A guarda do Shabat

A OBSERVÂNCIA DO SHABAT NA TRADIÇÃO ISRAELITA SAMARITANA

O Sétimo Dia é o Dia Santo

O sétimo dia da semana é o Shabat, o Dia Santo.

O Shabat começa na sexta-feira à noite no pôr do sol, e dura até o anoitecer na noite de sábado.

Na vida israelita Samaritana o sábado é diferente dos outros dias da semana.

As preparações são feitas para distinguir o sábado dos outros dias.

Os dias de Festa são observados como o sábado, seguindo a tradição estabelecida na Toráh.

Há duas diferenças:

Primeira diferença:
– Se um festival de peregrinação (Pessach, Shavuot ou Sucot) cai num dia de semana, então os adoradores pode ser levados ao local de peregrinação em um veículo conduzido por alguém que não seja membro da Comunidade Samaritana.

Isso permite que todo Samaritano Israelita cumpra seu desejo de visitar o lugar onde Shehmaa escolheu habitar o seu Nome.

Segunda diferença:
– Somos instruídos à salvar a vida, escolher a vida sobre a morte, para o bem ou para o mal.

Se um festival cai num dia de semana, em seguida, em uma situação de risco de vida ou morte, por exemplo, o parto ou doença grave, fazemos tudo para prestar primeiros socorros, mesmo que seja necessário transportar veículos (normalmente proibido no Shabat).

Samaritanos Israelitas consagram o Shabat e o observam a todo custo.

Na sexta-feira à tarde a comunidade e cada família se prepara para o Shabat.

Todos os membros da família contribuem para os preparativos para o receber o Shabat.

Os homens removem suas roupas do dia da semana e usam um roupão de corpo inteiro, que os cobrem desde os ombros até os pés.

Na primavera e verão usamos um que é feito com um tecido fino branco; no outono e inverno o vestuário é feito de lã.

Os botões fecham até o pescoço, onde existe um laço em torno da gola.

Há uma faixa na cintura feita a partir do mesmo tecido.

Cada um dos lados da peça de vestuário tem uma grande bolso, usado para a guarda de chaves de casa, e um lenço para uso no outono e inverno.

Na frente do manto um pequeno bolso, medindo 10 x 10 cm no máximo, usado para manter um relógio de bolso.

Portanto, o relógio de pulso substituiu o relógio de bolso, mesmo assim o bolso permanece.

PREPARANDO-SE PARA O SHABAT

A mãe e filhas da casa fazer os preparativos finais para o sábado.

Quando um casal não tem filhos, ou se os filhos são muito jovens, o marido ajuda sua esposa com os preparativos.

Se ela estiver sob as leis de pureza familiar que proibi ela de participar nos preparativos, então ele faz todos os preparativos para o Shabat.

Garrafas térmicas grandes são cheias com água quente.

Apenas nos sábados, serve-se em pratos dedicados que são mantidos na cozinha e na sala principal da casa onde as refeições são tomadas e a porção semanal da Toráh é lida.

A lâmpada permanece acesa principalmente para prevenir e tratar emergências, observando o mandamento:

“Não bloqueie o caminho de uma pessoa cega, porque na escuridão total toda pessoa é cega”.

Antes do sábado deve-se desligar todos os aparelhos eléctricos da casa e desligar o rádio, televisão, computador e telefone.

Dedicamos vinte e quatro horas para a reunião familiar no sábado.

Nós não cozinhamos, fumamos ou dirigimos no sábado.

A roupa especial de Shabat se restringe aos membros da comunidade para em sua própria vizinhança.

Nós também desligamos o refrigerador.

Os blocos congelados manter o frio da geladeira até o fim do sábado.

É proibido a utilização de um temporizador ou operar ferramentas eléctricas durante o sábado.

Isso violaria o mandamento:

“Não farás fogo em sua residência no dia de sábado”.

Há uma diferença de opinião na comunidade a eventual autorização da operação de condicionadores de ar no sábado, para alívio durante dias muito quentes de verão.

A maioria da comunidade no monte Garizim e Holon não os liga.

Os Sumos-Sacerdotes ainda não decidiram sobre esta questão, e continuam a procurar maneiras de aliviar o desconforto dos adoradores.

Um dos sacerdotes decidiu que em tempos de calor excessivo, o culto da manhã de sábado será juntado com a oração da tarde.

A decisão fica portanto a critério do Cantor que dirige as orações.

As mulheres, ainda vestidas com roupas de segunda a sexta, preparam as refeições dos sábados com antecedência(antes do sábado).

