMatzot é exclusivo para o judaísmo rabínico.

Sete dias de Shavuot

Os sábios Samaritanos, de abençoada memória, determinaram que Shavuot devem ser vistos como festas com igual status das outras festas de peregrinação.

Assim, eles resolveram que a festa de Shavuot, que marca o clímax dos cinquenta dias de contagem do Omer, também deve durar sete dias, fazendo com que o comprimento deste feriado comparável à dos festivais de Matzot e Sukot.

Este alongamento do festival reflete sua ligação etimológica para shavua, uma semana, e é precedido por seis semanas especiais.

Esta decisão de alargar o festival é de certa forma comparável à decisão dos sábios rabínicos para adicionar um dia extra de Yom Tov a cada festa bíblica.

Em ambos os casos, os sábios judeus e samaritanos acabaram adicionando seis dias de festa para o calendário.

Para os samaritanos, os sete dias de festa de Shavuot começa na segunda-feira da última semana do Omer, e termina com Shavuot bíblica no domingo seguinte.

Estamos agora no ano de 3654 no calendário samaritano (contamos a partir da entrada dos israelitas à Terra Prometida com Josué).

Durante os primeiros cinco dias da semana festival, o trabalho (melacha) é permitido.

Os temas das semanas que antecederam a Shavuot.

As sete semanas que antecederam a Shavuot cada um tem um tema bíblico específico na tradição Samaritana:

  1. Semana da travessia do Mar Vermelho (Ex. 14: 26-15: 21)
  2. Semana da troca das águas de amargas de Mara (Ex. 15:22-26)
  3. Semana de Elim, onde os israelitas encontraram doze fontes de água e setenta palmeiras árvores (Ex. 15:27 a 16:3)
  4. Semana do maná, que caiu do céus no deserto (Ex. 16:4-36)
  5. Semana da água que jorrou para fora da rocha (Ex. 17:1-7)
  6. Semana das batalhas contra os amalequitas (Ex. 17:8-17)
  7. Semana do Decálogo (Ex. 19:1).

Assim, a semana de Shavuot coincide com a semana do Decálogo (começando no segundo dia da semana).

Assim, como a comunidade rabínica, os samaritanos se conectam Shavuot com a Outorga (entrega) da Torá.

As leis e costumes do Festival Sete Dias

Para nós Israelitas Samaritanos, o local sagrado em que Deus escolheu para habitar o nome divino não é o Monte do Templo em Jerusalém mas sim o Monte Gerizim-Bet El.

Na interpretação Samaritana, Bet El ou Luz é outro nome para o Monte Gerizim em Siquém (cidade de Nablus).

Este local, na crença Samaritana, foi o local do sacrifício de Isaac onde identificamos Monte Moriá como o Monte Gerizim em frente de Aalon Moorah [Elon Moré] em Gênesis 12:6.

O local do Tabernáculo também é no Monte Gerizim.

No Livro Samaritano de Josué no capitulo 24 descreve Josué que institui a Tabernáculo sob o Monte Garizim.

No capítulo 43 descreve o Tabernáculo em Shiloh como um local de culto alternativo construído pelo patriarca rebelde, Eli.

O Monte Gerizim é o local do futuro Jardim do Éden e do futuro Templo.

A ideia de que a montanha de Deus será também o futuro Jardim do Éden tem algumas fontes judaicas; vejam por exemplo, a literatura de Ezequiel 28:13-14.

Dia 1 – O Dia do Assembleia (יום קהלה)

No dia de abertura do festival é chamado o Dia da Assembléia, para marcar o dia em que os samaritanos se reúnem para a segunda peregrinação do ano (a primeira foi Matzot e a terceira foi Sucot).

O dia é dedicado a visitar, com música e orações, os locais que marcam os parâmetros do futuro Jardim do Éden.

