Isaias profetiza um deus “sátiro pagão”!

Seria Isaías, um falso profeta?
 
Não é a toa que Isaias não seja entre os guardiões da Torá como um dos profetas da Torá.
 
Alguém já se perguntou o real motivo pelo qual Isaías e seu livro ficam de fora de nossa atenção?
 
Simples… basta ler sua história…
Uma simples leitura demonstra que o livro de Isaías não pode ser caracterizado como um profeta de Israel!Vejamos o texto onde vemos profecias falsas contra a Babilônia, anunciando que ela nunca será habitada novamente.

 
Isaías 13:19,20
 
יט והיתה בבל צבי ממלכות תפארת גאון כשדים כמהפכת אלהים את סדם ואת עמרה
כ לא תשב לנצח ולא תשכן עד דור ודור ולא יהל שם ערבי ורעים לא ירבצו שם
 
19- E babilônia, o ornamento dos reinos, a glória e a soberba dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou.
 
20- Nunca mais será habitada, nem nela morará alguém de geração em geração; nem o árabe armará ali a sua tenda, nem tampouco os pastores ali farão deitar os seus rebanhos.
 
Como falso profeta, Isaias erradamente profetizou que “feras iriam viver nos palácios babilônicos e sátiros dançarão lá”, mas estranhamente isso nunca aconteceuisso nunca chegou a acontecer!
 
Isaías 13:21,22
 
כא ורבצו שם ציים ומלאו בתיהם אחים ושכנו שם בנות יענה ושעירים ירקדו שם
כב וענה איים באלמנותיו ותנים בהיכלי ענג וקרוב לבוא עתה וימיה לא ימשכו
 
21- Mas as feras do deserto repousarão ali, e as suas casas se encherão de horríveis animais; e ali habitarão os avestruzes, e os sátiros pularão ali.
 
22- E os animais selvagens das ilhas uivarão em suas casas vazias, como também os chacais nos seus palácios de prazer; pois bem perto já vem chegando o seu tempo, e os seus dias não se prolongarão.
 

Satiros ?

Vocês sabem o que é um Sátiro???

Satiro
Satiro, uma divindade grega.
 
O Satiro é uma divindade da mitologia grega!
 

Sim… é isso mesmo!

Na mitologia dos povos gregos, os sátiros, em grego, Σάτυροι, Sátyroi.

Os Satitos são divindades menores da natureza com o aspecto de homens com cauda e orelhas de asno ou cabrito, pequenos chifres na testa, narizes achatados, lábios grossos, barbas longas.
 
Normalmente eram-lhes consagrados o pinho e a oliveira e apesar de serem divinos, não eram imortais.
 
Viviam nos campos e bosques e tinham freqüentes relações sexuais com as ninfas (principalmente as Mênades, que a eles se juntavam no cortejo de Dionísio).
 
Portanto, pergunto… por que é que Isaias está profetizando que Sátiros iriam popular a Babilônia?
 
Ninguém irá me convencer que Isaias é um profeta do Eterno!
 
Não!!!
O Eterno iria falar que “satiros” pulariam no templo destruido da Babilônia?
 
Que ligação há entre o Elowwen de Israel e os Satiros da mitologia dos povos gregos?
 
NÃO HÁ NENHUMA LIGAÇÃO!

Vejamos mais uma falsa profecia, cujo cumprimento nunca ocorreu!
O rio do Egito (provavelmente o Nilo) secará. Isto nunca aconteceu. 
Isaías 19:5-7
ה ונשתו מים מהים ונהר יחרב ויבש
ו והאזניחו נהרות דללו וחרבו יארי מצור קנה וסוף קמלו
ז ערות על יאור על פי יאור וכל מזרע יאור ייבש נדף ואיננו
5- E secarão as águas do mar, e o rio se esgotará e ressequirá.
6- Também os rios exalarão mau cheiro e se esgotarão e secarão os canais do Egito; as canas e os juncos murcharão.

7- A relva junto ao rio, junto às ribanceiras dos rios, e tudo o que foi semeado junto ao rio, secará, será arrancado e não subsistirá.
Antes de qualquer julgamento, vou apresentar um link que apresenta o atual rio nilo!

Clique aqui para ver o Rio Nilo

Rio Nilo
Rio Nilo

É visivel que a profecia de Isaias não se cumpriu, pois vemos o rio Nilo, lindo, azul, navegavel, cheio de vida!
Vejamos mais uma falsa profecia de Isaias…

Isaías 19:5-7

יז והיתה אדמת יהודה למצרים לחגא כל אשר יזכיר אתה אליו יפחד–מפני עצת יהוה צבאות אשר הוא יועץ עליו  {ס}
17- E a terra de Judá será um espanto para o Egito; todo aquele a quem isso se anunciar se assombrará, por causa do propósito do Senhor dos Exércitos, que determinou contra eles.

Mas estranhamente, em toda a história de Israel, Judá nunca, em nenhum momento invadiu o Egito!
O atual Egito tem uma população de 97.974.138 pessoas!

O Egito é um país do nordeste da África, numa região predominantemente desértica, que inclui também a península do Sinai, na Ásia, o que o torna um Estado transcontinental.

Com uma área de cerca de 1.001.450 km², o Egito limita-se a oeste com a Líbia, a sul com o Sudão e a leste com a Faixa de Gaza e Israel.

O litoral norte é banhado pelo mar Mediterrâneo e o litoral oriental pelo mar Vermelho. A península do Sinai é banhada pelos golfos de Suez e de Acaba.

Portanto as “palavras de Isaias” mais uma vez não se cumprem!

Entre outras falsas profecias temos uma onde ele afirma que cinco cidades falariam a lingua de canaã, mas isso nunca aconteceu!

Isaías 19:18


יח ביום ההוא יהיו חמש ערים בארץ מצרים מדברות שפת כנען ונשבעות ליהוה צבאות  עיר ההרס יאמר לאחת  {ס}
18- Naquele tempo haverá cinco cidades na terra do Egito que falarão a língua de Canaã e farão juramento ao Senhor dos Exércitos; e uma se chamará: Cidade de destruição.