ALIMENTOS POPULARES – O MENU DO SÁBADO

  1. Frango recheado com arroz e feijão temperado, vagens verdes ou amarelas; arroz com legumes verdes cozidos e frango, polvilhado com limão e sal.
  2. Folhas de uva ou beterraba verdes, recheado com arroz e pequenos pedaços de miúdos de frango, com molho de tomate fresco.
  3. Fatias de batata cozida cozidos com frango e especiarias, conhecido como Tashtush.

Além disso, servimos pratos paralelos:

  • Saladas, vagens verde ou amarela. Vegetais verdes.
  • Arroz cozido com frango, polvilhado com sal de limão e azeite.
  • Salada de tomates verdes finamente picados, pepinos, rabanetes e alface, com um azeite de oliva, suco de limão fresco, sal e molho de ervas.

Quando os pratos quentes estão prontos, o cobri-los com um cobertor para reter o calor até voltarmos da Sinagoga.

Quando começa o sábado as senhoras vestem as suas melhores roupas em honra do sábado.

As mulheres só usam calças durante a semana, não no sábado.

O SERVIÇO DO SHABAT

Cerca de uma hora antes do pôr do chefe da família e seus filhos, os meninos vestem seus robes de shabat, e vão à sinagoga.

Na entrada para a sinagoga nós removemos o nossos sapatos, deixando meias em nossos pés no inverno, ou vamos com os pés descalços no verão.

Sapatos são colocados nas prateleiras fornecidas, ou no chão do pequeno hall de entrada da Sinagoga.

O piso quadrado do salão Sinagoga deve estar coberto com um tapete grosso de ponta a ponta.

É confortável se sentar com as pernas cruzadas ou em pé na posição vertical para orações.

Os muito idosos e enfermos podem se sentar em pequenas, banquetas leves.

Bancos ou prateleiras em torno das paredes que mantem a Torá e livros de rezas.

Na parte da frente da sinagoga fica o altar, dividido em duas partes.

Na traseira sentar o Hazam (Cantor) e o patriarca mais velho da comunidade.

Na frente, separados por uma cortina, fica a arca onde os rolos da Torá são mantidos em caixas de metal cilíndrica.

Os pergaminhos são erguidos ao alto durante a manhã e ao meio-dia nas orações do sábado, para abençoar a congregação.

Os adoradores sentar-se mais ou menos nos mesmos lugares na sinagoga.

Todos devem estar presentes.

Só a doença isenta os membros da comunidade de participar, e eles vão rezar em casa.

Cada adorador sabe o seu lugar.

Os hóspedes de fora da comunidade se sentam sempre na parte de trás da Sinagoga.

Aqueles que estão impuros no shabat (através de relações sexuais na noite anterior, ou acidentalmente tocar impureza, por exemplo), também podem orar.

Eles se sentam ao lado da parede traseira da sinagoga.

Não há constrangimento algum nisso, porque pode acontecer a qualquer um.

As mulheres não participam em todas as orações.

Elas frequentam a sinagoga em Yom Kippur(Dia da Expiação), sentas no fundo da sala.

No Shabat e dias festivos, frequentam a sinagoga por um curto período de tempo durante as orações matinais.

Elas recebem a bênção do sacerdote, em seguida, voltam para casa.

Claro que, quando estão em um estado impuro, as mulheres não estão autorizadas a participar na Sinagoga, ou tomar parte no sacrifício e peregrinações Páscoa.

SETE ORAÇÕES DE SHABAT

Adoradores recitam as sete orações no Shabat:

  • Duas consecutivas na véspera do Shabat;
  • Duas consecutivas na manhã do Shabat;
  • Duas consecutivas ao meio-dia e uma no final do sábado.
  • Todas as orações são realizadas sem sapatos, e com a cabeça coberta.

A ORAÇÃO DA VÉSPERA DO SHABAT NA SEXTA-FEIRA À NOITE

Benção do Shabat
Benção do Shabat

Durante a primeira oração, lemos todas as passagens da Torá que se relacionam com o sábado.

A segunda oração compreende poemas litúrgicos e orações.

As duas orações consecutivas começam a cerca de uma hora antes do pôr do sol, terminando quando o sol se põe.

Devemos nos sentar ou ficar de acordo com o contexto da oração, que é liderada pelo Hazam(Cantor).

A maioria das orações são recitadas de memória.

As crianças leem a partir de livros de oração até que eles também saibam as orações de cór.

Ao curvar-se, e se ajoelhar no chão, a cabeça toca o tapete e descansa as mãos abertas, que são colocadas lado a lado no tapete.

Há também uma posição de curvar-se durante orações onde é suficiente para inclinar a parte superior do corpo para a frente, a partir da cintura para cima, durante alguns segundos.

A maioria das orações são recitadas e cantadas em voz alta por todos os fiéis.

O Cantor tem apenas uma pequena parte na liturgia.

O final da oração do Cantor lembra-nos que é o Shabat .

Os adoradores respondem várias vezes, dizendo “Amém”.