A área é demarcada pelas quatro locais seguintes:

  • As colinas eternas (גבעת עולם) no Monte Garizim.
  • A parte da terra em Siquém, que de acordo com a tradição Samaritana, Jacob nosso antepassado a havia comprado.
  • O túmulo de José em Siquém (de acordo com tradição Samaritana).
  • Kiryat Eburta [atualmente conhecida como Awwarteh], o lugar do enterro de acordo com a tradição Samaritana dos Sumos Sacerdotes, Elazar e Itamar, os filhos de Arão, o Sumo Sacerdote, Pinchas ben Elazar e seu filho Abisha. Este foi também o local de sepultamento, de acordo com a tradição Samaritana, dos setenta anciãos e Sumos Sacerdotes Samaritanos.

Dia 2 – A Noite de Leitura da Torá (ליל מקרתה)

Na terça-feira, no segundo dia da semana festival, as pessoas são santificados em preparação para o Dia da Revelação no Monte Sinai. À noite, as pessoas se reúnem nas sinagogas para um serviço especial de oração. Antes de cada oração, samaritanos lavam as mãos, rosto, nariz, orelhas e pés com água, como Moisés e Arão fizeram (Ex. 40:31).

Dia 3 – Dia em memória a Assembleia do Sinai (יום מעמד הר סיני)

No terceiro dia dos sete dias de festa, a partir da meia-noite para o seguinte à noite, toda a Torá é lida e uma variedade de hinos são cantados. Embora o serviço começa à meia-noite, no dia Samaritano começa ao pôr do sol.As orações são dedicados à memória da Revelação no Monte Sinai. Na tradição Samaritana, este dia marca o dia em que Moisés recebeu o Decálogo de Deus no Sinai.

Dias 4 e 5

Samaritanos que vivem em Neveh Marqeh, um bairro em Holon, vão para as suas segundas casas em Kiryat Luza ao Monte Gerizim e se preparam para a peregrinação. (Hoje, a maioria dos samaritanos que não vivem em Kiryat Luza, mas têm uma segunda casa lá.)

Dia 6 – Shabat do Decálogo (שבת עשרת הדברים)

No sexto dia, o sábado, as orações são dedicados a uma descrição da entrega da Torá, que é por isso que ele é chamado o sábado dos Mandamentos. No meio das orações, um hino, composto no século 14 e que descrevem a entrega da Torá no Monte Sinai, é cantada.

É o costume de samaritanos para compartilhar a história do recebimento dos Dez Mandamentos com suas famílias.

O décimo mandamento na versão Samaritano da Torá difere do texto Massorético ou a Septuaginta, e lê:

והיה כי יביאך י-הוה א-להיך אל ארץ הכנעני אשר אתה בא שמה לרשתה והקמת לך אבנים גדלות ושדת אתם בשיד וכתבת על האבנים את כל דברי התורה הזאת . והיה בעברכם את הירדן תקימו את האבנים האלה אשר אנכי מצוה אתכם היום בהר גריזים ובנית שם מזבח לי -הוה א-להיך מזבח אבנים. לא תניף עליהם ברזל, אבנים שלמות תבנה את מזבח י-הוה א-להיך. והעלית עליו עלות לי-הוה א-להיך וזבחת שלמים ואכלת שם ושמחת לפני י-הוה א-להיך, ההר ההוא בעבר הירדן אחרי דרך מבוא השמש בארץ הכנעני הישב בערבה מול הגלגל אצל אלון מורא מול שכם

Quando Shehmaa o seu Eloowwem o levará para a terra dos cananeus, que você está indo para herdá-la, você deve lavrar grandes pedras, e cobri-las com cal, você deve escrever sobre elas todo o palavras desta lei. Será que, quando passares sobre a Yaardan (o Rio Jordão), você deve lavrar estas pedras, como eu hoje te ordeno, em Aargaareezem (O Monte Gerizim). Deve construir um altar para Shehmaa seu Eloowwem, um altar de pedras: você não levantará nenhuma ferramenta ferro sobre elas. Você deve construir o altar de Shehmaa seu Eloowwem com pedras brutas; e você deve oferecer holocaustos para Shehmaa seu Eloowwem: e você deve sacrificar ofertas, e deve comer lá; e vos alegrareis perante Shehmaa seu Eloowwem. Passado aquela montanha, no outro lado do Yaardaan (Rio Jordão), atrás do caminho do pôr do sol, na terra dos cananeus que habitam na Aaraabaah, antes do Galgaal, ao lado da planície de Moorah, antes Ashkem (Siquém).