No verso 19 vemos uma profecia muito estranha, onde eles afirmam que haveria um templo no Egito!

Entretanto essa fato que seria de extrema importancia, nunca ocorreu!

Historicamente falando, a Torá nunca foi importante na cultura egipcia

 

Mas o judaísmo nunca foi uma religião importante no Egito.

Vejam esses outros textos

Isaías 19:18

 יח ביום ההוא יהיו חמש ערים בארץ מצרים מדברות שפת כנען ונשבעות ליהוה צבאות  עיר ההרס יאמר לאחת  {ס}
 יט ביום ההוא יהיה מזבח ליהוה בתוך ארץ מצרים ומצבה אצל גבולה ליהוה
 כ והיה לאות ולעד ליהוה צבאות בארץ מצרים  כי יצעקו אל יהוה מפני לחצים וישלח להם מושיע ורב והצילם
 כא ונודע יהוה למצרים וידעו מצרים את יהוה ביום ההוא ועבדו זבח ומנחה ונדרו נדר ליהוה ושלמו

 18- Naquele tempo haverá cinco cidades na terra do Egito que falarão a língua de Canaã e farão juramento ao Senhor dos Exércitos; e uma se chamará: Cidade de destruição.

19- Naquele tempo o Senhor terá um altar no meio da terra do Egito, e uma coluna se erigirá ao Senhor, junto da sua fronteira.

20- E servirá de sinal e de testemunho ao Senhor dos Exércitos na terra do Egito, porque ao Senhor clamarão por causa dos opressores, e ele lhes enviará um salvador e um protetor, que os livrará.

21- E o Senhor se dará a conhecer ao Egito, e os egípcios conhecerão ao Senhor naquele dia, e o adorarão com sacrifícios e ofertas, e farão votos ao Senhor, e os cumprirão.

Podemos ver claramente que esses versos profetizados por Isaias preveem uma aliança entre entre o Egito, Israel e Assíria.

Entretanto históricamente nunca aconteceu tal aliança de paz!

A impossibilidade do cumprimento das palavras de Isaias está entre outros fatores, no simples fato de que a Assíria não existe mais.

A civilização Assíria. O povos assírios estão entre os mais proeminentes daqueles que floresceram na Antiga Mesopotâmia, isto é, na região situada entre os rios Tigre e Eufrates, onde hoje se encontram Iraque e Síria.

Portanto nunca se cumprirá tal profecia de Isaias!

Isaías 19:23-24

 כג ביום ההוא תהיה מסלה ממצרים אשורה ובא אשור במצרים ומצרים באשור ועבדו מצרים את אשור  {ס}
כד ביום ההוא יהיה ישראל שלישיה למצרים ולאשור  ברכה בקרב הארץ
כה אשר ברכו יהוה צבאות לאמר  ברוך עמי מצרים ומעשה ידי אשור ונחלתי ישראל  {ס}

23- Naquele dia haverá estrada do Egito até à Assíria, e os assírios virão ao Egito, e os egípcios irão à Assíria; e os egípcios servirão com os assírios.

24- Naquele dia Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra.

25- Porque o Senhor dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança.

“O sacerdote e o profeta erram por causa da bebida forte.” Não se pode mais confiar num profeta bêbedo. [Is 28:7]

 

O que dizer do disparate das palavras preconceituosa de Isaias, um verdadeiro xenofóbico?

 

Isaías 52:1

 א עורי עורי לבשי עזך ציון  לבשי בגדי תפארתך ירושלם עיר הקדש–כי לא יוסיף יבא בך עוד ערל וטמא

1- Desperta, desperta, veste-te da tua fortaleza, ó Sião; veste-te das tuas roupas formosas, ó Jerusalém, cidade santa, porque nunca mais entrará em ti nem incircunciso nem imundo.

Essas foram as falsas profecias feitas por Isaias, um falso profeta, preconceituoso e xenofóbico.

Por essas e demais palavras que falsamente ele proferiu em nome do Criador é que não o consideramos como profeta de Israel, muito embora ele seja assim considerado por nossos irmãos da casa de judá.

Inventaram a linhagem matrilinear

Foi dentro do judaísmo rabinico que se inventou a idéia da linhagem matrilinear judaica!

É comum a afirmação dentro dos bastidores judaicos de que Judeu é todo “filho de mãe judia ou mesmo todo aquele for que convertido ao judaísmo”.

Estabelecem isso como se fosse uma “FORMULA MAGICA” para determinar o atual Israel!

Mas o Eterno nunca afirmou isso em usa bendita Torá!

Sim…a Torá não confirma essa ideia de “linhagem matrilinear“!

Até mesmo o Talmud, no texto da Mishnah, dentro do tratado Kidushin 3:12, afirma que o filho de mãe gentia é como ela, ou seja, não judeu.

O Talmud (Kidushin 68b) chega a questionar como saber se esta lei se aplica a qualquer não-judeu, já que o versículo da Torá se refere a povos canaanitas, e ele mesmo responde, com base no próprio verso: “ele desviará teu filho de Mim (Deus)”, implicando que todos os que o fizerem estão incluídos.

Mesmo o a Torá e o talmud sendo contrários a ideia da matrilinealidade, a ortodoxia, contornou sua própria literatura talmudica e inventou um mandamento onde o judeu é tão somente o nascido de um ventre judeu!

Mas, reparem… essa idéia (ou invenção) rabinica é muito recente!

Foi em 1319, quando aldeias de judeus foram atacadas, ocorrendo ali muitos estupros, portanto trata-se de uma Halakhah (lei, mandamento) medieval!

Então os rabinos tiveram uma idéia… eles inventaram uma nova lei, um novo mandamento!

Sim…. exatamente isso… Esse foi um dos maiores erros cometidos contra a Torá!

Eles criaram uma Halakhah que não iria prejudicar a vida judaica dos BASTARDOS oriundos dos estupros ocorridos!