Em seguida, se ajoelham e se prostam, para terminar a oração.

Então, todos nós nos cumprimentamos.

A benção de despedida do Cantor é “Shabbikon Taaben Yesi” (“Os teus sábados são bons”)

SHABBIKON TAABEN YESI
SHABBIKON TAABEN YESI

 

Os adoradores respondem:

“Shabbikon Taaben Yesi”  (“Os teus sábados são bons”)

Todos nós saímos pela mesma porta.

Cada um recoloca seu sapatos, e retorna rapidamente para casa onde sua família o espera.

Não existe visão mais emocionante do que adoradores deixando a sinagoga em suas vestes, reunindo-se rapidamente em casa em todas as direções.

Nós nos sentamos à mesa do Shabat , e cantamos canções de Shabat e recitamos a bênção sobre o vinho

“Maa shehna abyoomikimma kallaakimma yesi”  (“Que você viva cem anos”)

e  “Kal shehna watimma shaaloomem”   (“Que você tenha paz a cada ano”).

As senhoras da casa removem o cobertor que cobriu as panelas, e servem a comida.

Todos nós agora podemos comer tranquilamente.

O Shabat é uma oportunidade para toda a família se reunir, pais, filhos e netos.

Eles chegam após a refeição e sentam-se juntos por um tempo.

Chá e bolos que foram preparados para o Shabat são servidos.

Cada assunto do dia é discutido.

Duas horas antes da meia-noite, os membros da família vão se deitar, para acordar a tempo para a oração da manhã.

ORAÇÕES SHABAT MANHÃ

Para orações da manhã na sinagoga, adoradores usar um talit branco (xale de oração), feitos a partir de tecido de algodão simples, em forma de um robe.

O tallit cobre desde os ombros até os pés.

Ele possui fendas nas laterais esquerda e direita, permitindo o acesso aos bolsos da roupa.

No ombro direito há vinte e dois botões feitos do mesmo material que o talit de oração, e no ombro esquerdo há vinte e dois casas correspondentes aos botões.

O número simboliza o número de letras no alfabeto hebraico antigo a partir do qual a Toráh está escrita.

Como nos tempos antigos, o alfabeto hebraico não tem letras finais adicionais.

Na tradição Israelita Samaritana os botões e casas são o equivalente a tzitziot (franjas de oração).

Nem na vida diária, nem no Shabat, Samaritanos Israelitas usam Tefillin(filactérios), como são usados na tradição judaica rabínica.

Israelias Samaritanos consideram a palavra tefillin como uma metáfora para lembrar.

Interpretamos não como uma pequena caixa física que contém um texto bíblico, mas como sinônimo de “lembre-se”.

Desta forma, eles obedecem aos mandamentos:

“E eles vão ser um sinal em seu braço e um lembrete entre os seus olhos”

e também

“Você vai lembrar de todos os mandamentos de Shehmaa”.

O Cantor carrega o rolo da Torá e a apresenta diante dos adoradores.

Usa um xale de oração branco de seda em azul e branco ou em verde e branco, com borlas.

Ele só o usa durante o curto período de tempo que ele está carregando o rolo da Toráh coberta.

Quando ele retorna o rolo da Torá para a arca, ele dobra o xale de oração de seda, e coloca-o na arca.

Nós usamos o nosso talit de oração sobre o nosso manto para ir à sinagoga.

A oração começa três horas e meia da manhã e termina às seis da manhã.

A oração inclui versos da Torá e poemas litúrgicos.

Assim, a primeira sessão de oração é concluído.

A segunda oração da manhã é a leitura da porção semanal da Toráh.

Nós deixamos a sinagoga, dividida em pequenos grupos de 10-15 pessoas de acordo com parentesco, e vamos para a casa do membro mais velho do grupo.

Nós ficamos sentados sobre o tapete ao longo da parede da sala maior da casa, e começam a cantar a porção semanal da Toráh.

Homens e mulheres, meninos e meninas de todas as idades podem participar na leitura.

A porção é dividida em passagens.

Cada participante canta uma passagem em um ritmo lento.

Se houver mais passagens do que os participantes, uma segunda rodada é feita, cada um, em seguida, pode ler em um ritmo mais rápido.

No final da leitura a dona da casa com as meninas servir xícaras de chá, bolos e doces.

Fazemos uma conversa animada e às vezes barulhenta, e então cada um retorna para casa para comer o pequeno almoço.

As primeiras horas da manhã do Shabat são dedicadas para descansar e dormir até chegar ao momento das orações do meio-dia.

O pequeno-almoço inclui diversas e gostosas saladas o que é muito gratificante.