Eloowwem é a pronúncia Samaritana de E-lohim, Deus.

Como os judeus, nós não pronunciamos o Tetragrama (o nome de quatro letras do Criador).

O termo Shehmaa é a versão aramaica do mesmo locução usado pelos judeus, Hashem, que significa “O Nome.”

A cada oração feita, por um momento se pronuncia o Nome pronunciando suas quatro letras, uma a uma י-ה-ו-ה, pois este é o antigo uso do nome no culto samaritano.

Dia 7 – O Festival de semanas, o Festival da Colheita

Domingo é o festival de Shavuot.

O dia começa com uma refeição fria, principalmente saladas e queijos (afinal samaritanos não cozinham no Shabat, e Shavuot sempre cai após Shabat.)

As orações começam depois da meia-noite na sinagoga de Kiryat Luza no monte Gerizim.

O serviço durante toda a noite é semelhante ao costume judeu de estudar Torá durante toda a noite em Shavuot, Tikkun Leil Shavuot.

Por volta das 4:00 a congregação deixa a sinagoga e faz a peregrinação ao topo da montanha.

Na subida, a Canção do Mar serão cantadas enquanto andam, cantando e orando.

Eles se movem de estação para estação:

  • A primeira estação é o lugar das Pedras [Os doze pedras, Deut. 27: 4; na versão Samaritana da Torá: monte Garizim].
  • A segunda parada é o local do altar de Adão e seu filho Seth.
  • O próximo é o local de Deus proverá [Deus proverá, Gen. 22: 8], onde Abraão viu um carneiro no mato quando ele estava prestes a sacrificar seu filho, Isaac.
  • A paragem seguinte é o local do altar do Isaac.
  • A próxima estação é o Altar de Noah.
  • A próxima parada é o local da Montanha Eterna. [ Deut. 33:15].A Montanha Eterna.
    (Nota: No passado, dois monumentos de Jacob marcaram este lugar, e esta era a terceira estação mas agora é a última estação).

 

Importante:

  • Em cada uma dessas seis estações, o Kohen Gadol (sumo sacerdote) vai erguer o Sefer Torá.
    As orações são dedicados a festa da colheita, o tema principal da festa, tanto no Massorético e Samaritano Bíblias, com as quais se conectam Shavuot explicitamente também a entrega da Torá.

A refeição festiva Shavuot

Samaritanos comem vários alimentos tradicionais em Shavuot, incluindo o prato “Sara e Hagar“, metade de creme branco (Sarah) e metade de creme vermelho (Hagar) no prato.

Labneh (feitas a partir de iogurte).
Labneh (feitas a partir de iogurte).

Há também bolas de queijo labneh (feitas a partir de iogurte), biscoitos de sal chamados meqamar, e uma sopa de trigo torrado chamado freekah (a palavra significa “trigo recém-colhido”).

Freekah - Sopa de trigo torrado chamado freekah, significa "trigo recém-arrancado".
Freekah – Sopa de trigo torrado chamado freekah, significa “trigo recém-colhido”.

Clique aqui e pegue a receita de sua sopa Freekeh

Passagens da Torah, incluindo o Decálogo são combinados com hinos em oração durante esta refeição.

Charuto de folhas de uva.

Outros alimentos tradicionais são folhas de uva recheadas com arroz e carne, e abobrinha recheada com peito de frango e especiarias.

Estes não são comidos na mesma refeição com os alimentos lácteos, pois samaritanos não misturam leite e carne (incluindo aves) e devem esperar 3 horas após o consumo de produtos lácteos antes de comer carne e (6 horas se consumir primeiro alimentos lácteos, para só depois consumir alimentos com carne).

Após a refeição e os nossos todas as orações da noite, dormimos.

Assim termina a festa de Shavuot  valorizando a oração e estudo da Torá por uma semana inteira, da forma apropriada de comemorar, sendo a segunda peregrinação do ano segundo a revelação de Shehmaa, o Elowween dada a Israel.

Clique aqui para ver a festividade ocorrida no Monte Gerizim!
https://www.youtube.com/watch?v=drLKSv4fmZY