O judeu e historiador, Flávio Josefo afirmaou que o filho de casamentos mistos, ou seja, de casamentos de judeus e gentias estariam gerando algo como “meio-judeu”!

Filon de Alexandria segue mais a Torá ao afirmar que o filho do judeu com não-judeu é um “nothos” (bastardo), independente do ser o gentio o pai ou a mãe.

Foi por conta disso que os rabinos inventaram um mandamento!

Dessa forma eles não seriam excluidos, não seriam execrados pela comunidade, mas seriam agora tratados como um israelita, com todos os seus direitos.

Mas esse mandamento inventado por rabinos vai diretamente contra a Torá:

Devarim (Deut) 23:2

ב לא יבא פצוע דכא וכרות שפכה בקהל יהוה {ס}

2 – Nenhum bastardo entrará na congregação do Shehmaa; nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do Shehmaa.

Foi pensando assim, que rabinos inventaram um mandamento, que embora se demonstre a clemencia humana, também demonstra como podem ser duramente desobedientes e obstinados ao desafiar o mandamento do Eterno escrito na Torá!

Pois de acordo com a Torá, o filho de estupro seria certamente expulso do convívio social dentro da Congregação de Israel.

Eles tentaram com isso preservar as pessoas e estabilizar uma situação terrível de estrupo.

Usam como desculpa para isso um texto da Torá… Deuteronômio 7:3,4 onde o Eterno ordena que, em Canaã, os homens não deverão se casar com mulheres gentias, de outros povos, para que seus filhos não se desviem, saindo do judaísmo; que o filho de moça israelita com gentio é judeu; já filho de judeu com gentia, não o é; o texto diz que será filho “dela”, isto é, não judeu.

Mas uma leitura mais apropriada do texto demonstra que a proibição de se unir a outros povos não era com relação a toda mulher estrangeira, mas sim com 10 povos especificamente.

Os 10 povos proibidos pelo próprio Eterno de se unir ao povo de Israel!

Esses povos hoje não mais existem, pois todos esses povos foram extintos ao longo da história…

Eis a lista:

  1. Cananeus
  2. Emoreus
  3. Hiteus
  4. Jebuseus
  5. Iveus
  6. Periseus
  7. Gigarseus
  8. Amonitas
  9. Moabitas
  10. Amalequitas

Vamos agora verificar isso tudo dentro da Torá!

A Torá prova isso, as 7 nações proibidas de se unir a Israel estão em Devarim 7

  • Heteus
  • Girgaseus
  • Amorreus
  • Cananeus
  • Perizeus
  • Heveus
  • Jebuseus

Os 7 povos proibido pelo Criador na Torá:

Devarim(Deut) 7:1-5

א כי יביאך יהוה אלהיך אל הארץ אשר אתה בא שמה לרשתה ונשל גוים רבים מפניך החתי והגרגשי והאמרי והכנעני והפרזי והחוי והיבוסי–שבעה גוים רבים ועצומים ממך
ב ונתנם יהוה אלהיך לפניך–והכיתם  החרם תחרים אתם לא תכרת להם ברית ולא תחנם
ג ולא תתחתן בם  בתך לא תתן לבנו ובתו לא תקח לבנך
ד כי יסיר את בנך מאחרי ועבדו אלהים אחרים וחרה אף יהוה בכם והשמידך מהר
ה כי אם כה תעשו להם–מזבחתיהם תתצו ומצבתם תשברו ואשירהם תגדעון ופסיליהם תשרפון באש
ו כי עם קדוש אתה ליהוה אלהיך  בך בחר יהוה אלהיך להיות לו לעם סגלה מכל העמים אשר על פני האדמה
ז לא מרבכם מכל העמים חשק יהוה בכם–ויבחר בכם  כי אתם המעט מכל העמים

1- Quando o Shehmaa teu Elowween te houver introduzido na terra, à qual vais para a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu;

2- E o Shehmaa teu Elowween as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem terás piedade delas;

3- Nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos, e não tomarás suas filhas para teus filhos;

4- Pois fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do Shehmaa se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria.

5- Porém assim lhes fareis: Derrubareis os seus altares, quebrareis as suas estátuas; e cortareis os seus bosques, e queimareis a fogo as suas imagens de escultura.

Não há para com esses povos (Já extintos) nenhum ato de misericórdia ou complacencia!

O 8º e 9º povo proibido pelo Criador na Torá:

Devarim(Deut) 23:3 

ג לא יבא ממזר בקהל יהוה  גם דור עשירי לא יבא לו בקהל יהוה  {ס}

3- Nenhum amonita nem moabita entrará na congregação do Shehmaa ; nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do Shehmaa eternamente.

 

O 10º povo proibido pelo Criador na Torá:

Devarim(Deut) 20:16-18

טז רק מערי העמים האלה אשר יהוה אלהיך נתן לך נחלה–לא תחיה כל נשמה
יז כי החרם תחרימם החתי והאמרי הכנעני והפרזי החוי והיבוסי–כאשר צוך יהוה אלהיך
יח למען אשר לא ילמדו אתכם לעשות ככל תועבתם אשר עשו לאלהיהם וחטאתם ליהוה אלהיכם  {ס}
 
16- Porém, das cidades destas nações, que o Shehmaa teu Elowween te dá em herança, nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida.

17- Antes destruí-las-ás totalmente: aos heteus, e aos amorreus, e aos cananeus, e aos perizeus, e aos heveus, e aos jebuseus, como te ordenou o Shehmaa teu Elowween.

18- Para que não vos ensinem a fazer conforme a todas as suas abominações, que fizeram a seus deuses, e pequeis contra o Shehmaa vosso Elowween.

Quanto aos Amalequitas temos a seguinte ordem descrita na Torá!