Recomenda-se a prepara-las de acordo com o livro:

“As Maravilhas da cozinha Israelita Samaritana”, escrito pelas irmãs Batia Tsedaka e Zippora Sassoni, editado por: Benyamim Tsedaka; Publicado por A. B. – Instituto de Estudos Samaritano Press, Holon, 2011.

Os ingredientes da salada foram colocados na geladeira desligada desde sexta-feira à tarde.

Especiarias, limão, tahini e azeite são adicionados.

Nós bebemos refrigerantes e alguns desfrutam de vinho com moderação.

Comendo a salada normalmente satisfaz o apetite por todo o dia até o fim do sábado.

Tomando o café da manhã preparado, as senhoras usam vestidos finos, camisas e ternos que complementam a sua beleza, e saem para visitar vizinhos ou receber amigos e parentes em suas casas.

A ORAÇÃO DO MEIO DIA DO SHABAT

Ao meio-dia, ou as 13:00hs no horário de verão, nos reunimos na sinagoga para as duas orações do meio-dia.

A primeira oração inclui versos do Torá e poemas litúrgicos.

A segunda oração inclui liturgia e uma leitura calma da porção semanal da Torá em um ritmo mais rápido do que na parte da manhã.

Leitura alterna entre aqueles que se sentam nos lados esquerdo e direito da sinagoga.

Aqueles que se sentam à direita começar a ler o primeiro verso, e quando chegar a meio, os da esquerda começa a ler o segundo verso.

E assim por diante, alternadamente, até chegar ao fim da porção de Tora.

Concluímos com um poema curto litúrgico, e voltamos para nossas casas vestindo o robe talit branco.
O Cantor despede-se dos adoradores com a bênção:

“Shabbikon Taaben Yesi”.

Os adoradores respondem com as mesmas palavras.

Nós tiramos o nosso Talit de oração.

Uma refeição ligeira nos espera em casa.

Durante o inverno, comemos alguma iguaria fria e no verão, queijo branco caseiro com pedaços de melancia.

APÓS O MEIO DIA DO SHABAT – A TARDE

Nós passamos a tarde e início da noite do sábado visitando a amigos e parentes.

Se alguém foi hospitalizado e ficou em casa no Shabat , todos o visitam e perguntam como ele ou ela está se sentindo.

Ficamos alegres por visitar os parentes.

A tarde é também uma oportunidade para as crianças e adolescentes se reunir e ler as porções da Torá, incluindo a porção da Toráh para a semana seguinte.

Isto é para ensinarmos os jovens a ler a Toráh corretamente.

Eles aprendem os cantos e a liturgias com os sábios, para que eles possam continuar a tradição na Sinagoga aos sábados e festivais futuros.

O FIM DA ORAÇÃO DO SHABAT

O fim das orações do Shabat começam meia hora antes do pôr do sol, e terminam quando o sol se põe.

As orações são realizadas usando mantos, sem o talit de oração, a menos que a oração para um novo mês caia no final do sábado: neste caso, usar o talit de oração.

Um elemento central da oração é uma liturgia antiga para o final do sábado.

Concluímos com uma oração final.
O patriarca despede os adoradores com a bênção:

“Ashshehlaam ‘aleekimma” (“Shalom a todos” – “A paz esteja convosco”).

E eles respondem:

“Alek Ashshehlaam”  (“E a paz esteja com você”).

Nós voltamos para nossas casas depois das orações, e juntos cantamos o louvor a Moshe:

“Ashshehlaam ‘al Mooshe”  (“Elogio a Moses”).

A dona da casa serve café em copos pequenos.

Este é o início de uma nova semana.

Tiramos nossas vestes, a dobramos, colocamos no guarda-roupa, e vestimos em nossas roupas de segunda a sexta.

Se o Shabat cai no início, ou durante um festival, a oração da manhã é especialmente longa.

Começa às 02:00hs e termina em torno de 09:00hs.

Nesse caso não há nenhuma sessão de oração do meio-dia, e a porção semanal da Toráh não é lida.

A sessão de oração no Yom Kippur(Dia do Perdão) dura cerca de 25 horas, desde a tarde até à noite, sem uma pausa.

Se um Brit Milá(circuncisão) tem lugar no Shabat, nós interrompemos as orações durante a cerimônia, e depois voltar para a sinagoga para continuar as orações.

Texto: Beyamim Tsedaka.
 Tradução e revisão livre - Ariel Haddad Ben Abraahm

 

O verdadeiro kosher

Samaritanos: Regras de leite e carne

É proibido comer leite com carne com base nas palavras da Torá :

Não cozinhe um cordeiro com o leite de sua mãe [ Êxodo 23:19 ]

A versão do Exodo da Torá Israelita Samaritana continua:

Para aquele que faz tal como o é como uma oferta proibida e isto é como uma transgressão para o Todo-Poderoso de Jacó.