Devarim(Deut) 25:17-19

יז זכור את אשר עשה לך עמלק בדרך בצאתכם ממצרים
יח אשר קרך בדרך ויזנב בך כל הנחשלים אחריך–ואתה עיף ויגע ולא ירא אלהים
יט והיה בהניח יהוה אלהיך לך מכל איביך מסביב בארץ אשר יהוה אלהיך נתן לך נחלה לרשתה–תמחה את זכר עמלק מתחת השמים לא תשכח  {פ}

17-  Lembra-te do que te fez Amaleque no caminho, quando saías do Egito;

18- Como te saiu ao encontro no caminho, e feriu na tua retaguarda todos os fracos que iam atrás de ti, estando tu cansado e afadigado; e não temeu a Shehmaa .

19-8- Será, pois, que, quando o Shehmaa teu Elowween te tiver dado repouso de todos os teus inimigos em redor, na terra que o Shehmaa teu Elowween te dá por herança, para possuí-la, então apagarás a memória de Amaleque de debaixo do céu; não te esqueças.

De acordo com a Torá, a linhagem de Israel é sempre patrilinear!

Podemos ver através da Torá que a linhagem sempre foi patrilinear!

Veja a prova disso!

Bamidbar (Números) 1:44-46

מד אלה הפקדים אשר פקד משה ואהרן ונשיאי ישראל–שנים עשר איש איש אחד לבית אבתיו היו
מה ויהיו כל פקודי בני ישראל לבית אבתם מבן עשרים שנה ומעלה כל יצא צבא בישראל
מו ויהיו כל הפקדים–שש מאות אלף ושלשת אלפים וחמש מאות וחמשים

44- Estes foram os contados, que contaram Moisés e Arão, e os príncipes de Israel, doze homens, cada um era pela casa de seus pais.

45- Assim foram todos os contados dos filhos de Israel, segundo a casa de seus pais, de vinte anos para cima, todos os que podiam sair à guerra em Israel;

46- Todos os contados eram seiscentos e três mil e quinhentos e cinqüenta.

A prática patrilinear já era comum na região do Oriente Médio, mesmo antes da Tora ser entregue!

Veja:

Bereshit (Gên) 34:8-10

ח וידבר חמור אתם לאמר שכם בני חשקה נפשו בבתכם–תנו נא אתה לו לאשה
ט והתחתנו אתנו בנתיכם תתנו לנו ואת בנתינו תקחו לכם
י ואתנו תשבו והארץ תהיה לפניכם–שבו וסחרוה והאחזו בה

8 – Então falou Hamor com eles, dizendo: A alma de Siquém, meu filho, está enamorada da vossa filha; dai-lha, peço-vos, por mulher;

9- E aparentai-vos conosco, dai-nos as vossas filhas, e tomai as nossas filhas para vós;

10- E habitareis conosco; e a terra estará diante de vós; habitai e negociai nela, e tomai possessão nela.

Fica muito claro a Patrilinealidade na Torá!

Mas e a Matrilinealidade ?

Onde está na Torá ?

Isso simplesmente não existe na Torá!

Trata-se apenas de mais um mandamento rabinico seguido hoje dentro do judaismo, mas sem fundamento dentro da Torá.

Lição nº 19 – Os samaritanos israelitas no século 21

No início do século 20, parecia que havia um ponto de viragem para o favor dos remédios dos samaritanos israelitas.

Uma personalidade rica do Estado de Michigan, EUA, Edward Kirk Waren os visitou em Nablus e ficou tão impressionado ao conhecer o Sumo Sacerdote Yaaqob Ben Aarron e sua personalidade, que ele adotou a comunidade, ajudaram os pobres samaritanos com dinheiro e roupas e iniciaram uma escola em Nablus para ensinar estudos antigos e modernos a todas as crianças da comunidade, homens e mulheres.

Esta escola onde os professores eram samaritanos e árabes dirigidos pelo próprio sumo sacerdote como professor principal, durou até 1919, o ano da morte de Warren.

Em Jaffa criou em 1905 a primeira semente de um novo assentamento samaritano fora de Nablus após uma interrupção de 100 anos.

O poeta Abraahm Ben Maarheeb Tsedaka mudou-se de Nablus para Jaffa com sua família, esposa, 6 filhos e duas filhas.

Em 1907, Abraahm hospedou um jovem judeu da Rússia por 6 meses.

O nome dele era Yitzhaq Ben Zvi, um ativista sionista de 21 anos que se tornou 45 anos depois o segundo presidente de Israel e o presidente mais amado e admirado desde então.

Durante sua estada que inicialmente era para a apresentação do aprendizado árabe, Ben Zvi ficou fascinado com a história heroica dos samaritanos, como Abraahm falou com grande orgulho, dizendo-lhe que, embora os samaritanos diminuíssem em seu número, de 1,5 milhão a pouco mais de 150 indivíduos no presente, ainda não perderam a esperança de sobreviver.

Ben Zvi decidiu fazer o seu melhor para a sobrevivência dos samaritanos, mas ele e seu amigo ativo, David Ben Gurion, que estabeleceram o Estado de Israel em maio de 1948, foram apanhados pela administração turca e expulsos da Terra de Israel.

Pior do que isso aconteceu com a pequena Comunidade Samaritana em Nablus, quando em 1914 iniciou a Guerra Mundial na Europa e no Oriente Médio.

24 jovens samaritanos de uma comunidade de 168 indivíduos, quase todos os jovens da comunidade foram forçados a ser redigidos para a guerra que terminou em 1918.

Muitos soldados samaritanos morreram.

No ano de 1916, durante a guerra, o Sumo Sacerdote Yaaqob morreu de tristeza e coração partido.

Sumo Sacerdote Yaaqob Ben Aarron
Sumo Sacerdote Yaaqob Ben Aarron

Quando a guerra mundial terminou, novamente os restos dos samaritanos enfrentaram uma situação de estar muito perto do fim de sua existência.

Benyamim Tsedaka

Tradução livre
Ariel Haddad Ben Abraahm

As fotos:
– Yitzhaq Ben Zvi e David Ben Gurion
– Sumo Sacerdote Yaaqob b, Aarron
– Edward Kirk Warren

Lição nº 17 – Os Israelitas Samaritanos no século XVII até o século XVIII

O período de transmissão entre o domínio mameluco sobre a terra de Israel para os otomanos que ocuparam o país em 1517.

A triste história dos samaritanos israelitas continuou, eles não tinham mais comunidades fora do país apenas no Cairo, Damasco e Gaza, que suas comunidades foram destruídas durante os séculos XVII e XVIII.

Mas ainda no século 15, a ampla atividade cultural continuou dentro de Israel e as três cidades.

Esta atividade liderada pelos Sacerdotes Eleazar e Phinhas seu filho no século 16.

Em Damasco, a personalidade mais proeminente era o juiz de Israel Abraahm b. Yusef ElKabasi.

Por outro lado, muitas comunidades samaritanas cessaram na Grécia e na Itália e nas ilhas do mar Mediterrâneo.

As cidades locais samaritanas morreram uma após uma e muitos de seus moradores foram islamizados.

A Lei Otomana foi ainda pior para os Samaritanos do que para os Mamelucos.

A comunidade diminuiu no número de milhares para centenas.

Todas as terras privadas foram tomadas pelos governadores locais, o resto dos samaritanos escapou para Nablus para viver dentro do bairro Samaritano, que se tornou cada vez menor com o passar do tempo, e mais pobre do que nunca.

Benyamim Tsedaka

Tradução Livre
Ariel Haddad Ben Abraahm

Lição nº 15 – Os Israelitas Samaritanos no período islâmico tardio e o tempo das cruzadas

Esta lição descreve a história dos Israelitas Samaritanos no período islâmico tardio e sob as Cruzadas na Terra de Israel, nos séculos 11 a 13.

Enquanto que fora da Terra de Israel ainda nos países do Mediterrâneo eram comunidades samaritanas principalmente no Egito, no Líbano e na Síria, a vida dos samaritanos israelitas no período islâmico tardio e as Cruzadas sobre a Terra de Israel estava muito triste e deteriorada.

Parecia que sob as Cruzadas a pressão religiosa e social era um pouco mais leve, mas a confiscação das sinagogas samaritanas continuava na época das Cruzadas.

Muitos samaritanos foram convertidos a força ao islamismo e ao cristianismo, muitos foram mortos durante invasões de diferentes tribos árabes, Echshides e Mongols.

Aos Israelitas Samaritanos não foi dado tempo de descanso, foi destruição seguido de destruição.

O nascimento Cultural

No Norte no Líbano e na Síria e no distrito de Ramleh, no meio da Terra de Israel, acabou florescendo uma nova literatura samaritana, no Líbano e na Síria a atividade cultural do sábio Ab Hisda ElSuri e seus parentes foi muito proeminente no comentário, a gramática do antigo hebraico e as contíguas das tradições especiais.

Abraham Ab-Marhib Ban Marute com seus trabalhos sobre gramática e tradições

As obras de Sadaqa ElHakim e seu filho Munaja em comentários e as diferenças entre as tradições samaritanas e judaicas.

Yusef b. Shalma de Ashqelon, que escreveu um trabalho importante sobre a prática dos mandamentos.

A proeminente família de escribas de Sarphata, perto de Ramleh, em belas resenhas e comentários e os poetas Aarron Ban Manir e Ab-Gilluga de Damasco.

Essas personalidades e outros incentivaram a cultura samaritana apesar dos problemas políticos.

Benyamim Tsedaka.

Tradução livre
Ariel Haddad Ben Abraahm

O CALENDÁRIO SAMARITANO

O CALENDÁRIO SAMARITANO 
 
O calendário samaritano é baseado em um sistema singular de cálculos chamado de “Hesbom Kashta”  que no Hebraico antigo significa o cálculo da verdade, calculo esse feito exclusivamente pela casta Sacerdotal, ou seja, apenas o Sumo Sacerdote!
O número ISBN para este livro é 3-16-145237-2.
O número ISBN para este livro é 3-16-145237-2.

Devido à diferença de cálculos entre os dias santos dos Samaritano e dos dias santos dos judeu, as festas mencionadas na Torá nem sempre coincidem com a data comemorada pelos judeus que não seguem o calendário biblico.

A diferença entre os dois calendários está na sua origem.

Os israelitas Samaritanos utilizam até os dias de hoje a maneira antiga de calendário como usado nos dias de Mooshe, enquanto os judeus utilizam um calendário que foi remodelado e adaptado por muitas vezes ao longo dos séculos.

Enquanto que o Calendário utilizado pelos judeus tem sua origem na Babilônia, quando foram levados como escravos durante o exílio, ali assimilaram a cultura Babilônia e a mantiveram até hoje.

Existem algumas diferenças entre os cálculos do calendário Babilônico utilizado pelos judeus e o calendário Samaritano:
 
Tanto o calendário Samaritano e como o calendário Babilônico usado pelos judeus utilizam dois ciclos:
 
O sistema de cálculo no calendário Samaritano, funciona em ciclos de 32 anos, 11 dos anos são anos bissextos, cada um constituído por 13 meses, porém o ciclo judaico é de 19 anos, e a cada sete temos um ano bissexto.
 
Os anos bissextos nas tradições judaicas e samaritanas não são paralelos, assim, aproximadamente a cada três anos os dias santos no calendário Samaritano podemos ter comemorações com até um mês de diferença em relação a contagem do calendário babilônico usado pelos judeus.
 

O ano civil no calendário Israelita Samaritano começa na data em que os israelitas entraram em Canaã, e que também coincide com a instituição da Pascoa.

Vejamos um exemplo deste ano:

  • Portanto de acordo com o calendário Bíblico Israelita Samaritano o ano é 3656 contados desde a entrada do povo hebreu na terra prometida.
Entretanto no calendário babilônico usado pelos judeus, por influência babilônica o inicio do ano civil começa seis meses depois da contagem do calendário Israelita Samaritano.
 
Israelitas Samaritanos seguem rigidamente as datas e não adiam a data dos dias santos que estão no seu tempo devido.
 