(לא תבשל גדי בחלב אמו, כי עשה זאת כזבח שכח ועברה היא לאלהי יעקב…)

Nos tempos antigos, os nossos sacerdotes e sábios descobriram que, de acordo com a Torá, o número de tipos de carne que pode ser comido é de 17, o valor gemátrico da palavra גדי ( entendido pelos samaritanos para significar um animal jovem, como um cordeiro ou cabrito ).

As correspondências estão:

ג = 3
ד = 4
י = 10

Os dezessete tipos de carne que podem ser comidos incluem frango, galo, do peru, codorna e pomba, e animais que andam sobre quatro patas, como a ovelha, cabra, veado, vaca e touro.

É proibido comer lebre, coelho, ganso e pato. Samaritanos israelitas entender galo, peru e codornizes para ser incluído sob o termo גוזל (‘Gozal’, uma garota ou jovem pássaro).

Ganso e pato são proibidos, porque eles não são mencionados nos 17 tipos permitidos de carne.

São permitidas algumas espécies de gafanhotos ou gafanhoto, embora, falando por mim, eles nunca foram parte de meu menu, e eu não posso sequer imaginar comê-los.

A fim de cumprir com a regra, temos de esperar 6 horas (meio dia) antes de comer leite após a carne, e 3 horas (um quarto de um dia) antes de comer carne depois de leite.

Se você esta se tornarnando um israelita Samaritano insisto que você se abstenha de comer qualquer tipo de carne até que você faça parte da comunidade em Israel.

A razão é que, para nós, a carne kosher é preparada apenas por um abatedor israelita Samaritano, que guarda o mandamento de oferecer a pata dianteira direita da ovelha, cabra, touro ou vaca para o sacerdote Devarim(Deut) 18:3.

Quando estou viajando minha dieta é vegetariana com peixe branco kosher (com barbatanas e escamas), feito bem grelhado.

Todos os outros frutos do mar são proibidos.

Benyamim Tsedaka

Extraído de: http://www.israelite-samaritans.com/religion/milk-and-meat/

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O consumo da carne

Muito se fala sobre o abate “kosher” como uma opção segura para o consumo de carne.

Mas pouco se fala a respeito deste assunto!

A quem pense equivocadamente que a carne “seca” ou a “carne de sol” seja adequada para o consumo humano por não possuir “o sangue”!

Mas esse assunto é muito mais profundo do que parece.

Falaremos sobre o Consumo da carne de acordo com o que a torá determina para esse assunto!

O Abate kosher

Kosher é a definição dada aos alimentos preparados de acordo com as Leis Judaicas de alimentação.

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Carne ou papel ? Afinal, certificam a carne bovina ou as tiras de papelão?

A Torá exige que bovinos e frangos sejam abatidos de acordo com essas Leis, num ritual chamado Shechita.

O objetivo desse ritual é fazer a degola do animal ainda vivo e assim provocar uma morte instantânea, sem dor.

É utilizada uma faca especial bem afiada.
O corte deve atingir a traqueia, o esôfago e as principais veias e artérias do pescoço. Deve haver uma intensa sangria do animal.

 

INSPEÇÃO

Após o abate, um inspetor verifica os órgãos internos do animal para procurar alguma anormalidade fisiológica que torne a carne não-Kosher.
Hoje em dia, todo o processo Kosher, inclusive a salga é feito no próprio frigorífico sob a supervisão de um Rabino, que garante que o alimento é Kosher.
Os produtos Kosher também possuem um selo que certifica que todo o processo para a produção do alimento seguiu as exigências da Torá.
Apenas uma pessoa treinada, denominada Shochet, é apta a realizar esse ritual. Antes do Shechita é realizada uma oração especial chamada Beracha.

 

SELOS


A palavra Kosher ou Kasher significa “apropriado”, “adequado” no hebraico israelense se pronuncia kasher e nos EUA é comum a pronúncia kosher.

 

O que é certificação kosher?

Existem empresas as certificadoras kosher no Brasil, portanto o “selo kosher” é um “negócio”!
Empresas como o BDK do Brasil, trabalham na avaliação e certificação de alguns alimentos junto as indústrias alimentícias. Validando a matéria prima, produtores, fabricação, e a existência de também de outros produtos e linhas de produção dentro da fábrica.

 

Por que certificar?

Simplesmente para ter o selo e ter um número maior de lucro especialmente nas exportações para países como Israel, E.U.A., Argentina e outros países europeus onde exijam ou deem alguma vantagem a quem oferecer uma certificação kosher.

Quem abastece o mercado kosher no Brasil ?