Entretanto no calendário Babilônico, os judeus tendem a adiantar ou postergar datas em várias ocasiões para que não ocorram as festas:
 
Judeus utilizando o calendário Babilônico mudam as datas das festas, vejamos cada uma destas mudanças:
  • Rosh Hashaná, Chanukah caiam nos domingos, terças,quartas e sábados.
  • Feriados comuns e Yom Kippur evitam que caiam nas quartas e sextas.
  • Pessach(páscoa) evitam que caiam nem nas terças, quintas-feiras.
  • Shavuot evitam que caiam no sábado.
  • 9 de Av evitam que caia no sábado, e justificam isso dizendo que é uma data para se entristecer e ao contrario do sábado que não pode ser dia de aflição e tristeza.
 
Além disso, os judeus têm determinado que Yom Kippur jamais cairá nas sextas-feiras ou nos domingos para evitar um estado de um dois dias de feriados seguidos.
 
Os samaritanos, porém, como já foi mencionado acima, não adiam ou precedem as datas de seus dias sagrados.
 
Enquanto o calendário Samaritano se mantém da mesma forma a quase quatro mil anos, o calendário judaico, pelo contrário, sofreu ao longo do tempo, influência do calendário Babilônico, persa, grego, romano e até mesmo do gregoriano.

Lição nº 13 – A cultura Israelita Samaritana no período Bizantino

Desde a separação final entre os judeus israelitas e os samaritanos israelitas no início do século III EC, as duas comunidades foram formadas separadamente em Eretz Yisrael e em todo o Mediterrâneo, Babilônia e Pérsia, Grécia e Roma.

Os seus centros religiosos, os Israelitas Samaritanos no monte Gerizim e os judeus israelitas na sua Montanha do Templo em Jerusalém.

Algumas das obras Israelitas Samaritanas na língua grega permanecem muito poucas, pequenas porções da tradução da Torá em grego, e trabalhos líricos que atestam a conexão com o Monte Gerizim.

Os gregos e os romanos afastaram os samaritanos e atrasaram o desenvolvimento de sua cultura religiosa.

Somente no século IV EC, sob o domínio bizantino, e apesar da pressão externa dos bizantinos sobre a cultura samaritana de criatividade religiosa israelita, desenvolveu-se e uma série de rituais, que se tornaram a pedra angular da cultura religiosa até hoje.

O florescimento da cultura samaritana no trabalho literário foi facilitado pela remoção temporária da pressão bizantina.

Iniciativa política dos samaritanos sob a liderança do grande líder de Baba Rabba, filho do sumo sacerdote Natanil.

Durante seus quarenta anos de liderança e triunfo sobre os romanos bizantinos em 308-348 EC, a criatividade cultural floresceu.

Novas sinagogas foram reconstruídas, novos rituais, banhos rituais e muito mais.

Mas sua atividade mais proeminente foi o estabelecimento do Conselho dos Sete Estudantes Religiosos, que se sentou em Shechem (atual cidade de Nablus em Israel) e liderou a vida religiosa e ritual dos samaritanos israelitas na Terra de Israel.

Escolas e foram estabelecidas e o trabalho literário começou a florescer.

Entre eles estavam as personalidades de 3 homens sábios:

O pai, seu filho e seu neto:

– Amram, filho de Sarad, chamado Dara.
– Seu filho Marqeh.
– Seu neto Ninna.

Ao lado deles estavam o Sábio Yehoosha Ban Baraq Ben Eden.

Amram Dareh foi o pai da sabedoria samaritana israelita no final do terceiro século e o início do século IV EC.

Suas obras poéticas para incentivar o culto samaritano tornaram-se as obras básicas da fé.

Seu filho Marqeh tornou-se o maior sábio dos samaritanos israelitas ao longo das gerações, e foi considerado por eles como o segundo de Mooshe – o Mestre de todos os profetas.

Seu maior trabalho foi “Tibat Marqeh” – um Midrash na Torá que apenas algumas partes dele ficaram.

Juntamente com esta interpretação, Marqeh compôs muitas obras poéticas, que são a base do culto.

O neto Ninna seguiu, e algumas de suas obras foram integradas na oração.

O sábio Yeoosha ban-Baraq de seu tempo também contribuiu para o culto samaritano.

Seus poemas foram reunidos na coleção de hinos antigos do samaritano, que desde então foi chamado de “Daftar“, todos integrados na coleção anual de livros de oração dos israelitas-samaritanos.

Benyamim Tsedaka

Tradução livre
Ariel Haddad Ben Abraahm

Lição nº 12 – O início do declínio numérico dos samaritanos israelitas

O declínio drástico do número dos samaritanos israelitas em toda a Terra de Israel começou com o fracasso de suas três grandes rebeliões contra o governo bizantino.

O declínio nos números continuou também após o início dos regimes islâmicos na Terra de Israel e não cessou até o início do século XX EC.

O samaritano israelita declinou em seu número causado não apenas por perseguições externas, mas também por conta de lutas internas no povo Israelita Samaritano, entre a “corrente principal” representada pela casa do Sumo Sacerdote em Naplusa contra 9 seitas que foram retiradas ou rejeitadas pela  “corrente principal”.

Eles são chamados de “Dositinistas”, fizeram declinar o numero não menos do que seus inimigos de fora.

Essas seitas foram caracterizadas por costumes excepcionais dos costumes samaritanos israelitas baseados na Torá.

Algumas dessas seitas eram mais extremas em seus costumes do fluxo principal e alguns deles tinham costumes diferentes e estranhos entre eles e entre eles e o fluxo principal.

Alguns adoraram Shehmaa, ao negar parte dos mandamentos da Torá, e até alguns deles, não reconheceram a santidade do grande profeta Moisés.

No século VIII EC, durante a supressão dos califas de AlMamun e Al-Mansur, os filhos de Harun al-Rashid, as sinagogas da corrente principal do samaritano foram destruídas, e as sinagogas das seitas dissidentes, bem como das igrejas cristãs.

Os Dositinianos não sobreviveram a essas campanhas opressivas e desapareceram do palco da história.