A carne kosher brasileira é fornecida por pequenas empresas e também pelo Frigorífico JBS-Friboi.

fonte: http://www.mehadrin.com.br/novidades.php

 

Nome de outros frigoríficos que abastecem o mercado kosher

 
fonte: https://www.scotconsultoria.com.br/noticias/artigos/33900/o-ritual-religioso-de-abate-judaico-e-o-mercado-da-carne-kosher-no-brasil.htm

O MERCADO HALAL

Resultado de imagem para ABATE KOSHER brasilO Brasil é um dos muitos países que receberam imigrantes muçulmanos nos últimos 5 anos.

O estado do Paraná detém a maioria absoluta dessa imigração com cerca de 22 cidades em todas as zonas do Estado.

Essas comunidades já dispõem de mesquitas ou mussalas (espécie de capelas) nas 22 localidades onde estão vivendo esses refugiados e suas famílias, cada um com seu drama pessoal.

 

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Eles trabalham especialmente no abate halal, para o abate de acordo com as leis muçulmanas.

Os frigoríficos do Paraná estão contratando esses imigrantes por causa das exportações de carne para os países muçulmanos.  É que nesses países existe a obrigatoriedade do abate de animais ser efetuado somente por muçulmanos.

Sem esse requisito nenhum exportador conseguirá vender para os países islâmicos. .

Resultado de imagem para ABATE KOSHER brasilIslâmicos só comem frango ou carne bovina se o animal tiver sido degolado com o corpo voltado à cidade sagrada de Meca, ainda vivo  e pelas mãos de um muçulmano praticante, geralmente árabe.

A faca com a qual é feita a degola precisa estar super afiada para garantir a morte instantânea do animal, sem sofrimento.

Antes do abate de cada bicho, o degolador pede autorização a Deus, em árabe, como forma de mostrar obediência e agradecimento pela comida e de reafirmar que não está matando o animal por crueldade ou sadismo.

Peixes são considerados Halal por natureza, porque saem da água vivos. Já os suínos são considerados impuros pelo modo como se alimentam, por estarem ligados a ambientes de sujeira.

 

Diferenças entre Kosher e Halal

As diretrizes Kosher também orientam mergulhar a carne em sal e água por três dias para remover quaisquer resíduos de sangue.
De acordo com as regras judaicas, apenas as pernas dianteiras do gado podem ser consumidas, enquanto as regras Halal permitem que os muçulmanos consumam as pernas traseiras também.
A prática Kosher interpreta diversas passagens do Torá, especialmente as do Êxodo 23:19, Êxodo 34:26 e Deuteronômio 14:21, para explicar por que carnes e laticínios não podem ser preparados, cozidos ou ingeridos juntos. Estas restrições não se aplicam às regras alimentares Halal.

Agora vamos a Torá. Como se alimentam Israelitas Samaritanos?

Veremos o que realmente a Torá afirma a respeito do consumo de carne e do abate animal.

1- ABATE DO ANIMAL:

O animal deve ser considerado puro e os quadrupedes devem ter cascos fendidos e ruminar, de acordo com a prescrição da Torá de Levíticos 11.

Levítico 11
א וידבר יהוה אל משה ואל אהרן לאמר אלהם
ב דברו אל בני ישראל לאמר זאת החיה אשר תאכלו מכל הבהמה אשר על הארץ
ג כל מפרסת פרסה ושסעת שסע פרסת מעלת גרה בבהמה–אתה תאכלו
1 E falou o Shehmaa a Mooshe e a Aharon, dizendo-lhes:
2 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Estes são os animais, que comereis dentre todos os animais que há sobre a terra;
3 Dentre os animais, todo o que tem unhas fendidas, e a fenda das unhas se divide em duas, e rumina, deles comereis.

 

2- NÃO COMEMOS O SANGUE!

O animal deve ser abatido por um Israelita segundo a pratica de abate correta, seu sangue deve ser vertido e enterrado.

Deuteronômio 12:23,24
כג רק חזק לבלתי אכל הדם כי הדם הוא הנפש ולא תאכל הנפש עם הבשר
כד לא תאכלנו על הארץ תשפכנו כמים
23 Somente esforça-te para que não comas o sangue; pois o sangue é vida; pelo que não comerás a vida com a carne;
24 Não o comerás; na terra o derramarás como água.

Levítico 19:26

כו לא תאכלו על הדם לא תנחשו ולא תעוננו
26 Não comereis coisa alguma com o sangue; não agourareis nem adivinhareis.

3- OFERTAR AO SUMO SACERDOTE A PATA DIANTEIRA

Sua espádua (pata) direita deve ser ofertada ao Sumo Sacerdote desta geração. 

Levítico 7:32
לב ואת שוק הימין תתנו תרומה לכהן מזבחי שלמיכם
32- Também a espádua direita dareis ao sacerdote por oferta alçada dos vossos sacrifícios pacíficos.
 
 
Deuteronômio 18:3
ג וזה יהיה משפט הכהנים מאת העם מאת זבחי הזבח–אם שור אם שה ונתן לכהן הזרע והלחיים והקבה
3- Este, pois, será o direito dos sacerdotes, a receber do povo, dos que oferecerem sacrifício, seja boi ou gado miúdo; que darão ao sacerdote a espádua e as queixadas e o bucho.

 

4- O SACRIFÍCIO DE SAL

Não deve ser ignorado o sacrifício de sal conforme a Torá prescreve! 

Levítico 2:13
יג וכל קרבן מנחתך במלח תמלח ולא תשבית מלח ברית אלהיך מעל מנחתך על כל קרבנך תקריב מלח {ס}
13- E todas as tuas ofertas dos teus alimentos temperarás com sal; e não deixarás faltar à tua oferta de alimentos o sal da aliança do teu Elowweem; em todas as tuas ofertas oferecerás sal.
 
ESSA É A PRATICA OFICIAL PARA TODOS ISRAELITAS SAMARITANOS, TANTO AOS QUE VIVEM EM ISRAEL COMO TAMBÉM AOS QUE NÃO VIVEM LÁ!
 
É por isso que o Israelita Samaritano quando em viajem, longe das das terras de Samaria, consome exclusivamente uma alimentação vegetariana e come apenas peixes de escamas e barbatanas!
 
Todo aquele que deseja ser um israelita Samaritano e viver em Israel deve também adotar tais práticas na sua alimentação!
 
Nem mesmo os judeus seguem estas prescrições, sendo portanto a carne com selo “Kosher” na verdade inapropriada para o consumo humano segundo a Torá da Verdade!
 

 

5- NÃO PROFANAREMOS A TERRA EM QUE VIVEMOS COM SANGUE!

Números 35:33

לג ולא תחניפו את הארץ אשר אתם בה כי הדם הוא יחניף את הארץ ולארץ לא יכפר לדם אשר שפך בה כי אם בדם שפכו
33- Assim não profanareis a terra em que estais; porque o sangue faz profanar a terra; e nenhuma expiação se fará pela terra por causa do sangue que nela se derramar, senão com o sangue daquele que o derramou.

Fim da Kosher Nostra

O Lado Negro do Vinho Kosher

Não é fácil ser israelense: o clima, os impostos, a situação, o governo… É ainda mais difícil ser um produtor israelense: o clima, os impostos, a situação, o governo – e a rede de proteção kosher …

Mas tudo isso empalidece em comparação com o desafio de fazer vinho não kosher em Israel, como eu faço.

Tenho boas razões para tomar a decisão de evitar as leis kosher que envolvem a produção de vinho.

Eu o fiz por razões morais.

Não sei se você, querido leitor, está ciente ou se preocupa com o que exatamente é o vinho kosher.

Mas se você é judeu ou gentio, israelense ou não, você deve estar ciente de que o vinho de Israel está no centro de um turbilhão de religião, identidade, pressão social, política, direito e a intensa tensão entre tradição e modernidade.

A religião judaica centra-se na separação e na distinção.

Devemos separar o linho da lã, da carne dos produtos lácteos, do Shabat dos dias de trabalho – mas em primeiro lugar separamos os judeus dos gentios:

“O povo habitará sozinho e não será contado entre as nações” (Números 23: 9)

Um versículo que todo israelense conhece.

Os regulamentos subjacentes ao consumo de alimentos foram estabelecidos há milênios e compilados, formalizados, aprofundados e apertados ao longo de milênios da tumultuada história judaica.

Assim, por exemplo, a regra simples de que “não ireis pegar um filhote no leite de sua mãe” (Êxodo 23:19) transformou-se, ao longo dos séculos, em completa e completa separação de qualquer produto de carne de qualquer produto lácteo, incluindo cozinha separada Pias, refeições horas e utensílios.

O livro de regras completo que discute este comando preencheria uma biblioteca da comunidade.

Quanto ao vinho, a questão de sua kashrut (“kosherness”) tem uma história própria.

Semelhante às regras do consumo de alimentos, as restrições evoluíram ao longo dos séculos.

No primeiro capítulo de Daniel, Daniel e seus companheiros se recusaram a beber “vinho de libação” – vinho que foi usado pelos antigos povos do Oriente Médio para a idolatria.

Hoje, é aceito por todos que o costume da libação está extinto, e, especificamente, o vinho feito e usado pelos cristãos não é “vinho da libação”.

No entanto, o sentimento popular contra os ” goyim ” (gentios) levou ao costume de um goy não deve ser permitido tocar um barril ou uma garrafa de vinho, para que não perca a sua kashrut.

Rashi, o principal comentarista da lei judaica, não conseguiu encontrar uma base legal para essa tradição nas escrituras escritas.