Os Israelitas Samaritanos  partidários da “corrente principal” sobreviveram às opressões e, em menor número, continuaram a sobreviver e administrar sua vida religiosa especial, apesar da conversão de muitos samaritanos para o Islã, para salvar seus bens do confisco de alguns governantes muçulmanos.

A aparição dos cruzados no final do primeiro milênio EC até o século 12 mais prejudicou os Israelitas Samaritanos do que ajudou.

Suas sinagogas foram capturadas pelos muçulmanos durante o período mameluco, no século XIII.

O número de samaritanos se deteriorou constantemente.

Benyamim Tsedaka

Tradução livre
Ariel Haddad Ben Abraahm

Lição nº 11 – As revoltas dos samaritanos contra os bizantinos romanos

Após a expansão dos assentamentos do samaritano, muito além da região de Samaria, a leste e oeste, norte e sul da terra de Israel e o lado leste do rio Jordão, aumentou o número dos samaritanos israelitas para o seu nascente – cerca de 1.500.000 incluindo 150.000 na diáspora.

Eles ganharam poder e energia e durante o século VI dC tiveram dois reis que os levaram a rebelar-se contra as ligas bizantinas dentro da Terra de Israel.

De um lado, eles tiveram uma experiência militar melhor do que os judeus como um dos historiadores mais experientes desse período, escreveu o Sr. Avi-Yona e, por outro lado, na maioria das partes dos séculos 5 e 6, o exército bizantino estava ocupado para Mantenha as fronteiras do império de invasores estrangeiros.

Na verdade, o objetivo das revoltas dos samaritanos era lutar pela independência contra a pressão dos bizantinos, especial novamente, novas regras foram criadas contra eles com o objetivo de forçá-los a  conversão cristã.

Inicialmente, os exércitos samaritanos tiveram algumas vitórias novamente contra as ligas romanas bizantinas que ficaram em pequenos números.

Durante estes séculos, os samaritanos se rebelaram três vezes nos anos de 484, 529 e 556 EC.

A revolta maior foi em 529, que as ligas bizantinas romanas lutaram com pleno poder contra os samaritanos, que agora lutavam para destruir as igrejas bizantinas que se erguiam no topo do monte Gerizim.

A revolta de 529 espalhou a maioria das partes da Terra de Israel e destruiu igrejas também em Ein Karem, ao sul de Jerusalém e em Beit Lechem.

A reação dos bizantinos aos sucessos iniciais dos rebeldes samaritanos foi muito difícil.

Os dois reis foram mortos, cerca de 100 mil combatentes samaritanos foram derrotados na luta, 80 mil foram mortos e 20 mil foram expulso para serem vendidos como escravos nos mercados de Babilônia e Pérsia.

Suas terras foram tiradas de suas famílias à força.

As últimas tentativas dos samaritanos derrotados de se rebelar, ocorreram no ano 556 quando os bizantinos romanos ganharam essa batalha com facilidade.

Grandes números dos samaritanos foram então obrigados a converter-se ao cristianismo para proteger suas terras da “Lei da herança” especial anti-samaritana que proibia os proprietários samaritanos de terras para herdar seus bens aos não-cristãos.

No final do período bizantino em 634 EC, o número dos samaritanos israelitas diminuiu de 1.500.000 para apenas 300.000, reduzindo numericamente a nação, e sem líderes militares para ajudá-los a se recuperar de seu horrível estado.

A nação samaritana nação quebrou.

Esta foi a situação dos samaritanos israelitas nos anos 30 do século VII dC.

Benyamim Tsedaka.

Tradução livre
Ariel Haddad Ben Abraahm

Korban – O Sacrifício

Korban no hebraico indica “sacrifício”, mas alude a clara ideia de:
 
“DESISTIR DE ALGO PARA OUTRA PESSOA”.
Sim… “Sacrifício” significa desistir de algo para outra pessoa.
 
Mas para entender os “sacrificios” (Korbanot – Sacrifícios no deserto) é preciso voltar os olhos para o que a Torá da verdade afirma.
 
Vemos na Torá nos livros de Êxodo, Levítico e Números que os sacrifícios foram definidos pelo Eterno de maneira clara e inteligente.
 
É na Torá que podemos ver que o grupo de pessoas chamado Cohanim (“Sacerdotes”) foram os únicos que foram autorizados a fazer sacrifícios para levar as pessoas perto de Shehmaa Eloowwem. O primeiro kohen foi Aaron , e seus filhos se tornaram kohanim depois dele, chegando até os nossos dias..
 
É na Torá que entendemos que os Cohanim fariam sacrifícios para si próprios, para outros Israelitas individuais ou para todo o povo Israelita.
 
É na Torá que estes sacrifícios são chamados de korbanot.
 
A palavra korban significa “algo que se aproxima”.
 
O objetivo deles era aproximar as pessoas de Shehmaa Eloowwem.
 
Os Cohanim ofereceriam korbanot todos os dias durante os serviços da noite, da manhã e da tarde. Além disso, eles ofereceriam korbanot nos feriados e sempre que alguém (que não fosse um kohen) quereria ajudar a fazer um sacrifício próprio.
 
Vemos também na Torá que existiam 3 formas de korbanot:
 
1 – Animais.
2 – Grãos.
3 – Dinheiro.
 
Os animais seriam mortos.
 
O grão seria queimado.
 
O dinheiro seria doado.
 
Portanto o que caracteriza o korban é o efeito direto de “perda”!
 
Um sacrifício que não incorra em “perda”, não é de fato um sacrifício.
 
Veja:
 
Devarim(deut) 17:1
א לא תזבח ליהוה אלהיך שור ושה אשר יהיה בו מום–כל דבר רע כי תועבת יהוה אלהיך הוא {ס}
1 Não sacrificarás ao Shehmaa teu Eloowwem, boi ou gado miúdo em que haja defeito ou alguma coisa má; pois abominação é ao Shehmaa teu Eloowwem.
 
Isso significa que um animal com defeito, que não serviria nem para o consumo humano não pode também ser sacrificado, ou seja… se não serve para nós não serve também para ser sacrificado.
 
Se não tem valor para nós, não tem valor também para Ele.
 
Vaikrá(Lev) 5:18
יח והביא איל תמים מן הצאן בערכך לאשם–אל הכהן וכפר עליו הכהן על שגגתו אשר שגג והוא לא ידע–ונסלח לו
 
18 E trará ao sacerdote um carneiro sem defeito do rebanho, conforme à tua estimação, para expiação da culpa, e o sacerdote por ela fará expiação do erro que cometeu sem saber; e ser-lhe-á perdoado.
 
Mas o sacrifício não era apenas para pessoas abastadas e ricas, as pessoas mais pobres também sacrificavam mesmo que não tivessem animais para isso, elas ofereceriam grãos ou dinheiro.
 
Vaikrá(Lev) 5:11
א ואם לא תשיג ידו לשתי תרים או לשני בני יונה–והביא את קרבנו אשר חטא עשירת האפה סלת לחטאת לא ישים עליה שמן ולא יתן עליה לבנה–כי חטאת הוא
 
 
11- Porém, se em sua mão não houver recurso para duas rolas, ou dois pombinhos, então aquele que pecou trará como oferta a décima parte de um efa de flor de farinha, para expiação do pecado; não deitará sobre ela azeite nem lhe porá em cima o incenso, porquanto é expiação do pecado;
 
Shehmaa é justo, possibilitando também aos pobres o sacríficio.
 
Vaikrá(Lev)14:21
כא ואם דל הוא ואין ידו משגת–ולקח כבש אחד אשם לתנופה לכפר עליו ועשרון סלת אחד בלול בשמן למנחה–ולג שמן
 
21 Porém se for pobre, e em sua mão não houver recursos para tanto, tomará um cordeiro para expiação da culpa em oferta de movimento, para fazer expiação por ele, e a dízima de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos, e um logue de azeite,
 
 
Os kohanim são também chamados de “aqueles que se aproximam do Shehmaa”.
 
Shemot(Êx) 19:22
כב וגם הכהנים הנגשים אל יהוה יתקדשו פן יפרץ בהם יהוה
 
22 – E também os sacerdotes, que se chegam ao Shehmaa, se hão de santificar, para que o Shehmaa não se lance sobre eles.
 
 
Por isso, oferecer korbanot envolve o fechamento da distância entre seres humanos e Shehmaa Eloowwem.
 
De fato, Shehmaa Eloowwem disse a Mooshe para que construa o santuário onde os korbanot são oferecidos para que Shehmaa Eloowwem possa “habitar” entre os povos de Israel.
 
Shemot(Êx) 25:8
ח ועשו לי מקדש ושכנתי בתוכם
 
8- E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.
Interessante salientar que o Criador ordena a construção de um Santuário ou seja, o Tabernáculo, mas encontramos em nenhum lugar em toda a Torá a ordem se construir um templo de pedra em Jerusalém.
 
 
Portanto temos por fundamento em Shemot(Êx)25:8 que o Santuário onde deveriam fazer os sacrifícios era no Monte Gerizim, conforme a Torá determina.
 
Devarim(deut)11:29
 
29- E será que, quando o Shehmaa teu Eloowwem te introduzir na terra, a que vais para possuí-la, então pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim, e a maldição sobre o monte Ebal.
 
כט והיה כי יביאך יהוה אלהיך אל הארץ אשר אתה בא שמה לרשתה–ונתתה את הברכה על הר גרזים ואת הקללה על הר עיבל
Ali era o local onde se faria os sacrifícios foi a unica maneira de aproximar os Israelitas do Criador, Shehmaa Eloowwem.
 
Devarim(deut)27:12
 
יב אלה יעמדו לברך את העם על הר גרזים בעברכם את הירדן שמעון ולוי ויהודה ויששכר ויוסף ובנימן
12- Quando houverdes passado o Jordão, estes estarão sobre o monte Gerizim, para abençoarem o povo: Simeão, e Levi, e Judá, e Issacar, e José, e Benjamim;
 
Mas… Por que sacrificar animais?
 
Muitas vezes, temos perguntas sobre por que os animais foram escolhidos para serem mortos para que os seres humanos possam se aproximar de Shehmaa Eloowwem.
 
Korbanot foi usado para aproximar as pessoas de Shehmaa Eloowwem.
 
Israelitas trouxeram oferendas de animais, grãos ou dinheiro aos kohanim, e os kohanim, por sua vez, os ofereceram como sacrifícios a Shehmaa Eloowwem.
 
Este foi o principal processo usado para conectar Israelitas antigos com Shehmaa Eloowwem.
 
As pessoas abriram mão de seus preciosos bens, o que significava sua dedicação a Shehmaa Eloowwem, e isso se tornou a parte mais importante do culto Israelita.
 
Após o ocultamento do Tabernáculo os Israelitas deixaram de oferecer korbanot.
 
Passaram a oferecer apenas o sacrificio de Pessach anualmente, e deram continuidade ao uso das orações que sempre os acompanharam junto ao ato de sacrificar.
 
Hoje podemos nos aproximar de Shehmaa Eloowwem com as palavras da boca e não apenas com os sacrifícios físicos.
 
Por isso mantemos as rezas pela manhã e a noite, sempre voltados em direção ao HarGerizim o Monte da Verdade.
 
Aprendemos com os korbanot que devemos dar algo de nós mesmos para nos aproximar de Shehmaa Eloowwem.
 
Isso nos ensina uma maravilhosa lição… de que ajudar outras pessoas com alimentos e até financeiramente por ser a maneira mais direta de nos aproximar de Shehmaa Eloowwem, pois estaremos abrindo mão de algo que para nós tem valor, como alimentos, dinheiro, sempre visando ajudar outras pessoas ao invés de pensar apenas em nós mesmos.
 
E eles nos ensinam que as rezas e a oração podem ser mais profundas quando compreendemos os rituais antigos.
Portanto, definitivamente, entendemos que o korbanot ainda nos leva à santidade hoje em nossos dias.