Rashi estudou no que é hoje Mainz, Alemanha, uma região de vinho bem conhecida; No século 11, o tempo de Rashi, a economia da região foi baseada em vinificação e vinificação.

Depois de muita deliberação, não conseguindo encontrar a justificação que buscava, mas respeitando o sentimento popular contra os não-judeus,

Rashi observou que um recipiente de vinho tocado por um gentio é “proibido de gozo” – significando que não só o judeu Proprietário do vinho não é permitido para beber, mas ele é mesmo proibido para vendê-lo (digamos, para o goy que tocou) e desfrutar do produto do negócio, e deve despejar o caro líquido no ralo.

Isto mesmo, se o goy tocou o barril inadvertidamente eles definem que o vinho deva ser totalmente dispensado.

Você ficaria surpreso com a profundidade da discussão, ao longo dos séculos, anos a fio sobre dispensar um barril de vinho por ter sido “tocado por um goy”.

Rashi relatou que a razão principal, originária do Talmud, era ” por causa de suas filhas “, o que significa que se você beber vinho com um goy, em breve você se tornará amigo dele, e antes que você perceba que seu filho vai se casar com Sua filha, e os descendentes desta união não serão judeus.

Assim, a separação do vinho assegura a separação de seus bebedores.

É sensato acreditar que as raparigas do sul da Alemanha e da Alsácia eram tão bonitas e atraentes no século XII como elas são hoje, e o raciocínio de Rashi faz sentido, se o povo judeu fosse permanecer não diluído entre uma população maior, mais forte e diferente.

Na evolução da observância judaica, as exigências da kashrut se apertaram dramaticamente.

Em comunidades estritas, como Chabad, ursos de brinquedo e lençóis impresso com coelhinhos bonitos são proibidos – você não deve deixar as crianças até mesmo ver as criaturas que não estão autorizados a comer, mantendo assim o seu ambiente “puro”.

E em algumas vinícolas kosher em todo o mundo, as pipas de vinho claro que atravessa a sala de enchimento será coberta pelo rabino oficiante com folha de alumínio opaca, para que os trabalhadores locais até dirigir seus olhos impuros no vinho kosher correndo através deles.

O que não é kosher – incluindo ursos, coelhinhos e goys – é considerado impuro; desprezível.

E, mais pertinente para nós judeus israelenses não-observantes – se você não é um judeu “formal” e não segue os caminhos ortodoxos até o último detalhe – então você é tão bom como um goy, significando que se você tocar um barril de Vinho, ele perde seu status kosher.

Assim, em Israel, onde kashrut é exercido pelo governo, se você é um enólogo e deseja fazer vinho kosher, você tem que contratar um judeu de “primeira classe” ( você é de segunda classe).

Dar-lhe (sempre ele – uma mulher não seria certamente permitido na adega, por razões demasiado base para mencionar aqui) as chaves para a adega.

E sempre que você quiser provar um copo de um tanque de vinho ou barril, você tem que pedir-lhe para obtê-lo para você – para interpor entre você e seu vinho, para que seu toque imundo vai sujar.

De fato, com o crescente conservadorismo, etnicismo e sentimentos religiosos em Israel, hoje não é fácil encontrar supermercados e lojas que ofereçam vinho não kosher.

Mesmo os restaurantes que estão abertos no Shabbat são relutantes em mostrar vinho não kosher em seus menus.

A maioria das vinícolas israelenses se tornaram kosher – incluindo aquelas em kibutzim (comunidades socialistas, muitas vezes anti-religiosas) e vinícolas de propriedade de não-judeus.

E, se uma vinícola israelense sem um selo kosher tentar exportar seu vinho para, digamos, os EUA, ele iria encontrar-se em duplo perigo.

Primeiro, o público em geral é pouco consciente de que existe uma coisa como “vinho israelense, “Muito menos que é emocionante e delicioso.

Aqueles que entendem são muitas vezes judeus, e eles estão perplexos, se não ofendidos, para ver o vinho não kosher de Israel.

O que um Enólogo faz?

Para muitas vinícolas, refeições para as excentricidades da lei judaica moderna é a única escolha.

Para os poucos que realmente se preocupam com sua identidade judaica, ainda não estão preparados para se considerarem judeus de segunda classe (minha esposa e eu mais cedo tiraria nossa bela vinha e deixaria de fazer vinho do que ceder à noção de que somos de segunda classe Judeus, cujo mero toque iria acabar com sua kosherness), uma importante luta difícil aguarda – uma luta pelo que significa ser judeu em Israel no século XXI.

Zeev Smilansky é cientista, escritor e enólogo de Meishar, Israel, cujos vinhos Meishar Winery estão disponíveis no Israeli Wine Direct.

fonte http://forward.com/food/352872/the-dark-side-of-kosher-wine/